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quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Cientistas descobrem série de buracos “perfeitamente alinhados” a norte dos Açores… e ninguém sabe o que os causou


Uma série de buracos misteriosos “perfeitamente alinhados”, descobertos a cerca de 2.700 metros abaixo da superfície, ao norte dos Açores, tem deixado perplexo os cientistas, que não têm justificação para a respetiva causa.

Os buracos foram encontrados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) enquanto conduziam uma exploração do fundo do mar ao redor da Dorsal Meso-Atlântica com um veículo submarino operado remotamente. Os buracos (ou respiradouros, ou trilhos?) foram encontrados no sedimento perto do cume de um vulcão submarino ao norte do arquipélago dos Açores.

A NOAA, através de um post na rede social ‘Twitter’, reconheceu que os buracos já tinham sido relatados na região mas “a sua origem permanece um mistério”. “Embora pareçam quase feitos pelo homem, as pequenas pilhas de sedimentos ao redor dos buracos fazem com que pareçam ter sido escavados por… alguma coisa”, escreveu a agência, que pediu aos internautas sugestões sobre a possível causa.

Fonte: MultiNews

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Cientistas encontram provas do maior terramoto da história da Humanidade


Uma equipa de arqueólogos encontrou evidências do maior terramoto conhecido da história da Humanidade: com uma magnitude de 9,5, causou um enorme tsunami que levou a população costeira a abandonar o litoral durante mil anos.

O terramoto aconteceu há cerca de 3.800 anos no atual norte do Chile, quando uma rutura de placas tectónicas “levantou” a linha costeira da região.

Segundo o Live Science, o tsunami subsequente foi tão poderoso que criou ondas de até 20 metros de altura, estendeu-se até à Nova Zelândia e atirou enormes pedras centenas de quilómetros para o interior.

Até agora, o maior sismo conhecido era o de Valdivia, que em 1960 atingiu o sul do Chile com um abalo de magnitude entre 9,4 e 9,6, vitimando mortalmente 6 mil pessoas e espalhando maremotos pelo Pacífico. O evento foi provocado por uma rutura de 800 quilómetros de comprimento numa placa tectónica.

O recém-descoberto megaterramoto também foi produzido por uma rutura numa placa tectónica, mas com 1.000 quilómetros de comprimento.

James Goff, geólogo da Universidade de Southampton, e a equipa descobriram evidências do abalo sísmico em depósitos litorais e rochas marinhas encontradas no interior do deserto do Atacama, deslocados pelo tsunami.

Depois de recolherem sedimentos em sete locais de escavação ao longo de 600 quilómetros da costa norte do Chile, os cientistas usaram o método de datação por carbono-14 para estimar a idade das amostras. Segundo a análise, o material foi deslocado para o interior, há pelo menos, 3.800 anos.

A equipa também encontrou antigas estruturas de pedra sob os depósitos do tsunami, que não passam de paredes construídas pelas populações que viviam naquele local. O fenómeno terá deixado a população costeira sem nada, com as comunidades a abandonarem o litoral rumo ao interior do Chile.

Só mil anos depois é que as pessoas voltaram a viver ali.

A descoberta surge num novo artigo científico, publicado este mês na Science Advances.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Esta criatura chama-se Pyrosoma e já foi avistada no mar dos Açores


Assemelham-se a um grande tubo, que pode chegar aos oito metros de comprimento. Costumam surgir nas profundezas do oceano, mas estão a aparecer bem perto da costa, o que não é comum. Não são animais, mas um fenómeno da natureza que impõe respeito pelo aspeto. Já foram avistados nos Açores, na costa dos EUA, Canadá, Nova Zelândia e Austrália.

Os Pyrosomas alimentam-se de plâncton e servem de alimento a tartarugas entre outras espécies marinhas. Sabe-se que estes gigantes são constituídos por colónias de pólipos, pequenos organismos marinhos que se alojam nas suas paredes transparentes, semelhantes a tubos insuflados.

Em termos de aspeto, é semitransparente, mas tem alguma coloração que resulta da cor do aparelho digestivo dos pólipos que formam essa colónia. Seja como for, e apesar de o tamanho ser assustador, esse tubo gelatinoso composto por pequenos organismos marinhos é completamente inofensivo. A ciência ainda não conhece exatamente o papel que os Pyrosomas desempenham no ecossistema marinho ou mesmo se sua abundância inédita pode afetar a cadeia alimentar.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

É a "Marinha mais antiga do mundo" e é portuguesa. São já 705 anos


Assinatura de contrato, "em 1317, é vista como o registo e a data da criação formal da Marinha, conferindo-lhe um carácter permanente"

É a "Marinha mais antiga do mundo" e é portuguesa. Numa publicação esta terça-feira colocada nas redes sociais, o ramo das Forças Armadas, que esteve de parabéns, fez questão de recordar um pouco da sua história. Afinal, são já 705 anos.

"No dia 1 de fevereiro de 1317, há precisamente 705 anos, foi celebrado o acordo entre o rei D. Dinis e o genovês Manuel Pessanha para este servir a Armada Portuguesa", começa por se poder ler no post partilhado no Facebook.

A Marinha "existe desde o nascimento do País, há quase novecentos anos, onde, ao longo da sua história, se registam ações de defesa e de proteção desde o início da nacionalidade", é ainda indicado. Contudo, "a assinatura deste contrato, em 1317, é vista como o registo e a data da criação formal da Marinha, conferindo-lhe um carácter permanente".

"Por esse motivo", é revelado, "é considerada a mais antiga do mundo".


Fonte: NM

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

NASA expande sistema de telescópios e agora consegue rastrear asteroides por todo o céu


O complexo sistema operado pelo Instituto para Astronomia (IfA, na sigla em inglês) da Universidade do Havai, nos Estados Unidos, recebeu a ajuda de dois novos telescópios no Hemisfério Sul.

Chamado Sistema de Último Alerta de Impacto Terrestre de Asteroide (ATLAS, na sigla em inglês) o aparelho era formado por dois telescópios no Havai, no Hemisfério Norte, e agora o total chegou a quatro, com a adição de estruturas no Chile, no observatório El Sauce, e na África do Sul, na Estação de Observação de Sutherland.

"Um asteroide que vai chocar com a Terra pode chegar a qualquer momento e de qualquer direção, por isso o ATLAS monitoriza todo o céu, todo o tempo", disse o investigador chefe do ATLAS, John Tonry, em entrevista ao Phys.org.

Com o término das obras e testes operacionais nos telescópios do Hemisfério Sul, agora o sistema ATLAS consegue rastrear todo o céu a cada 24 horas. A chegada dos dois novos telescópios possibilita que o sistema monitoriza o céu enquanto faz dia no Havai. O ATLAS é o primeiro sistema no mundo capaz de fazer uma monitorização completa do céu em apenas um dia.

O ministro Blade Nzimande saudou a chegada do novo telescópio de rastreio de asteroides na África do Sul, parte do projeto ATLAS financiado pela NASA. ATLAS-Sutherland já detectou dois novos asteroides!

A partir de agora o ATLAS consegue detectar asteroides com diâmetro de 20 metros, o suficiente para destruir uma cidade, com 24 horas de antecedência. Já asteroides maiores, com diâmetro superior a 100 metros, são mais fáceis de detectar e podem ser localizados até três semanas de antecedência.

Segundo os especialistas, a colisão com a Terra de um asteroide de 100 metros causaria uma destruição cerca de dez vezes maior do que a erupção do vulcão Tonga, no oceano Pacífico.

O conjunto de telescópios, com as duas unidades do Havai, está em funcionamento desde 2017 e faz parte dos investimentos da NASA na melhoria do rastreio de objectos perto da Terra (NEO, na sigla em inglês). Até hoje o sistema já detectou mais de 700 asteroides e 60 cometas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

OVNIS: Aviso à Navegação dos Açores


Chegou ao meu conhecimento, uma ocorrência anómala tipo (OVNI) na costa norte da ilha de São Miguel.

No dia 26 de dezembro de 2021 pelas 16 horas e 35 minutos foi observado na costa norte da ilha de São Miguel na zona entre (Capelas, São Vicente, Fenais da Luz, Calhetas…) algo mais conhecido pelo termo de OVNI – Objecto Voador Não Identificado.

O referido objecto foi observado a uma altura considerável e tinha a forma de um aspirador robot, tinha várias luzes.

A testemunha afirma que não era um drone, pois conhece bem esse tipo de aparelho, porque é proprietário de um drone.

Certamente seria idêntico à imagem abaixo publicada:


Caso alguém tenha observado a referida ocorrência agradecia que enviasse mensagem para o seguinte correio electrónico: oliveriogomes@gmail.com

A testemunha desta situação deseja muito contactar com outras testemunhas da possível observação.

Desde já os meus agradecimentos pela vossa colaboração.

Biólogos descobrem nova espécie de rã no Panamá e batizam-na de Greta Thunberg


Esta espécie "é endémica do Panamá, e vive apenas nas altas montanhas de Darién e no centro do Panamá, o seja, em um habitat muito restrito e, portanto, é vulnerável à extinção".

Uma equipa internacional de biólogos descobriu uma nova espécie de rã numa floresta nublosa do Panamá e batizou-a de "Greta Thunberg", em homenagem à jovem ativista sueca e aos seus esforços no combate à crise climática, foi anunciado nesta terça-feira.

A rã Greta Thunberg (Pristimantis gretathunbergae sp. nov., no nome científico) ao grupo da Rã-de-Chuva do género Pristimantis, família Strabomantidae, disse à agência de notícias EFE o biólogo e diretor da associação Adopta Bosque Panamá (ADOPTA), Guido Berguido.

O artigo em que a nova espécie é oficialmente descrita e nomeada foi publicado esta terça-feira na revista científica ZooKeys da editora Pensoft.

O espécime foi descoberto por uma equipa internacional de biólogos liderada pelos cientistas Abel Batista, do Panamá, e Conrad Mebert, da Suíça, no Centro Chucantí, uma reserva privada situada na província de Darién e administrada pela ADOPTA.

A nova espécie de rã "é endémica do Panamá, só é relatada na República do Panamá e vive apenas nas altas montanhas de Darién e no centro do Panamá. Ou seja, em um habitat muito restrito e, portanto, é vulnerável à extinção", explicou Berguido.

O anfíbio tem olhos negros, uma característica única das rãs de chuva da América Central, e os seus parentes mais próximos habitam no noroeste da Colômbia, indicaram o Ministério do Ambiente do Panamá e a ADOPTA.

As duas entidades destacaram que "a situação sombria da rã Greta Thunberg está estritamente relacionada com as mudanças climáticas".

"A subida das temperaturas destruiria o seu pequeno habitat de montanha", uma vez que "a região ao redor do Cerro Chucanti já perdeu mais de 30% da sua cobertura florestal nos últimos anos", acrescentam em dois comunicados diferentes.

Outra ameaça para a nova espécie de rã é o fungo mortal quitrídio, que afeta a pele dos anfíbios.

Batrachochytrium dendrobatidis (nome científico) é o nome do fungo que provoca a doença de pele que já afeta mais de 700 espécies de anfíbios, tendo causado o declínio de populações em todo o mundo, além da extinção de quase 200 espécies.

Em 2018, a organização sem fins lucrativos Rainforest Trust comemorou o seu 30.º aniversário, organizando um leilão onde ofereceu os direitos de nomear os direitos de nomear algumas espécies novas para a ciência.

O vencedor deste leilão propôs nomear a nova rã descoberta em Darién para homenagear Greta Thunberg e os seus esforços no combate à crise climática, segundo o Ministério do Ambiente do Panamá.

"A sua 'Greve Escolar pela Ação Climática' inspirou estudantes de todo o mundo a realizar paralisações semelhantes designadas Fridays for the Future (Sextas-feiras pelo Futuro, em português). [Greta] impressionou líderes mundiais e o seu trabalho está a atrair outros para a ação climática", indicou a tutela.

Guido Berguido disse à EFE que a nova espécie foi descoberta como parte do trabalho de doutoramento de Abel Batista na Alemanha, que "consistiu em fazer uma análise dos anfíbios em Darién".

Chegar à floresta nublosa onde a rã foi encontrada envolve longas horas de viagem a cavalo através de trilhos lamacentos, subindo encostas íngremes e acampando a mil metros de altitude.

Fonte: TSF

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Pelo menos 170 planetas 'rebeldes' são descobertos vagando em nossa galáxia


Um grupo de cientistas da Universidade de Burdeos detectou até 170 exoplanetas errantes numa região de formação estelar na Via-Láctea, localizada a 420 anos-luz de distância, nas constelações de Escorpião e Ophiuchus.

Estes planetas "rebeldes" que vagam livremente por conta própria são difíceis de serem observados devido à falta de uma estrela-mãe que os ilumine.

Por este motivo, os pesquisadores afirmam ter identificado pelo menos 70, porém, poderia se tratar de até 170 objetos do tamanho de Júpiter, considerado o maior número já descoberto de uma vez.

Os astrónomos não conseguiram precisar no seu estudo, publicado na revista Nature, o número exato devido às incertezas relacionadas com a suposta idade da região e a massa dos objetos.
Entre 70 e 170 planetas flutuando livremente (vagantes) foram descobertos numa associação estelar próxima ao Sol, muito mais do que o esperado. Núria Miret-Roig.

No estudo foram utilizados quase 20 anos de dados astronómicos, que acumulam 80 mil imagens de campo amplo de diversos grandes observatórios, para medir a luz de todos os membros da associação numa ampla gama de longitudes de ondas ópticas e de infravermelho próximo, combinando estes dados com medições de como parecem se mover pelo céu.

"É um desafio, pois se trata de dados muito grandes: tivemos de lidar com bilhões de detecções", comentou Hervé Bouy, astrónomo do Laboratório de Astrofísica de Burdeos e líder da pesquisa.

A técnica utilizada para este estudo foi de grande ajuda, já que os métodos tradicionais de detecção de exoplanetas rebeldes com microlente dependem dos alinhamentos casuais entre o objeto e uma estrela de fundo não relacionada.

O problema das microlentes é que tendem a captar eventos únicos, o que pode fazer com que o planeta rebelde não seja visto novamente.

No entanto, a equipa de cientistas recorreu a câmaras de grandes telescópios supondo que alguns destes exoplanetas, ao terem se formado há apenas alguns milhões de anos, ainda estão suficientemente quentes para brilhar e podem ser sensíveis às lentes destas câmaras.

"Medimos os pequenos movimentos, as cores e as luminosidades de dezenas de milhões de fontes numa grande zona do céu [...]. Estas medições permitiram-nos identificar com segurança os objetos mais débeis desta região", explicou Miret-Roig, astrónoma da Universidade de Burdeos e coautora do estudo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

NASA apresenta mapa que mostra centenas de asteroides e cometas em tempo real


A aplicação oferece informação detalhada de cada corpo celeste, opções para conhecer a sua proximidade com a Terra e a projeção dos seus movimentos.

A NASA apresentou o seu novo mapa interativo 3D, onde é possível observar o comportamento em tempo real de centenas de asteroides e cometas.

Entre outros dados, oferece a possibilidade de conhecer as suas aproximações à Terra e explorar as missões passadas, atuais e futuras enviadas até estes objetos.

Esta ferramenta, chamada "Eyes on Asteroids", foi desenvolvida com informações do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da NASA.

A visualização é atualizada duas vezes ao dia, e cada novo objeto descoberto é adicionado assim que a sua órbita é calculada.

"Queríamos que o Eyes on Asteroids fosse o mais fácil de usar possível, enquanto conta as histórias da exploração humana destes objetos fascinantes", comentou Jason Craig, produtor técnico da equipa de Aplicativos e Desenvolvimento de Tecnologia de Visualização no JPL, que elaborou o aplicativo.

Além disso, assegurou que "cada objeto próximo à Terra (NEO, na sigla em inglês) pode ser encontrado no aplicativo, bem como a maioria das naves espaciais que visitaram estes objetos.

O mapa interativo apresenta múltiplas abas, como "Learn" para saber mais sobre temas como as aproximações de asteroides à Terra.
"Os operadores frequentemente descrevem estas aproximações como 'perigosamente próximas’, porém os usuários verão o quão distante realmente estão", concluiu Craig.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

"Navio fantasma" encontrado nos Açores há 149 anos


Faz hoje anos de que os Açores foram palco de um dos maiores mistérios da história, que ocorreu algumas milhas náuticas ao largo da ilha de Santa Maria. Alguns já devem conhecer a história, mas para os outros, fica aqui a efeméride. Boas leituras!

"Navio fantasma" encontrado nos Açores há 149 anos

Foi a 5 de Dezembro de 1872 que os Açores foram cenário do que permanece um dos maiores mistérios do mar, o bizarro caso do “Mary Celeste”, encontrado à deriva, sem sinal da tripulação, ao largo de Santa Maria.

A escuna de dois mastros deixou Nova Iorque a 5 de Novembro, com destino a Itália, transportando 1701 barris de álcool comercial. À tripulação de oito marinheiros juntavam-se a mulher e filha do Capitão Briggs.

O navio foi avistado pela última vez a 15 de Novembro pelo veleiro “Dei Gratia”, tendo a última entrada do diário de bordo registado uma posição perto da Baía de São Lourenço, Santa Maria.

Por coincidência, foi também o Dei Gratia que encontrou o Mary Celeste, a cerca de 370 milhas a Leste de Santa Maria. A sua tripulação suspeitou que algo de estranho se passava, pois as velas estavam rasgadas e navegava erraticamente.

Ao abordarem o navio deserto verificaram que embora tivesse alguma água no porão, não estava a afundar-se e tinha condições para navegar.

Uma reserva de mantimentos para seis meses e a valiosa carga estavam intactas, o que a par da ausência de sinais de violência, tornavam um ataque de pirataria ou motim improvável.

Seguiu-se um inquérito pelo almirantado Britânico, que inclusive deslocou alguns membros aos Açores, tendo inquirido a população se tinha visto alguém que se encaixasse na descrição dos marinheiros, mas sem sucesso.

A investigação deixou o destino dos tripulantes do navio em aberto, e desde aí que o nome Mary Celeste se tornou sinónimo de Navio-Fantasma.

Foram inúmeros os que tentaram explicar o mistério com teorias que iam desde monstros marinhos a raptos extra-terrestres, havendo uma abundante escolha de literatura no caso.

O caso inspirou ainda muitas histórias fantásticas: um dos primeiros contos de Sir Arthur Conan Doyle, criador do intemporal Sherlock Holmes, foi ”O testemunho de J. Habakuk Jephson´s”.

O texto era fortemente baseado no caso do Mary Celeste (até o navio chamava-se Marie Céleste) e até foi citado em jornais da época como um documento real. Ainda hoje em dia, muito do que é assumido como facto no incidente é baseado no texto ficcional de Conan Doyle.

Teorias mais recentes oferecem explicações mais plausíveis. Tida como mais aceite é de que uma fuga num barril de álcool (descoberta no inquérito) libertou um intenso cheiro pelo navio.

Temendo uma explosão iminente, os ocupantes abandonaram o navio e como tantos outros náufragos antes e depois deles, perderam-se no mar.

Em Maio de 1873 foram encontrados na costa Sul de Espanha dois botes salva-vidas com seis corpos em avançado estado de decomposição. Um deles tinha uma bandeira americana, que coincidentemente faltava no Mary Celeste.

No entanto, nunca foi confirmada a relação entre estes dois incidentes e, provavelmente, o destino dos tripulantes nunca será descoberto. E assim, o mistério do Mary Celeste continuará a navegar no futuro.

Francisco Cunha (AO 04-12-2011 - atualizado)

Fonte: Facebook

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

“Açores, o Enigma” fala sobre a Arca da Aliança e o Santo Graal


Armando Moreira promete polémica e novas explicações sobre as origens do povoamento dos Açores com a publicação de novo livro

Numa conversa com o autor, natural de Vila Franca do Campo e que já percorreu “vários caminhos” no mundo da cultura, a primeira questão passa naturalmente por perceber a origem deste livro.

“Há dois anos e meio atrás, um pouco antes da pandemia, o António Monteiro e o Zé Manuel, responsáveis pela Associação que hoje faz o Festival de Blues e imensas outras coisas, vieram a São Miguel e pediram-me mais um livro. Disse-lhes que já não conseguia ficcionar mais sobre Colombo, mas garanti que iria pensar. Comecei a analisar os documentos que tinha, inclusivamente alguns que me foram facultados pelo professor Hermano Saraiva e, aos poucos, fui-me apercebendo que existiam assuntos que tinha pesquisado e que se encadeavam uns nos outros. Isso intrigou-me”, começa por confessar.

A história deste livro, baseado em documentação oficial, como garante Armando Moreira, tem como ponto de partida o longínquo ano de 740, tempo em que a Península Ibérica era controlada pelo povo visigodo e pelo Rei Rodoligo. Sabendo da eminência da invasão dos Mouros, o soberano pediu que os seus tesouros fossem retirados de um local que ainda se chamava Portucale.

“Tive acesso a uma lista desses tesouros, sendo que muitos deles foram pilhados das caves do palácio do Rei Salomão e estavam depositados numa pequena igreja em Tomar, que era a sede dos Templários em Portugal. Entre esses artefactos que foram roubados estava a Arca da Aliança e o Santo Graal, seja ele o que for. Consegui essa lista através das pesquisas de Cristóvão Colombo (…) 20 naus carregaram esses artefactos e o último da frota era aquele onde supostamente estaria a Arca da Aliança. Embarcaram com o intuito de ir à procura das Ilhas da Fortuna que na época já estavam perfeitamente referenciadas”, afirma que o autor, que esclarece de seguida que a “ideia de que em 1432 o Infante chegou a Santa Maria e depois, em 1442, a São Miguel é um engano, porque por aqui já tinha passado imensa gente e é isso que o livro desmistifica completamente”, realça.

Voltando ao livro “Açores, o Enigma”, Armando Moreira conta que “à chegada aos Açores e assolados por uma tremenda tempestade, a última nau acaba por divergir para a ilha de Santa Maria, onde naufraga. Os marinheiros que escaparam conseguiram transportá-la por uma falésia e foi depositada na ilha de Santa Maria, curiosamente num sítio onde tem havido imensas convulsões geológicas”, sublinha. Quanto aos restantes marinheiros, “vieram para São Miguel e supostamente trouxeram os outros tesouros, entre os quais o Santo Graal”.
O autor reforça que “tudo isto não é ficção, mas fruto de pesquisas a que anteriormente não tinha dado importância. É um pouco como um puzzle, como um anagrama”, diz.

Ainda sobre a Arca da Aliança e a ilha de Santa Maria, Armando Moreira refere que “semanas depois, quando os marinheiros voltaram ao local onde tinham depositado a Arca da Aliança, tudo à volta estava a secar. A ilha de Santa Maria, para que conste e não há explicação geológica nem científica, metade é estéril e a outra metade é verdejante”.

Admitindo a polémica que poderá envolver este livro, o autor desvenda outro dos temas abordados nesta obra: “Segundo uma teoria defendida por vários cientistas e pesquisadores da religião católica, Jesus Cristo não morreu na crucificação. Tudo aquilo foi tratado e negociado com José de Arimateia, um nobre muito influente que tinha inclusivamente terras na Britânia (actual Grã-Bretnaha) e que era aparentado de Jesus Cristo. Jesus acabou por não morrer, foi retirado da Cruz e o livro conta isso tudo. Quando lá chegaram, José de Arimateia tinha erigido uma igreja em devoção a São Miguel Arcanjo, aquilo a que se chama hoje em dia Glastonbury Tor e onde há dois anos, depois de pesquisas arqueológicas, se provou ter sido habitada por gente de Jerusalém há mais de dois mil anos”. Armando Moreira explica depois que existe, “no Monte de Santa Clara, em Ponta Garça, uma réplica exactamente igual à de Glastonbury, o local onde Jesus Cristo viveu”.

O autor fala ainda de José do Canto, “que era templário e que foi um homem que trouxe coisas maravilhosas para esta ilha, incluindo esta torre que já mencionei”. Para Armando Moreira, “as ficções foram feitas por reis, soberanos e outros políticos do tempo para as usarem a seu belo prazer, nomeadamente para enganar as pessoas e a Igreja Católica é muito fértil nesse tipo de coisas. É uma forma de controlar socialmente as pessoas”.

Ainda segundo Armando Moreira “é muito triste quando muito do conhecimento da civilização acaba por se perder no tempo. Penso que estas questões até foram reveladas no seu tempo, mas muitas delas terão sido proibidas. Acredito que estas coisas sempre estiveram lá e que esperam por um tempo próprio”.

Critica também a forma como se investiga a história dos Açores e lança uma outra questão: “Aqui, investigar a história é ir à história de Gaspar Frutuoso e pouco mais, mas existem outros cronistas da época. Na Torre do Tombo tudo o que é dos Açores está destruído, não há informação e não se percebe porquê. Mas o meu livro di-lo. Isso acontece porque nunca interessou aos reis que as pessoas soubessem algumas coisas e se calhar duas delas são a Arca da Aliança e o Santo Graal”, afirma.

Armando Moreira considera que este livro vem demonstrar a “grande importância histórica” dos Açores, nomeadamente com a “confluência dos navegadores que procuravam mundo e descobriram que ele era redondo. Por aqui passaram todas as civilizações”, destaca. O autor defende ainda que esta obra “dará uma perspectiva completamente diferente dos Açores e um turista que chegar à ilha de São Miguel ou Santa Maria vai saber que aqui poderão estar o Santo Graal ou a Arca da Aliança (...) Os Açores precisam disso e o turismo é o futuro, sempre o disse. As próximas edições do livro vão ter uma tradução bilingue e teremos pessoas, que para além do seu percurso turístico, poderão fazer uma procura por conta própria da existência deste tipo de coisas”.

Armando Moreira admite que a “maior parte das pessoas vão ler este livro e pensar que sou completamente louco, mas outros, vão fazê-lo e reflectir (…) O tempo dirá até que ponto a minha loucura teve alguma importância para os Açores”.

A terminar, o autor de “Açores, o Enigma” afirma ter a consciência de que este “é um livro completamente polémico e sei que há pessoas que vão protestar, mas dar-lhes-á muito que pensar e quando isso acontece, fazemos com que as coisas avancem”.

Luís Lobão

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Evidências mostram um outro planeta do tamanho de Marte no nosso Sistema Solar


O universo é um espaço (quase) infindável e, embora menor, podemos considerar que o nosso Sistema Solar também o é, tendo em conta tudo o que por lá existe e que desconhecemos. Nesse sentido, novas evidências mostram que existe outro planeta do tamanho de Marte a habitar no nosso Sistema Solar.

Se for real, o Planeta 9 poderá ter um vizinho.

Aparentemente, os oito planetas conhecidos não são os únicos que têm o nosso Sistema Solar como casa. Afinal, a terra poderá ter outro vizinho interestelar, numa terceira zona do nosso sistema. A novidade foi dada num artigo publicado na revista Annual Review of Astronomy and Astrophysics.

Então, se esta hipótese for real, o Planeta 9 poderá ter um companheiro com um tamanho estimado semelhante ao de Marte.

O novo estudo analisa dados da misteriosa terceira zona do Sistema Solar e sugere que, para além de Neptuno, poderá existir outro planeta do tamanho de Marte algures na escuridão. Ou seja, as simulações realizadas em computador sugerem a existência de um gémeo de Marte.

Embora a astrologia moderna categorize todos os planetas em três tipos – os planetas interiores (por exemplo, a Terra, que é rochosa), os planetas exteriores (como Júpiter, um gigante gasoso) e a terceira zona (que vai além do que é comummente discutido acerca do Sistema Solar) -, de acordo com este novo estudo, o que foi anteriormente teorizado está errado.

Ora, para compreender como é que o Sistema Solar surgiu, os cientistas utilizam simulações em computador, por forma a perceber se as condições iniciais podem evoluir para um sistema como o que temos hoje. Então, de acordo com os investigadores, os vários modelos que mais se assemelham ao nosso Sistema Solar começam com, pelo menos, um planeta extra numa posição menos comum. Estes modelos sugerem que o Sistema Solar exterior costumava abrigar um ou mais planetas rochosos, com tamanhos semelhantes ao da Terra e de Marte. Ao longo do tempo, a interação desses corpos com a gravidade dos gigantes de gás empurrou-os para uma órbita mais distante.

Concordo que é provável que um planeta Marte estivesse lá inicialmente. Mas a questão é se ele sobreviveu e se temos alguma prova disso.

Disse David Nesvorny, cientista planetário do Southwest Research Institute, num relatório.

Por sua vez, Scott Tremaine, astrofísico do Institute for Advanced Study, disse que “as nossas simulações descobriram que em cerca de metade dos casos todos os planetas à escala de Marte no Sistema Solar exterior foram ejetados para o espaço interestelar".

Fonte: Pplware

sábado, 4 de setembro de 2021

Mergulhadores afirmam ter encontrado avião dos EUA que caiu em 1945 no Triângulo das Bermudas


Poucos meses depois do fim da Segunda Guerra Mundial, seis aviões-torpedeiros Grumman TBF Avenger voaram sobre o Triângulo das Bermudas, todos desapareceram misteriosamente.

Pesquisadores dos EUA encontraram no Triângulo das Bermudas o que poderiam ser os restos de um avião norte-americano da Segunda Guerra Mundial, informou na terça-feira (31) um vídeo do canal Historia no YouTube.

Segundo o trailer, que relata alguns dos resultados da investigação incluída no documentário, a equipa de biólogos marinhos esteve no fundo do mar, onde encontrou uma asa, a hélice e um motor de duplo eixo, e um sistema de artilharia como um painel de vidro à prova de balas. Encontraram ainda o trem de aterragem "único ao Avenger", diz Laurence Fishburne, o narrador.

O Grumman TBF Avenger é um avião-torpedeiro criado pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, onde teve grande influência. Poucos meses depois do seu fim, em 5 de dezembro de 1945, partiu da Florida, EUA, para um voo de treino, chamado Voo 19, uma esquadrilha de cinco dessas aeronaves. Todos os 14 homens a bordo desapareceram depois que perderam contacto de rádio com o Fort Lauderdale. Horas mais tarde foi enviado um avião de pesquisa, mas ele também desapareceu com os 13 homens a bordo.

No meio da câmara comparando as partes encontradas no fundo do Triângulo das Bermudas e fotos do Avenger, os especialistas entrevistados no vídeo, divulgados por Mike Barnette, biólogo marinho e mergulhador, indicam certeza que se trata de um dos aviões desse incidente. A data num dos computadores portáteis da equipa indica ser 14 de setembro de 2020.

Fishburne expressa esperança que eles conseguiram ao fim de 75 anos verificar se trata realmente de um dos aviões relacionado ao Voo 19.

sábado, 26 de junho de 2021

Há estrelas com vista privilegiada para a Terra que nos podem mostrar a alienígenas


Investigando estrelas parecidas com o Sol, investigadores descobriram diversos exoplanetas de onde é possível avistar a Terra. Se tiverem alguma forma de vida inteligente, no final os alienígenas podemos ser nós.

Quem está nas cadeiras da “primeira fila cósmica” para nos ver? Para quem seremos os alienígenas? As perguntas são de Lisa Kaltenegger, astrónoma, e estão respondidas num estudo recente, de que é coautora.

Partindo da análise de mais de 300 mil estrelas idênticas ao sol, num raio de 326 anos luz, os dados reunidos indicam que a Terra esteve ou poderá vir a estar no campo de visão de 2.034 sistemas estelares, na altura em que “cruza” a face do Sol e bloqueia a sua luz.

Mais precisamente, são 1.715 os sistemas estelares que podem ter avistado a Terra desde que a civilização humana floresceu há cerca de 5.000 anos, e mais 319 que podem vir a avistar o nosso planeta nos próximos 5.000 anos.

Os exoplanetas em redor destes “sóis” têm “assento na primeira fila” para ver se a Terra tem vida, alega-se na pesquisa publicada na revista Nature. “Do ponto de vista destes exoplanetas, nós somos os alienígenas”, aponta a coautora Lisa Kaltenegger, astrónoma e diretora do Instituto Carl Sagan na Universidade Cornell.

Lisa Kaltenegger e a astrofísica Jackie Faherty, do Museu Americano de História Natural, recorreram ao catálogo Gaia eDR3, da Agência Espacial Europeia, para determinarem quais as estrelas que puderam ver o trânsito da Terra pelo Sol e por quanto tempo.

Dos 2.034 sistemas estelares com a possibilidade de assistirem ao trânsito da Terra pelo Sol ao longo do período de 10.000 anos examinado, 117 objetos estão a cerca de 100 anos-luz do sol e 75 desses objetos estão suficientemente próximos para detetar transmissões de rádio feitas pelo homem.

Entre a amostra, há estão sete exoplanetas conhecidos, nomeadamente Ross-128, que viu a Terra transitar pelo Sol no passado, e Estrela de Teegarden e Trappist-1, com visão direta num espaço temporal de 29 e 1.642 anos.

Se houver vida nos planetas em redor destas estrelas, com pelo menos um nível de avanço tecnológico semelhante ao nosso, teoricamente são (ou serão) capazes de nos localizar, defendem as autoras do estudo.

Fonte: SapoTek

sábado, 5 de junho de 2021

Existem 25 mil asteroides por aí. Esqueçam, a NASA provou que não podemos parar nenhum


A Terra é um planeta com sorte. Pelo menos vários cientistas assim entendem, tendo em conta a quantidade de asteroides que espreitam o caminho que fazemos à volta da estrela. Contudo, 100 toneladas de poeira e partículas do tamanho de areia atingem a atmosfera do nosso planeta todos os dias. Mas isso são os menores perigos à espreita.

No mês passado, a NASA apresentou um pequeno vídeo para nos atualizar com todas as rochas espaciais que podem mudar o nosso modo de vida. E nada poderemos fazer se elas vierem em direção a nós.

Asteroides vagueiam pela vizinhança

Até onde os cientistas da Terra sabem, em maio de 2021, havia 25.705 asteroides próximos à Terra a circular o nosso planeta como tubarões, em várias distâncias.

Para o registo, um objeto espacial é considerado próximo à Terra quando a sua abordagem mais próxima ao nosso planeta é menos do que uma unidade astronómica, ou 150 milhões de km.

Desses 25.000 asteroides, 9.632 encaixam-se ainda mais na definição de objetos próximos à Terra por serem maiores que 140 metros de diâmetro, e 890 deles excedem 1 km.

Além destas rochas que se conhecem, a NASA estima que existam 15.000 outro asteroides que se encaixam na descrição. Andam “lá por fora”, longe do olhar, mas perto o suficiente para chegar até nós. O preocupante é que não sabemos absolutamente nada sobre eles.

Vejam o vídeo:


Conclusão: A Terra não tem como se defender de um asteroide

Este vídeo foi lançado como parte de uma espécie de boletim de defesa planetária. A agência espacial, junto com várias outras partes interessadas, vem a conduzir há anos os chamados exercícios de impacto para nos preparar para o momento em que teremos que enfrentar o impacto de um asteroide.

O último aconteceu em Viena no mês passado e os resultados, como todos os outros antes deles, foram desastrosos. Todas as maiores mentes da Terra não conseguiram impedir que uma rocha imaginária chocasse contra a Europa, mesmo que essas mentes fingissem que descobriram o asteroide seis meses antes do impacto.

A conclusão preocupante do exercício foi saber que a infraestrutura atual para lançamento de naves espaciais torna impossível o reconhecimento ou missões de mitigação.

Fonte: Pplware

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Maior iceberg do mundo soltou-se e está à deriva na Antártida


A área do iceberg é maior do que a ilha de Maiorca.

O maior iceberg do mundo soltou-se da plataforma de gelo Roone e está agora à deriva no noroeste da Antártida, noticiou a agência Efe, esta quarta-feira, através de imagens de satélite.

Este iceberg, denominado A-76, é uma massa de gelo com comprimento de 170 km e largura de 25, tendo uma área total de 4320 quilómetros quadrados, maior do que a superfície da ilha de Maiorca – 3640, segundo indica a Agência Espacial Europeia (ESA).

A grande massa de gelo que está agora a flutuar no mar de Weddell foi detetada pela Missão Copérnico Sentinel-1, constituída por dois satélites de órbita polar, que observam durante todo o ano a Antártida e as suas regiões mais remotas.

Os nomes dos icebergs são criados a partir do quadrante antártico em que são avistados pela primeira vez, seguindo-se uma letra sequencial.

Se a massa de gelo se partir posteriormente, como acontece por vezes, cada pedaço acrescenta uma letra sequencial ao nome.


Fonte: SOL

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Astrónomos identificam cinco planetas “Tatooine” que podem sustentar vida


Um novo estudo revelou que cinco sistemas conhecidos com planetas de estrelas duplas – como Tatooine, casa de Luke Skywalker no filme “Star Wars” – poderiam sustentar a vida.

“Usamos dados colhidos pela nave espacial Kepler, como a massa das estrelas, quão brilhantes são, a localização de um planeta gigante e outros parâmetros para criar uma metodologia para identificar sistemas com dois sóis que podem hospedar planetas habitáveis ​​semelhantes à Terra”, disse Siegfried Eggl, professor do Departamento de Engenharia Aeroespacial da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, em comunicado.

Nesta investigação, a habitabilidade é definida como planetas que possuem água líquida em algum lugar da sua superfície.

Os cientistas investigaram os efeitos das estrelas duplas e planetas gigantes nas zonas habitáveis ​​de nove sistemas observados pela missão Kepler e confirmaram estudos anteriores que afirmavam que o Kepler-16 e o ​​Kepler-1647 hospedam planetas gigantes que os tornam inadequados para hospedar um planeta terrestre dentro das suas zonas habitáveis.

No entanto, o Kepler-34, Kepler-35, Kepler-38, Kepler-64 e Kepler-413 parecem muito mais promissores. O Kepler-38 é o melhor candidato para hospedar mundos com oceanos, semelhantes à Terra.

Eggl disse que a metodologia desenvolvida é baseada em equações analíticas em vez de simulações de computador que precisam de ser executadas dia e noite durante meses.

“É um método analítico que quase não requer nenhum esforço computacional”, disse Eggl. “Existem algumas partes que usam modelos numéricos para alimentar informações, como a forma como a atmosfera interage com diferentes quantidades e espectros de luz solar. Isso é realmente difícil de descobrir analiticamente, por isso usamos modelos atmosféricos pré-calculados”.

“O benefício de nossa abordagem é que qualquer pessoa pode pegar nas nossas equações e aplicá-las a outros sistemas para determinar onde melhor procurar mundos semelhantes à Terra”, continuou.

A órbita da Terra em torno do Sol é quase circular, garantindo que o planeta recebe uma quantidade quase constante de radiação.

Porém, isso não acontece em planetas que orbitam dois sóis. A segunda estrela fornece uma fonte adicional de radiação e outra fonte de atração gravitacional. Mesmo que a órbita de um planeta seja inicialmente circular em torno dos dois sóis, tornar-se-á elíptica com o tempo.

Por causa disso, Eggl disse que a estabilidade dinâmica é uma condição necessária para a habitabilidade de um planeta de dois sóis – mas não é a única.

“Se um planeta se aproximar dos seus sóis, os oceanos podem ferver. Se o planeta estiver muito longe, ou for mesmo ejetado de um sistema, a água na sua superfície acabará por congelar, assim como a própria atmosfera”, explicou o investigador.

“Assim que confirmarmos que um planeta potencialmente habitável está numa órbita estável, podemos prosseguir para investigar quanta radiação recebe das duas estrelas ao longo do tempo. Ao modelar a evolução das estrelas e órbitas planetárias, podemos estimar a quantidade real de radiação que o planeta recebe.”

Eggl desenvolveu uma estrutura analítica para determinar zonas habitáveis ​​em sistemas de estrelas duplas e afirmou que as investigações subsequentes e este novo trabalho “completam o quadro. Sabemos que os planetas se podem formar nesses sistemas e agora sabemos que podem realmente reter água na superfície, e é incrível”.

Este estudo foi publicado em abril na revista científica Frontiers in Astronomy and Space Sciences.

 Maria Campos

Fonte: ZAP

quarta-feira, 5 de maio de 2021

NASA não consegue evitar colisão de asteroide mortífero com a Terra


Num mero exercício académico, uma equipa de investigadores da NASA foi confrontada com a probabilidade de um asteroide aparecer em rota de colisão com o nosso planeta e revelou-se incapaz de evitar o impacto

“Teríamos de aguentar a colisão” assumiu Lindley Johnson, Planetary Defense Officer da NASA. A especialista explica que o painel de cientistas da NASA foi confrontado com um dos cenários mais desafiantes de sempre durante a conferência International Academy of Astronautic’s Planetary Defense na semana passada e que a equipa simplesmente não conseguiu encontrar a solução para evitar o impacto, mesmo considerando a utilização de armas nucleares. O objetivo do exercício passa também por envolver as comunidades de gestão de crises e de resposta de emergência a cooperar e a pensar juntas na reação que teríamos de ter, enquanto planeta, para desviar um asteroide no espaço.

A equipa do Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS) do NASA JPL descreveu o objeto hipotético, com o nome 2021 PDC e foi partilhando informações ao longo dos quatro dias do evento. A 26 de abril, os participantes aprenderam que o objeto media entre 35 e 700 metros e que havia uma probabilidade de colisão de 1 para 20, algures para outubro deste ano. Ao segundo dia, houve um salto no tempo para 2 de maio e as observações permitiam concluir que havia uma probabilidade de 100% de impacto. A equipa de projeto, com várias centenas de participantes, acabou por assumir que seria impossível preparar uma missão espacial que pudesse desviar o asteroide ou realizar qualquer outra forma de mitigar o perigo e evitar a colisão atempadamente. A porta-voz assumiu que, dado o estado atual da tecnologia e a forma como as missões são executadas, são precisos pelo menos dois anos para a preparação e desenvolvimento, explica o Vice.

Ao terceiro dia do exercício, passamos para 30 de junho e aprendemos que a colisão vai acontecer numa região relativamente povoada da Europa Central. No último dia, os participantes tiveram de focar a discussão, a uma semana da colisão, em torno de planos de evacuação e de resposta a crises algures na região a sul de Praga.

Os especialistas referiram que não seria possível preparar e enviar uma nave para desviar a trajetória do asteroide em tão pouco tempo e que nem a hipótese de mitigação com recurso a uma arma nuclear seria viável. A recomendação foi o desenvolvimento de aeronaves de resposta rápida que possam ser colocadas em órbita com poucos dias ou semanas de antecedência.

Recorde-se que a NASA está a ultimar a missão DART (Double Asteroid Redirection System), uma missão que pretende estabelecer as bases para futuras tentativas de desvio de trajetórias de asteroides que ameacem a Terra. Noutro sentido, há ainda a NEOSM (Near-Earth Object Surveillance Mission) que pretende monitorizar o Sistema Solar em busca de asteroides potencialmente perigosos e que será lançada ainda este ano.

Fonte: EI

domingo, 18 de abril de 2021

Asteróide pode causar "crise de refugiados" com Europeus fugindo para lugar "seguro" da Terra


Uma “grande crise de refugiados” desencadeada por um impacto de asteroide iminente pode levar os europeus e americanos na busca de um lugar na Ásia, Oriente Médio e no Pacífico.

Especialistas espaciais (reunirão)-se este mês para elaborar um plano para determinar se um asteroide algum dia colidir com a Terra, com especialistas alertando que não é apenas o impacto inicial que precisamos nos preparar, mas uma série de crises de direitos humanos que podem ocorrer.

A próxima Conferência de Defesa Planetária (Planetary Defense Conference), que será realizada em Viena de 26 a 30 de abril, terá especialistas espaciais informando decisões do que fazer caso um corpo estranho chegue perto o suficiente para representar um perigo para a Terra.

O Cenário de Impacto Hipotético de Asteroide 2021 PDC é um exercício que constituirá uma parte fundamental da conferência.

No início, a probabilidade do Asteroide 2021 PDC realmente colidir com nosso planeta é de apenas 1 em 2500 nesta situação hipotética. No entanto, a simulação diz que depois de uma semana os cientistas têm que pará as suas observações por causa do brilho do céu da Lua cheia. Quando eles voltam a observar através dos telescópios, a situação é muito mais perigosa o asteroide, o tamanho estimado varia entre 35 e 700 metros, e está em direcção directa para a Terra.

É explicado no cenário:

“Se o asteroide estiver numa trajetória de impacto, a probabilidade continuará a aumentar, chegando a 30% no final da semana, 70% na próxima semana e 90% na semana seguinte.”

Com o passar do tempo, os cientistas serão capazes de localizar onde o asteroide provavelmente irá impactar na Terra.

O resumo afirma:

“As regiões do globo em risco se estreitarão consideravelmente, primeiro para um corredor cada vez mais estreito envolvendo grande parte da Terra, e então para uma localização específica de ‘na Terra’.

O perigo predominante é uma explosão de ar causando sobrepressões de explosão, possivelmente atingindo níveis insustentáveis. O tamanho da área potencial de dano da explosão pode variar…”

Um dos grupos envolvidos na conferência é a Planetary Society, uma organização que trabalha com a comunidade científica e os decisores com um objetivo em mente: “Diminuir o risco de a Terra ser atingida por um asteroide ou cometa”.

O grupo afirma que a devastação que tal impacto poderia causar se não estivéssemos preparados – e não apenas os danos imediatos do asteroide, mas os efeitos de longo prazo das várias crises que ele poderia causar.

Dizem:

Um impacto sobre a Terra ou uma cidade densamente povoada pode causar milhões de mortes, e um impacto sobre a água pode causar inundações massivas no litoral.

Qualquer grande impacto levaria a danos generalizados, feridos e mortes, e criaria uma crise humanitária de refugiados sem paralelo em todo o mundo.”

A simulação prevê que o Asteróide 2021 PDC atingia a Europa, América do Norte e partes de África.

Na simulação da conferência, o Asteroid 2021 PDC está previsto para atingir a Europa, América do Norte e partes de África, enquanto grande parte da Ásia, Indonésia e região do Pacífico estão fora da zona de explosão.

Biliões de pessoas vivem nesta área-alvo e também é o lar de grande parte do “primeiro mundo” – um termo um tanto desactualizado que se refere às nações capitalizadas industrializadas da Europa Ocidental, América do Norte, Japão, Austrália e Nova Zelândia.

A notícia de um asteroide iminente destinado a eliminar esta parte do mundo e torná-la inabitável no futuro previsível sem dúvida provocaria pânico em massa e tentativas de recolação para uma parte “segura” do planeta.

O Dr. Bruce Betts, cientista-chefe da Sociedade Planetária e chefe do programa de defesa planetária, disse ao Daily Star:

“À medida que mais observações ocorrerem, a localização do impacto ficará mais específica ‘metade do mundo’, que é o ponto de partida no cenário PDC. Portanto, menos refugiados; mas se o impacto não puder ser evitado, seria uma enorme crise de refugiados.”

Cidadãos ricos provavelmente teriam poucos problemas para se deslocar pelo mundo. A Nova Zelândia já é um lugar popular para os bilionários como Peter Thiel, que tem a cidadania a muitas controvérsias e supostamente construiu um “bunker do juízo final” no pais insular, caso tal desastre um dia aconteça.

No entanto, a maioria das pessoas não teria os meios para se mudar em particular por conta própria, o que significa que algum tipo de programa de asilo de emergência precisaria ser estabelecido para permitir que as pessoas fugissem.

Isso provavelmente causaria uma enorme pressão sobre os recursos dos países e continentes “seguros”, e não há como dizer que categoria de requisitos eles podem impor aos que precisam entrar.

Seria uma reviravolta irónica na crise de refugiados da última década, na qual as pessoas estão a fugir do conflito e da perseguição no Oriente Médio e em partes da África e tentando se mudar para a Europa.

Danica Remy do B612, outra fundação dedicada a proteger o planeta dos impactos de asteroides, ecoou o ponto da Sociedade Planetária de que o impacto de um asteroide provavelmente seria limitado ao invés de destruir a Terra.

Ela disse:

“É 100% certo que seremos atingidos, mas não temos 100% de certeza quando, precisamos acelerar a taxa de descoberta de asteroides.

Lembre-se de que a Terra é amplamente coberta por água e não é povoada, portanto, a probabilidade de ser atingido na sua área é baixa.

Mas o facto é que nós, como seres humanos, conseguimos encontrá-los [os asteroides] – a questão é se temos ou não vontade de financiar o trabalho de descobertas.”

Embora seja uma coisa boa o Asteroid 2021 PDC não destruirá o planeta inteiro, o seu impacto desigual resultaria em mais tensão e desigualdade entre os cidadãos da Terra – mesmo aqueles que não estão no seu caminho de guerra.

Fonte: Daily Star
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