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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Podem existir cerca de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea


Podem existir mais de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea, concluiu uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), nos Estados Unidos.

Um planeta é considerado semelhante à Terra se cumprir uma série de requisitos: deve ser rochoso, do tamanho do nosso planeta, orbitar estrelas do tipo do Sol (do tipo G) e estar entre a zona habitável da sua estrela, referem em comunicado, citado pelo portal Phys.

Para chegar à nova estimativa, os cientistas calcularam uma nova proporção entre a quantidade de planetas semelhantes com a Terra para cada estrela do tipo G – também chamada de anã amarela – já identificada na Via Láctea.

“Os meus cálculos apontam para um limite superior ao de 0,18 planetas do tipo da Terra por estrela do tipo G”, começou por explicar a cientista da universidade norte-americana Michelle Kunimoto, também co-autora novo estudo publicado no The Astronomical Journal.

E o seu colega Jaymie Matthews completou: “A nossa Via Láctea tem até 400 mil milhões de estrelas. Destas, 7% são do tipo G. Isto significa que menos de seis mil milhões de estrelas podem ter planetas semelhantes à Terra na nossa galáxia”.

Estimativas anteriores chegaram a apontar proporções que variavam entre 0,02, até mais de um exoplaneta por estrela do tipo do Sol.

Para chegar às novas estimativas, os cientistas da UBC recorreram a uma técnica conhecida como modelagem direta. Tal como explicou Kunimoto, o processo científico começou a partir de uma simulação de toda a população de exoplanetas em torno de mais de 200 mil estrelas estudadas pelo telescópio espacial Kepler.

A equipa classificou depois cada astro como “detetado” ou “perdido”, de acordo com a com a probabilidade de o algoritmo dos próprios cientistas identificar os exoplanetas.

“Depois, comparei os planetas ‘detetados’ com o meu catálogo real de planetas. Se a simulação produz uma resposta próxima, então a população inicial [dos catálogos] é provavelmente uma boa representação da população real de planetas que orbitam as estrelas”, sintetizou a co-autora do estudo.

Fonte: ZAP

terça-feira, 16 de junho de 2020

Vulcão das Sete Cidades é dos mais perigosos dos Açores


Em cenário de explosão do vulcão das Sete Cidades Ponta Delgada fica coberta com um metro de detritos

É considerado um dos vulcões mais perigosos dos Açores, embora historicamente não se registe nenhuma erupção em terra desde o século XV, e por isso seja considerado adormecido. O vulcão das Sete Cidades foi o último vulcão mais activo nos últimos 5 mil anos, com pelo menos 17 erupções explosivas traquíticas, algumas das quais subplinianas, que ocorreram dentro da caldeira do cume, o que o torna o vulcão central mais activo do arquipélago nesse intervalo de tempo. É por isso que o seu potencial para gerar erupções explosivas perigosas não deve ser negligenciado já que em alguns cenários e consoante o vento, os piroclastos originários de uma erupção podem chegar a Ponta Delgada que ficaria coberta com um metro destes fragmentos. 

O alerta consta de um artigo científico, publicado em Maio de 2019 e agora incluído no volume especial da revista científica “Frontiers in Eath Science” que é dedicado a vulcões de ilhas oceânicas “Ocean Island Volcanoes: Genesis, Evolution and Impact” [Vulcões de ilhas oceânicas: origem, evolução e impacto], que teve a coordenação editorial do investigador Adriano Pimentel, do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) e do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR) da Universidade dos Açores.

O artigo científico intitulado “Biased Volcanic Hazard Assessment Due to Incomplete Eruption Records on Ocean Islands: An Example of Sete Cidades Volcano, Azores” [Avaliação de risco vulcânico parcial devido a registos incompletos de erupção nas ilhas do oceano: um exemplo do vulcão das Sete Cidades, Açores] é da responsabilidade de Ulrich Kueppers, da Universidade de Munique na Alemanha, Adriano Pimentel, do CIVISA e do IVAR, Ben Ellis, da Universidade de Zurique, na Suíça, Francesca Forni, da Universidade de Zurique, na Suíça, Julia Neukampf, da Universidade de Zurique, na Suíça, José Pacheco, do IVAR, Diego Perugini, da Universidade de Perugia, em Itália, e Gabriela Queiroz, do CIVISA. 

De acordo com o artigo científico, com base em mapas, os investigadores reconstruíram os parâmetros da fonte eruptiva de três erupções intra-caldeira recentes no vulcão das Sete Cidades e modelaram a dispersão de piroclastos para avaliação de riscos associados. 
Os modelos mostram que há “uma alta probabilidade” que erupções explosivas afectem o terço ocidental da ilha de São Miguel bem como a parte central da ilha. 

Simulações de queda de piroclastos

Foi usado um modelo de queda de piroclastos para reconstruir a dispersão e a espessura do depósito de queda de pedra-pomes na Formação de Santa Bárbara. O modelo assume que o transporte de partículas é controlado pelo efeito do vento; devido à turbulência atmosférica e pela velocidade de assentamento das partículas. Três cenários de queda de piroclastos foram simulados para obter os parâmetros da fonte eruptiva, as condições do vento e produzir mapas de risco vulcânico. Todos os três cenários assumem uma localização de ventilação única no centro da caldeira das Sete Cidades actualmente. 

Três cenários

O primeiro cenário assume uma pequena erupção subpliniana com ventos a soprar de Oeste-Sudoeste, com 0,19 quilómetros de pedra-pomes a cair de uma coluna de 12 mil metros de altura e a cobrir a zona Nordeste, entre João Bom e Capelas, com um depósito de até três metros de espessura. Neste primeiro cenário, a maior parte do material expelido vai ser depositado no oceano e dependendo do vento, onda e correntes, grandes quantidades de pedras-pomes podem permanecer à tona por semanas a meses o que afectará severamente - se não parar - operações marítimas ao longo da costa norte de São Miguel e tornar portos de pesca (como Rabo de Peixe) não operacionais. As cinzas vulcânicas fechariam o aeroporto de Ponta Delgada, bem como causariam o fecho parcial do espaço aéreo sobre os Açores, afectando o tráfego entre ilhas. A nuvem de cinzas pode chegar à Europa. Neste cenário, a parte central e oriental de São Miguel não é afectada pela queda de piroclastos e provavelmente pode servir como área de retiro em caso de evacuação.

O cenário dois é responsável por uma maior erupção subpliniana com ventos soprando de Sudoeste a menor altitude e de Oeste-Noroeste a altitude mais alta. Expelindo aproximadamente 42% mais piroclastos, com uma coluna de erupção a 17.000 metros de altura. Espera-se que os depósitos se estendam mais a Oeste até aos Mosteiros e cubram a maior parte das áreas ao longo da costa norte de São Miguel (nomeadamente Capelas, Rabo de Peixe, Ribeira Grande, Porto Formoso e Maia) com 10 a 25 centímetros de piroclastos. Como a área directamente afectada é substancialmente maior e compreende aproximadamente metade da ilha de São Miguel, o movimento humano será afectado cortando a estrada principal ao longo da costa Norte. O depósito de pedra-pomes pode provavelmente ter um impacto severo nas duas centrais geotérmicas localizadas na encosta norte do vulcão do Fogo. Afectaria as operações marítimas, as cinzas vulcânicas interromperiam o aeroporto de Ponta Delgada, bem como causariam o encerramento parcial do espaço aéreo sobre os Açores, afectando o tráfego das ilhas. Neste cenário, a parte sul de São Miguel não é afectada e pode servir como área de retiro em caso de evacuação da costa norte. 

O terceiro cenário baseia-se numa erupção hipotética futura, com os mesmos parâmetros de origem eruptiva do cenário dois, com condições de vento a soprar em direcção a Ponta Delgada. Os parâmetros da fonte eruptiva (volume de erupção 0,27 quilómetros e altura da coluna 17.000 metros) sugerem que mais de 100 mil pessoas vivem em áreas que podem ser afectadas por até um metro de piroclastos em queda, incluindo Ponta Delgada (com Fajã de Cima, Fajã de Baixo e São Roque) e Lagoa. Esta espessura de piroclastos é suficiente para causar o colapso de quase todos os edifícios, incluindo construções modernas reforçadas com cimento. Neste cenário, aponta o estudo, o aeroporto, o principal porto e infra-estruturas críticas, como o hospital não estarão operacionais, impedindo medidas de evacuação ou chegada de bens de primeiros socorros. Em constante direcção e intensidade do vento, a nuvem de cinzas alcançaria a Madeira e Canárias dentro de 1 ou 2 dias e afectariam o tráfego aéreo para essas ilhas, no Norte da África e entre a Europa e América do Sul.

Conclusões

Desta forma o estudo refere que o potencial risco vulcânico do vulcão das Sete Cidades “não deve ser subestimado e a probabilidade de futuras erupções explosivas não deve ser ignorada”. Este trabalho representa uma primeira tentativa de realizar uma avaliação realista do impacto de uma grande erupção explosiva do vulcão das Sete Cidades na ilha de São Miguel, podendo as informações obtidas no estudo ser adoptadas como características da avaliação de risco para outras ilhas oceânicas vulcânicas propensas a erupções explosivas. 

Em jeito de conclusão, os investigadores referem que os dois primeiros cenários mostraram a forte influência do vento na dispersão dos piroclastos. Sendo que os parâmetros restritos da fonte eruptiva foram usados para prever um terceiro cenário, assumindo o vento soprando em direcção à capital da ilha. Nesse pior, mas plausível cenário, a cidade de Ponta Delgada (incluindo o principal porto, hospital e aeroporto) e as comunidades vizinhas seriam afectadas por até um metro de piroclastos.

Os investigadores referem que embora o vulcão das Sete Cidades não tenha entrado em erupção nos tempos históricos, o seu potencial para gerar erupções explosivas perigosas não deve ser negligenciado. Cenários piores, como o considerado no cenário três, precisam de ser incluídos em abordagens holísticas da avaliação de risco vulcânico em ilhas vulcânicas activas. 

Carla Dias

sábado, 13 de junho de 2020

Teoria diz que afinal estamos a viver em 2012 e o "Mundo vai acabar a 21 de junho"


Calendário maia foi mal interpretado e há quem acredite que a atual pandemia do novo coronavírus foi um presságio de que o pior está para vir.

Têm sido várias as piadas na Internet com todos os acontecimentos negativos que têm assombrado o ano de 2020: os violentos incêndios na Austrália, a morte de Kobe Bryant, a pandemia do novo coronavírus, a 'saída' de Harry e Meghan da Família Real britânica ou a invasão de vespas gigantes assassinas nos EUA são alguns dos exemplos que vários internautas apresentam como prova de 2020 ser 'O pior ano de sempre'. 

Depressa surgiram as comparações ao ano de 2012 quando, segundo o calendário maia, seria o fim do Mundo. Ora acontece que a teoria pode não ser tão estapafúrdia...

Um grupo de teóricos da conspiração assegura que o calendário maia estava certo, mas que foi mal interpretado. Segundo dizem, estamos atualmente em 2012 e o Mundo irá, de facto, acabar a 21 de junho.

A bizarra teoria sustenta-se num erro de contagem feito. O calendário Gregoriano, quando foi introduzido em 1582, terá 'cortado' 11 dias de cada ano, para melhor representar o tempo que a Terra leva a orbitar em volta do Sol.

Ainda que 11 dias não pareçam muito, ao longo de 286 anos depressa ganham outra dimensão. Um cientista, Paolo Tagaloguin, comentou no Twitter que, de facto "deveríamos tecnicamente em 2012". "Por 268 anos a usar o calendário Gregoriano (1752-2020)x11 dias = 2948 dias. 2948 dias/365 dias (por ano)= 8 anos."

Este cálculo significa que, seguindo o raciocínio, na realidade 21 de junho de 2020 é 21 de dezembro de 2012 - precisamente o dia que, segundo o calendário maia, o Mundo irá acabar. 

A teoria já está a ganhar adeptos nas redes sociais.

Entretanto a NASA já tinha comentado a insólita teoria: "Tudo isto começou com afirmações de que Nibiru, um suposto planeta descoberto pelos sumérios, iria colidir com a Terra. 

A catástrofe estava 'prevista' para maio de 2003, mas quando nada aconteceu mudaram a data para dezembro de 2012 e ligaram-na ao fim de um dos ciclos do calendário maia, no solstício de inverno de 2012 (21 de dezembro). 

Não há quaisquer provas que qualquer catástrofe venha acontecer, são tudo suposições, invenções".

Fonte: CM

Medusa raríssima só vista 3 vezes na história aparece em VÍDEO na costa italiana


Tendo o nome científico Drymonema dalmatinum, a raríssima medusa foi filmada por mergulhadores na costa de Miramare, na província italiana de Trieste.

Segundo a comunidade científica, a medusa pode ser a maior e a mais rara de toda a região do Mediterrâneo.

Até sua última aparição, o animal marinho, de cerca de 40-50 centímetros, foi avistado em 2014, também na costa da Itália. Os outros avistamentos de que se tem registo ocorreram em 1880 e 1945.

"A Drymonema foi vista pela primeira vez na costa da Dalmácia em 1880 pelo naturalista alemão Ernst Haeckel", publicou o Daily Star citando a organização Riserva Marina di Miramare, cujos mergulhadores filmaram o animal.

"Este avistamento de nossos mergulhadores, que viram a medusa durante uma patrulha de rotina na reserva, é verdadeiramente excepcional", acrescentou a organização.

Apesar de sua beleza e raridade, especialistas alertam sobre o perigo do encontro com o animal, tendo em vista seu veneno.


Fonte: Sputnik News

NASA “mostra as várias cores” de Fobos, a maior lua marciana


Novas imagens térmicas capturadas pela sonda Mars Odyssey da NASA apresentam Fobos, a maior das duas luas de Marte, com cores diferentes.

As imagens agora divulgadas e captadas através de uma câmara infravermelha da sonda, fornecem informações sobre a composição e as propriedades físicas desta lua de Marte, explicou a agência espacial norte-americana em comunicado.

Em algumas ocasiões, este satélite aparece envolto em sombras, havendo ainda outros momentos em que está completamente banhado pela luz solar.

NASA

No passado 25 de fevereiro, Fobos foi observada durante um eclipse lunar, durante o qual Marte bloqueou totalmente a luz solar desta luz, gerando as temperaturas mais baixas já registadas pelos cientistas neste satélite.

Os termómetros chegaram aos -123 graus Celsius.

“Estas observações também estão a ajudar a caractertizar a composição de Fobos. As futuras observações fornecerão uma imagem mais completa das temperaturas extremas na superfície da Lua”, disse o especialista Christopher Edwards, da Universidade do Norte do Arizona, nos Estados Unidos, que liderou o processamento e a análise das imagens.

Fonte: ZAP

terça-feira, 9 de junho de 2020

NASA alerta para aproximação de mais 5 asteroides à Terra


A NASA advertiu sobre uma nova série de cinco asteroides que se aproximam da Terra esta semana, e recordou sobre a necessidade de desenvolver sistemas de defesa planetária contra estes corpos celestes.

O evento começou com dois asteroides, o 2013 XA22 e o 2020 KZ3, de 94 e 20 metros respectivamente, que passaram próximo de nosso planeta esta segunda-feira (8), a distâncias de 2,9 milhões e 1,2 milhão de quilómetros, conforme a agência espacial norte-americana.

A distância média entre a Terra e a Lua é de 385 mil quilómetros, pelo que o 2020 KZ3 não representa qualquer ameaça para o nosso planeta.

O próximo, 2020 KY, que mede 20 metros de diâmetro, surgirá esta quarta-feira (10) e passará a uma distância segura de 6,6 milhões de quilómetros.

Ele será seguido por outro asteroide de tamanho semelhante, que se aproximará a 5,8 milhões de quilómetros na quinta-feira (11). No mesmo dia, outro asteroide de 18 metros passará a uma distância de 3,7 milhões de quilómetros.

Embora nenhum dos cinco asteroides represente perigo, eles ainda podem ser considerados preocupantes, já que quatro deles foram detectados apenas em meados do mês passado, de maneira que, caso fossem uma ameaça à Terra, a Humanidade teria muito pouco tempo para se preparar para evitar o impacto ou desviá-los.

É a segunda semana consecutiva que ao menos cinco asteroides passam próximo da Terra, algo que recorda a ameaça potencial que estes objectos representam para a Terra, assim como a necessidade de desenvolver um sistema de aviso prévio.

Fonte: Sputnik News

domingo, 7 de junho de 2020

Descobrem uma piscina natural "completamente intocada" e inexplorada por humanos numa caverna no Novo México


Acredita-se que o pequeno lago, localizado a mais de 200 metros de profundidade, tenha evoluído ao longo de milhares de anos e nunca tenha sido tocado por seres humanos.

Uma impressionante piscina natural foi encontrada a cerca de 200 metros de profundidade no Parque Nacional das Cavernas de Carlsbad, no estado americano do Novo México.

"A piscina subterrânea, que está no Lechuguilla Cave, ao que parece ser completamente despoluído "escreveu na página de Facebook do Parque Nacional geocientista Wisshak Max, que em outubro 2019 liderou a expedição que descobriu o lago. Wisshak acrescenta que o corpo de água é revestido por pequenas estalactites que possivelmente correspondem ao que os cientistas chamam de "dedos da piscina", que podem ser "colónias bacterianas que evoluíram sem nenhuma presença humana".

"A exploração de cavernas às vezes produz vistas maravilhosas ", acrescentou Wisshak postando uma foto da piscina, um pequeno lago azul leitoso de água numa rocha branca. O especialista indicou que a equipe de pesquisadores "tomou precauções especiais para garantir que os contaminantes não fossem introduzidos nesses corpos d'água".

"Este lago está isolado há centenas de milhares de anos e nunca havia visto luz antes daquele dia ", disse Rodney Horrocks, chefe de Recursos Naturais e Culturais do Parque Nacional Carlsbad Cavern, à mídia local .

Wisshak acrescentou, por sua vez, que "essas piscinas intactas são cientificamente importantes porque as amostras de água são relativamente livres de contaminantes e os organismos microbianos que podem habitá-las são apenas os encontrados nela".

Fonte: RT

sábado, 6 de junho de 2020

Astrónomos descobrem “réplica” do Sol e da Terra a três mil anos-luz


O que diferencia esta descoberta de outros exoplanetas parecidos com a Terra é que a sua estrela tem uma semelhança impressionante com o nosso Sol.

Entre os dados da missão Kepler, uma equipa de investigadores identificou um candidato planetário semelhante à Terra, o KOI-456.04, situado na zona habitável da sua estrela, a Kepler-160, escreve o site IFLScience.

“O KOI-456.04 é relativamente grande quando comparado a muitos outros planetas considerados potencialmente habitáveis. Mas é a combinação do seu tamanho (menos do dobro do planeta Terra) e a sua estrela de tipo solar que o torna tão especial e familiar”, afirma em comunicado René Heller, do Instituto Max Planck para a Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha, e principal autor do estudo publicado na revista científica Astronomy and Astrophysics.

Localizada a mais de três mil anos-luz da Terra, a Kepler-160 tem cerca de 1,1 vezes o tamanho do Sol e uma temperatura de superfície de 5200˚C, só menos 300 graus do que a nossa estrela.

Já se sabia que tem dois exoplanetas – Kepler-160 b, uma super-Terra rochosa, e Kepler-160 c, um gigante gasoso semelhante a Neptuno –, mas as suas órbitas estão muito próximas da estrela e acredita-se que sejam demasiado quentes para serem habitáveis.

Entretanto, a equipa criou um novo algoritmo de busca que poderia identificar com mais precisão a presença de planetas mais pequenos. Foi então que encontrou o KOI-456.04. Com um período orbital muito semelhante ao da Terra, de 378 dias, este planeta fica a uma distância da Kepler-160 propícia à existência de água líquida.

Além disso, escreve o mesmo site, o KOI-456.04 poderá receber cerca de 93% da quantidade de luz solar que experienciamos na Terra. Os investigadores sugerem que, se tivesse uma atmosfera inerte com um efeito estufa semelhante ao do nosso planeta, a sua temperatura na superfície seria de cerca de 5°C, aproximadamente 10°C a menos do que a temperatura média a que estamos habituados.

Análises posteriores revelaram ainda um quarto planeta, o Kepler-160 d, responsável pelas variações anteriormente verificadas pelos cientistas no período orbital do Kepler-160 c. Este planeta tem entre uma e 100 massas terrestres e um período orbital de 7 a 50 dias.

No entanto, foi o KOI-456.04 que ‘roubou’ a atenção dos astrónomos, embora ainda não tenha atingido os 99% de referência necessários para a confirmação completa de que é um planeta. A equipa acredita que vai ter de esperar por futuras missões espaciais, como da nave espacial PLATO, da Agência Espacial Europeia (ESA), para obter a validação completa.

Fonte: ZAP

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Encontrados fragmentos de meteorito que caiu na Espanha em 1703


Pesquisadores da Catalunha encontraram os restos de um raro meteorito que caiu na região no Natal de 1703.

Uma equipe de pesquisadores, liderada pelo professor Jordi Llorca da Universidade Politécnica da Catalunha, descobriu dois fragmentos do meteorito de Barcelona, que caiu em 25 de dezembro de 1703 no município catalão de Terrassa, segundo comunicou a instituição.

Pesquisador Jordi Llorca estuda fragmentos do meteorito de Barcelona

Llorca explicou que até agora se acreditava que nenhum fragmento deste objecto espacial teria sido preservado. Seus pedaços, de 50 e 34 gramas, foram encontrados em um frasco de vidro junto com uma etiqueta incompleta, na colecção da família Salvador, de Barcelona.

A família pertence a uma famosa linhagem de naturalistas locais, que entre os séculos XVII e XIX reuniram importantes colecções científicas, conforme o recente estudo publicado pela revista Meteoritics and Planetary Science.

Os resultados de diferentes análises realizadas com o uso de tecnologias avançadas, como a tomografia de raios X, microscopia e micro sonda electrónica, revelaram que os fragmentos são compostos por silicatos e pequenas partículas metálicas, o que permitiu chegar à conclusão de que o meteorito era proveniente de um asteroide primitivo que orbitava entre Marte e Júpiter.

Fragmentos catalogados de meteorito na Universidade Politécnica da Catalunha (Espanha)

Além do mais, os cientistas compararam os fragmentos com outros quatro meteoritos que caíram ou foram encontrados na Catalunha entre 1851 e 1905, concluindo que os fragmentos recentemente descobertos são diferentes e não podem ser confundidos com os demais. "Este estudo científico [...] É uma janela para observar a formação e evolução do Sistema Solar", salientou Llorca e agregou que o meteorito de Barcelona é "o sétimo mais antigo" conservado em todo o mundo.

Fonte: Sputnik News

Vários navios detectam que estão navegando em círculos, incapazes de seguir seu curso: a que se deve o fenómeno?


O incidente foi registado a 31 de maio nas águas do Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo, na África do Sul.

Os oficiais da marinha que estavam a bordo do petroleiro Willowy observaram um fenómeno estranho a 31 de maio, enquanto navegavam nas águas do Oceano Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo (África do Sul). Nas primeiras horas daquele dia, eles detectaram que o barco e quatro outros na área navegavam em círculos , incapazes de seguir o curso estabelecido.

Depois de perceber a situação, a tripulação inicialmente acreditou que a causa de sua estranha navegação poderia ser das fortes correntes, que talvez fossem impostas aos navios. No entanto, essa teoria foi esquecida, uma vez que não havia tais correntes na área.

Eles então recordaram casos semelhantes ocorridos nas águas do Mar da China Meridional e no Estreito de Ormuz, atribuídos à suposta manipulação sistemática do GPS, realizada para minar o sistema de rastreio que todos os navios comerciais devem usar por normas de direito internacional, recolha Sky News. Essa tecnologia, conhecida como AIS (Sistema de Identificação Automatizada), transmite identificadores exclusivos para cada embarcação para outras embarcações próximas, incluindo sua localização GPS, rumo e velocidade.

Mas como o Willowy estava muito longe dessas áreas, essas opções também não eram viáveis.

Qual é a verdadeira resposta?

Além disso, a Agência Espacial Europeia detectou que o campo magnético da Terra está enfraquecendo, especialmente numa grande região que se estende da África à América do Sul e é denominada Anomalia do Atlântico Sul. Além disso, nos últimos cinco anos, um segundo centro de intensidade mínima se desenvolveu no sudoeste da África, muito perto de onde o Willowy estava navegando. Especula-se que este seja um sinal de que a Terra está caminhando para uma inversão de pólos, na qual os pólos magnéticos norte e sul se alternam.

Tal anomalia poderia fazer com que os navios cujo curso é definido por bússolas simples ou magnéticas navegassem em círculos sem sequer perceber. Mas barcos como o Willowy usam o giroscópio, capaz de encontrar o norte verdadeiro pela gravidade e o eixo de rotação da Terra, em vez do norte magnético, e assim identificar o curso do navio. No entanto, se esse instrumento falhar , poderá causar o mesmo problema que o navio-tanque estava enfrentando.

A tripulação transmitiu pelo rádio por ajuda de oficiais da empresa em terra e foi determinado que o giroscópio primário do navio estava com defeito. Após a detecção, ele conseguiu retomar seu curso original depois de usar o giroscópio secundário em conjunto com uma bússola magnética.

A empresa proprietária do navio descreveu a falha como "um colapso acidental" e disse que "o reparo será realizado no próximo porto, onde os técnicos em terra identificarão a causa".

Fonte: RT

terça-feira, 2 de junho de 2020

Até sábado? Asteroide de grande diâmetro aproxima-se da Terra, adverte NASA...


Asteroides da classe Aton passam a maior parte da vida dentro da órbita da Terra, e de vez em quando chegam muito perto do nosso planeta, provocando receios de uma colisão iminente.

O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS, na sigla em inglês) da NASA informou que o asteroide 2002 NN4, denominado 163348, se aproximará da Terra no dia de 6 de junho.

O corpo celeste tem entre 250 a 570 metros de comprimento, com base na forma como reflecte a luz, e é considerado "potencialmente perigoso" pela NASA devido à distância com que vai passar perto da Terra.

No entanto, este asteróide é maior que o arranha-céu Empire State Building de Nova Iorque, que tem 443 metros de altura. Esta rocha espacial vai passar pelo nosso planeta a uma distância de cerca cinco milhões de quilómetros.

Segundo a NASA, o 2002 NN4 é maior que 90% dos asteróides observados, o que faz com que seja analisado com muita atenção, aponta portal SpaceReference.org.

Em 6 de julho, a rocha espacial se aproximará do nosso planeta a uma velocidade de 11 quilómetros por segundo, sendo esta uma das próximas 30 passagens previstas para as próximas décadas.


Fonte: Sputnik News

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Confirmada existência de outra 'Terra' orbitando estrela mais próxima do Sistema Solar


Astrónomos confirmaram existência de um planeta com características semelhantes à Terra a cerca de 4,2 anos-luz de distância do Sol, na zona habitável do sistema estelar Proxima Centauri.

Segundo o estudo, publicado na revista Astronomy & Astrophysics, as primeiras pistas sobre o planeta rochoso Proxima b foram encontradas em 2016, mas as pesquisas mais recentes se basearam em dados do novo espectrógrafo ESPRESSO, permitindo calcular com mais exactidão suas características.

Pesquisadores da Universidade de Genebra (UNIGE) observaram que o exoplaneta é pouco maior que a Terra, localiza-se na zona habitável de seu sistema estelar e completa uma órbita em torno de sua estrela a cada 11,2 dias.

As novas medições revelaram que, embora o Proxima b seja cerca de 20 vezes mais próximo de sua estrela do que a Terra do Sol, ele recebe aproximadamente a mesma quantidade de energia.

Os cientistas estimam que a temperatura da superfície desse exoplaneta pode variar de -90 a 30 graus Celsius, sugerindo que poderia ser encontrada água líquida em sua superfície.

Determinar dados mais precisos sobre o Proxima b é um grande passo na busca pela vida em exoplanetas, acredita a equipe de cientistas.

"Estamos realmente satisfeitos que o ESPRESSO possa produzir medições ainda melhores, e é gratificante e recompensador pelo trabalho em equipe nos últimos quase 10 anos", disse Francesco Pepe, líder da equipe de pesquisa, citado pelo Science Daily.

Embora o Proxima b seja um candidato ideal para a pesquisa de biomarcadores, os cientistas sabem que ainda há um longo caminho a percorrer antes que possam sugerir a existência de vida na superfície do planeta. 

Uma das desvantagens é que a estrela Proxima Centauri é uma anã vermelha activa que bombardeia seu planeta com altos níveis de raios X, aproximadamente 400 vezes mais que a Terra.

Fonte: Sputnik News

quinta-feira, 28 de maio de 2020

“Códigos de cores” podem ajudar a identificar exoplanetas potencialmente habitáveis


Apesar do elevado número de exoplanetas já descobertos – são já mais de 4.000 planetas para lá do Sistema Solar -, continua a ser muito difícil observá-los diretamente e explorar as suas eventuais condições de habitabilidade devido às enormes distâncias que nos separam destes mundos.

Tentando colmatar este problema, uma equipa de astrónomos da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, propôs uma nova forma para ajudar a determinar se um mundo para lá do Sistema Solar pode ou não reunir condições de habitabilidade.

A nova abordagem baseia-se na cor das superfícies dos exoplanetas e na quantidade de luz que estas refletem, detalha a equipa no novo estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

“Observamos como é que diferentes superfícies planetárias em zonas habitáveis de sistemas solares distantes podem estar a afetar o clima dos exoplanetas. A luz refletida na superfície dos planetas tem um papel significativo não só no clima geral deste mundo, mas também em espectro detetáveis dos planetas semelhantes à Terra”, explicou Jack Madden, astrónomo e coautor do estudo agora divulgado.

Durante as investigações, os astrónomos analisaram vários tipos de estrelas, bem como as superfícies dos planetas. Depois, criaram um algoritmo para calcular o clima com base na cor da superfície de um planeta e na luminosidade da sua estrela.

Por exemplo, se um planeta é rochoso e composto por basalto negro, este absorverá mais luz e, portanto, terá temperaturas mais quente. Em sentido oposto, uma superfície arenosa rodeada de nuvens reflete mais luz, tendo, por isso, o planeta temperaturas mais baixas.

Madden explicou o conceito astronómico fazendo um analogia com o quotidiano.

“Pensem em vestir uma camisola escura num dia de verão. Vão aquecer mais, porque a roupa escura não está a refletir a luz. Tem um albedo [poder de reflexão] baixo e retém o calor. Se usarem uma peça de roupa com um tom claro, como é o caso branco, o albedo vai refletir a luz e a camisola vai manter-vos mais fresco”.

Lisa Kaltenegger, co-autora do estudo, sublinha que o exemplo das cores da roupa é semelhante ao funcionamento das estrelas e dos seus planetas.

“Dependendo do tipo de estrela e da cor primária do exoplaneta, a cor do planeta pode mitigar parte da energia emitida pela sua estrela (…) A composição da superfície de um exoplaneta, a quantidade de nuvens que o cercam e a cor do seu sol podem mudar significativamente o clima de um exoplaneta”, explicou Kaltenegger.

A nova abordagem, frisa ainda o portal russo SputnikNews, pode simplificar a procura por planetas distantes potencialmente habitáveis.

Os cientistas estão agora à espera de instrumentos científicos poderosos, como é o caso Telescópio Espacial James Webb, que permitirão aos astrónomos testar as suas previsões sobre o clima e ajudar na procura da vida noutros cantos do Universo.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Um terço dos americanos não acredita que o azeite vem das azeitonas


Uma sondagem realizada junto de 1.500 consumidores norte-americanos revela muito desconheciomento acerca do azeite que ainda só é usado por menos de metade das famílias daquele país

Um em cada três americanos não acredita ou não tem certeza de que o azeite é feito a partir de azeitonas, revela uma sondagem divulgada esta quarta-feira pela Associação Norte-Americana de Azeite (NAOOA).

De acordo com o site da Olive News, que cita aquela associação, a sondagem foi realizada junto de 1.500 consumidores, sobre as suas perceções sobre o azeite e a azeitona e “os resultados demonstram claramente uma confusão significativa em torno deste produto”.

O diretor executivo da NAOOA, Joseph R. Profaci, reconhece, segundo a Olive News, que o azeite é considerado o óleo mais saudável pela grande maioria dos americanos, mas é usado em menos da metade das famílias pesquisadas.

Já quanto à confusão em relação à origem do azeite, os resultados do inquérito da NAOOA indicam que pode ter a ver com a rotulagem das embalagens e com a terminologia usada para descrever o azeite.

DIETA MEDITERRÂNICA PODE POUPAR 20 MIL MILHÕES AOS AMERICANOS

O estudo daquela associação revela também que 60% dos entrevistados não sabem ao certo o que significam os termos "virgem" e "refinado" relacionados ao azeite, apesar do fato de haver diferenças significativas entre os dois. Por outro lado, apenas um terço dos consumidores acredita que o termo "extra" aplicado ao "azeite virgem" é algo mais distinto do que um adjetivo puro de marketing.

As autoridades americanas estão empenhadas, segundo o diretor executivo da NAOOA, Joseph R. Profaci, em incentivar o consumo de azeite associando-o a uma melhoria na saúde cardiovascular. Aliás, a empresa de consultoria Exponent, citada por Profaci, revela que, aumentando apenas em 20% consumo de produtos relacionados com a dieta mediterrânica, da qual o azeite é a pedra angular, os americanos economizariam até 20.000 milhões de dólares em custos com saúde.

Fonte: Expresso

terça-feira, 26 de maio de 2020

Espécie misteriosa de cigarras volta a cantar... 17 anos depois


Em algumas regiões dos Estados Unidos, há uma espécie misteriosa de cigarra que vai ouvir-se este verão. Os entomologistas estão atentos

Nos campos, são uma parte insubstituível da banda sonora dos meses quentes do verão, com o seu coro um pouco estridente a emergir do solo - são as cigarras, claro. Mas este ano, em algumas regiões da costa leste dos Estados Unidos, esse coro será muito especial já que haverá um reforço de mais de um milhão de participantes que não se ouviam por ali há 17 anos.

Enquanto uma parte destes simpáticos insetos tem um ciclo de vida anual, regressando a cada nova época estival, há algumas espécies que permanecem no solo sob a forma de ninfas por períodos muito mais longos.

É o caso da chamada estirpe IX do género Magicicada, um tipo de cigarras que têm ciclos de vida mais prolongados, e que só ressurgem como insetos cantores a cada 13 a 17 anos.

Naquelas regiões dos Estados Unidos, que abrangem partes da Virgínia e da Carolina do Norte, este é o ano, depois de não terem cantado por ali desde 2003. Os entomologistas locais estão por isso numa grande expectativa, a aguardar esse momento, cujo início se espera para os primeiros dias de junho.

"As comunidades e quintas agrícolas terão grandes quantidades destas cigarras a emergir simultaneamente, com um aumento substancial do ruído que elas vão provocar", diz o entomologista Eric Day, do Virginia Tech, citado no site de notícias de ciência Science Alert.

Os especialistas esperam que o número dessas peculiares cigarras possa ascender a 1,5 milhões. E esta será também uma boa oportunidade para fazer mais estudos sobre a espécie.

Na prática, o ciclo de vida destas cigarras é um mistério. Os cientistas pensam que estes períodos tão prolongados de permanência no interior do solo, sob a forma de ninfa, poderá ser uma espécie de proteção contra os predadores, mas na verdade ninguém sabe exatamente.

O que se sabe, sim, é que este é o verão em que vai ouvir-se esta espécie em particular.

As cigarras ficarão ativas durante seis semanas, para se reproduzirem, regressando depois a um longo sono que há de durar outros 17 anos. A ouvir, é agora. A próxima oportunidade só acontecerá em 2037.

Fonte: DN

domingo, 24 de maio de 2020

O terço gigante que foi criado em Arouca para rezar pelas vítimas de COVID-19 e que se vê do céu


Chama-se o "Terço da Esperança" e demorou cerca de sete horas a ser desenhado e montado com a ajuda de dez tratores num vale da região de Mansores.

A iniciativa que está a comover os cidadãos de Arouca e Portugal juntou uma comunidade inteira. Na região de Mansores, em Arouca, a agricultura e a religião juntaram-se para, atrás da colheita de rolos de palha, desenhar num vale um terço gigante com a imagem de Maria que fosse possível de ser vista do céu.

A ideia surgiu num ato de bondade e solidariedade por todas as famílias que se viram vitimizadas pela COVID-19. "A ideia surgiu durante a semana passada e decidimos usar como pano de fundo o lindíssimo vale agrícola que temos em Mansores para homenagearmos a Nossa Senhora, Maria Imaculada, neste mês de maio, e rezarmos pelas vítimas da COVID-19", explica Jorge Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Mansores, ao "Correio da Manhã".

Toda a iniciativa, que se materializou na criação de um terço a que a população chamou de o "Terço da Esperança", os fardos foram devidamente plastificados — daí a cor branca que se vê na fotografia — e envolveu o uso de cerca de dez tratores. O desenho do terço deverá ter demorado cerca de sete horas a ser executado.

Mas a esse tempo ainda acresceu o momento em que teve de ser completado com "a imagem de Nossa Senhora, através de uma tela igualmente branca".

Depois disso, e através do uso de drones, os responsáveis pela iniciativa tiraram as fotografias que, entretanto, já começaram a ser partilhadas nas redes sociais.

"Temos muitos emigrantes naturais daqui de Mansores e já recebemos reações de felicidade de países como o Brasil ou a França", revela Jorge Oliveira ao mesmo jornal. Uma vez terminada a mostra, os moradores da região colocaram cerca de 250 velas que ajudaram a decorar o cenário.

Fonte: MAGG

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Asteroide de 300 metros avança a quase 13 km/s em direcção à Terra


O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS, sigla em inglês) da NASA está observando de perto todos os asteroides que se aproximam da Terra a uma distância de 0,05 unidade astronómica.

O asteroide Apollo 441987, também conhecido como 2010 NY65, segue avançando e deve se aproximar da Terra no dia 24 de junho, segundo rastreamento da NASA.

O corpo celeste mede entre 140 e 310 metros, com base em como reflecte as luzes. Além disso, estima-se que seja um objecto pequeno nos termos da NASA. Entretanto, ele se aproximará a uma velocidade de quase 13 quil+ometros por segundo, chegando tão perto quanto 0,02512 unidade astronómica da Terra.

Como citado anteriormente, o CNEOS da NASA é encarregado de observar todos os asteroides que se aproximam da Terra em 0,05 unidade astronómica, ou aproximadamente 7,5 milhões de quilómetros.

O 2010 NY65, observado pela primeira vez em julho de 2010, passará pelo nosso planeta no início da manhã do dia 24 de junho, a uma distância de 3,7 milhões de quilómetros.

Apesar de ser pequeno, o asteroide 2010 NY65 pode causar danos significativos ao nosso planeta devido aos efeitos secundários, como tsunamis, que podem ser criados mesmo estando distante.

Fonte: Sputnik News

segunda-feira, 18 de maio de 2020

É altura de levar o tema dos OVNIs a sério? Este conceituado professor pensa que sim


Os três vídeos que mostram objetos voadores não identificados, cuja autenticidade o Pentágono confirmou no final do mês passado, são inquietantes. Alexander Wendt, um reputado professor de ciência política norte-americano, acredita que é altura de acabar com o tabu e estudar a fundo o assunto

São três videos datados de 2013 e 2014 que já circulavam há anos, mas que só foram libertados oficialmente pelo Pentágono a 27 de Abril passado, num relatório que confirmou a sua autenticidade. Com o mundo embrenhado numa pandemia, o tema passou relativamente despercebido. Mas neste documento são detalhados três encontros de aviões militares norte-americanos com o que é designado de “fenómenos aéreos não identificados”. O relatório descreve as aeronaves não identificadas avistadas, identificando-as como pequenos “sistemas aéreos não tripulados”. Durante um dos incidentes, o avião americano passou a 300 metros de distância do objeto, mas foi incapaz de determinar a identidade da aeronave. Noutro encontro, o piloto da Marinha disse que esse objeto tinha cerca de 2,5 metros de largura e estava pintado de branco. Um dos vídeos mostra uma aeronave que tem um voo rápido e irregular, em ziguezague.


Segundo o New York Times já tinha escrito, o Pentágono gastou 22 milhões de dólares constituindo uma equipa para um programa secreto que visava estudar estes avistamentos e que se prolongou entre 2007 e 2012. “Há evidências que talvez nós não estamos sozinhos”, disse depois Luiz Elizondo, que liderou a investigação, disse à CNN em 2017. “Essas aeronaves mostram características que nem os Estados Unidos nem outros países possuem em seus inventários”, afirmou.

Neste relatório agora libertado pelo pentágono, nunca se menciona que os objetos possam ser de origem extraterrestre. E coloca-se como hipótese mais consistente que sejam apenas artefactos secretos criados para a espionagem pela Rússia ou pela China.

Alexander Wendt (DR)

Porém, nem todos pensam assim.

Alexander Wendt é uma das vozes que dizem que é preciso estudar o tema a fundo sem excluir quaisquer hipóteses. Wendt é alma mater da Universidade do Minesota e professor universitário em Ohio, depois de ter passado por Yale e Universidade de Chicago, e é um dos principais académicos no campo das relações internacionais, área onde é um precursor da escola do construtivismo e da teoria social da política internacional.

Há anos que Wendt se dedica, paralelamente à sua carreira académica, ao estudo dos OVNIs, que diz condenado a ser um tema tabu profundamente enraizado nas áreas científicas e académicas, em relação ao qual há um embargo de pesquisa. Em 2008 publicou um artigo que até hoje se mantém atual, chamado “Soberania e OVNIs ”, onde explana esta teoria, que reafirmou novamente numa palestra da Ted-X Columbus no final do ano passado que correu mundo. Nesta palestra, Wendt arranca precisamente com os três vídeos cuja autenticidade foi agora confirmada pelo pentágono.


“A primeira responsabilidade dos académicos é dizer a verdade. E a verdade é que não temos ideia do que são os Ovnis, e ninguém em posição de poder ou autoridade está a tentar descobrir. Isso deveria surpreender e perturbar todos nós ”, afirma. Como o estado moderno é antropocêntrico, há quem entenda que a soberania do estado pode estar em causa se forem encontradas outras formas de vida que não sejam terrestres, defende.

Numa entrevista que deu agora à Vox, Wendt sublinha que a conspiração de silêncio persiste, mesmod epois da confirmação oficial dos vídeos. “Embora a Marinha agora diga: “Ei, temos OVNIs em filme, aqui estão eles”, os cientistas ainda não vão estudá-los. Parece haver algo que impede a comunidade científica de se centrar neste fenómeno, mesmo que qualquer outra coisa tão remotamente interessante possa gerar dinheiro ilimitado para pesquisa”, acusa.

Diz que recebeu “muitos emails de cientistas individuais em resposta à palestra no TEDx. “Todos disseram a mesma coisa, ou seja, “Obrigado, gostaríamos de poder estudar isso, mas não podemos, porque nossas vidas dependem de receber doações do governo e de outros institutos de investigação. Se se alguém começa a assustar-se porque estão interessados ​​em OVNIs, boom, não recebem um centavo e suas carreiras estarão no charco”, conta.

Sobre a questão de fundo, ou seja, se existe vida-extraterrestre, diz: “ Certamente acredito que é muito provável que exista vida extraterrestre em algum lugar do universo, e suspeito que até a maioria dos cientistas possa concordar com isso agora”. E acrescenta: “Acho que as chances são altas o suficiente para que devamos investigá-lo. É simples.”

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