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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Podem existir cerca de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea


Podem existir mais de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea, concluiu uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), nos Estados Unidos.

Um planeta é considerado semelhante à Terra se cumprir uma série de requisitos: deve ser rochoso, do tamanho do nosso planeta, orbitar estrelas do tipo do Sol (do tipo G) e estar entre a zona habitável da sua estrela, referem em comunicado, citado pelo portal Phys.

Para chegar à nova estimativa, os cientistas calcularam uma nova proporção entre a quantidade de planetas semelhantes com a Terra para cada estrela do tipo G – também chamada de anã amarela – já identificada na Via Láctea.

“Os meus cálculos apontam para um limite superior ao de 0,18 planetas do tipo da Terra por estrela do tipo G”, começou por explicar a cientista da universidade norte-americana Michelle Kunimoto, também co-autora novo estudo publicado no The Astronomical Journal.

E o seu colega Jaymie Matthews completou: “A nossa Via Láctea tem até 400 mil milhões de estrelas. Destas, 7% são do tipo G. Isto significa que menos de seis mil milhões de estrelas podem ter planetas semelhantes à Terra na nossa galáxia”.

Estimativas anteriores chegaram a apontar proporções que variavam entre 0,02, até mais de um exoplaneta por estrela do tipo do Sol.

Para chegar às novas estimativas, os cientistas da UBC recorreram a uma técnica conhecida como modelagem direta. Tal como explicou Kunimoto, o processo científico começou a partir de uma simulação de toda a população de exoplanetas em torno de mais de 200 mil estrelas estudadas pelo telescópio espacial Kepler.

A equipa classificou depois cada astro como “detetado” ou “perdido”, de acordo com a com a probabilidade de o algoritmo dos próprios cientistas identificar os exoplanetas.

“Depois, comparei os planetas ‘detetados’ com o meu catálogo real de planetas. Se a simulação produz uma resposta próxima, então a população inicial [dos catálogos] é provavelmente uma boa representação da população real de planetas que orbitam as estrelas”, sintetizou a co-autora do estudo.

Fonte: ZAP

sábado, 13 de junho de 2020

Teoria diz que afinal estamos a viver em 2012 e o "Mundo vai acabar a 21 de junho"


Calendário maia foi mal interpretado e há quem acredite que a atual pandemia do novo coronavírus foi um presságio de que o pior está para vir.

Têm sido várias as piadas na Internet com todos os acontecimentos negativos que têm assombrado o ano de 2020: os violentos incêndios na Austrália, a morte de Kobe Bryant, a pandemia do novo coronavírus, a 'saída' de Harry e Meghan da Família Real britânica ou a invasão de vespas gigantes assassinas nos EUA são alguns dos exemplos que vários internautas apresentam como prova de 2020 ser 'O pior ano de sempre'. 

Depressa surgiram as comparações ao ano de 2012 quando, segundo o calendário maia, seria o fim do Mundo. Ora acontece que a teoria pode não ser tão estapafúrdia...

Um grupo de teóricos da conspiração assegura que o calendário maia estava certo, mas que foi mal interpretado. Segundo dizem, estamos atualmente em 2012 e o Mundo irá, de facto, acabar a 21 de junho.

A bizarra teoria sustenta-se num erro de contagem feito. O calendário Gregoriano, quando foi introduzido em 1582, terá 'cortado' 11 dias de cada ano, para melhor representar o tempo que a Terra leva a orbitar em volta do Sol.

Ainda que 11 dias não pareçam muito, ao longo de 286 anos depressa ganham outra dimensão. Um cientista, Paolo Tagaloguin, comentou no Twitter que, de facto "deveríamos tecnicamente em 2012". "Por 268 anos a usar o calendário Gregoriano (1752-2020)x11 dias = 2948 dias. 2948 dias/365 dias (por ano)= 8 anos."

Este cálculo significa que, seguindo o raciocínio, na realidade 21 de junho de 2020 é 21 de dezembro de 2012 - precisamente o dia que, segundo o calendário maia, o Mundo irá acabar. 

A teoria já está a ganhar adeptos nas redes sociais.

Entretanto a NASA já tinha comentado a insólita teoria: "Tudo isto começou com afirmações de que Nibiru, um suposto planeta descoberto pelos sumérios, iria colidir com a Terra. 

A catástrofe estava 'prevista' para maio de 2003, mas quando nada aconteceu mudaram a data para dezembro de 2012 e ligaram-na ao fim de um dos ciclos do calendário maia, no solstício de inverno de 2012 (21 de dezembro). 

Não há quaisquer provas que qualquer catástrofe venha acontecer, são tudo suposições, invenções".

Fonte: CM

domingo, 7 de junho de 2020

Descobrem uma piscina natural "completamente intocada" e inexplorada por humanos numa caverna no Novo México


Acredita-se que o pequeno lago, localizado a mais de 200 metros de profundidade, tenha evoluído ao longo de milhares de anos e nunca tenha sido tocado por seres humanos.

Uma impressionante piscina natural foi encontrada a cerca de 200 metros de profundidade no Parque Nacional das Cavernas de Carlsbad, no estado americano do Novo México.

"A piscina subterrânea, que está no Lechuguilla Cave, ao que parece ser completamente despoluído "escreveu na página de Facebook do Parque Nacional geocientista Wisshak Max, que em outubro 2019 liderou a expedição que descobriu o lago. Wisshak acrescenta que o corpo de água é revestido por pequenas estalactites que possivelmente correspondem ao que os cientistas chamam de "dedos da piscina", que podem ser "colónias bacterianas que evoluíram sem nenhuma presença humana".

"A exploração de cavernas às vezes produz vistas maravilhosas ", acrescentou Wisshak postando uma foto da piscina, um pequeno lago azul leitoso de água numa rocha branca. O especialista indicou que a equipe de pesquisadores "tomou precauções especiais para garantir que os contaminantes não fossem introduzidos nesses corpos d'água".

"Este lago está isolado há centenas de milhares de anos e nunca havia visto luz antes daquele dia ", disse Rodney Horrocks, chefe de Recursos Naturais e Culturais do Parque Nacional Carlsbad Cavern, à mídia local .

Wisshak acrescentou, por sua vez, que "essas piscinas intactas são cientificamente importantes porque as amostras de água são relativamente livres de contaminantes e os organismos microbianos que podem habitá-las são apenas os encontrados nela".

Fonte: RT

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Tecnologia em Estado de Emergência: Preparação da Nova Ordem Mundial Totalitária?


Muitas pessoas têm contestado a falta de liberdades à qual a quarentena mundial está a obrigar. Todo o processo está centralizado na Organização Mundial de Saúde, instituição subordinada da Organização das Nações Unidas. 

Já em 2012 Diogo Freitas do Amaral, então ex-presidente da Assembleia Geral da ONU, declarava publicamente numa entrevista ao DN a 16 de maio, de que precisávamos de uma Nova Ordem Mundial (NOM). Na sua opinião a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), tal como criada em 1948, estava a perder a sua força perante os novos desafios globais. 

Por essa razão teria de ser dada nova redação à DUDH para que pudesse ser eficaz no mundo complexo e superpovoado de hoje. A Ordem Mundial que saiu dos escombros da II Guerra Mundial chegou ao fim do seu ciclo com o fim do poder soviético, com a perda de força dos EUA e com o poder chinês a emergir como candidato à potência líder do mundo. A corrida ao nuclear, seja para mísseis bélicos seja para construção de centrais geradoras de eletricidade, é preocupante em países tendencialmente totalitários, os quais têm feito alianças militares ainda mais perturbadoras como é o caso da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) que pretende ser uma anti-NATO. 

A ONU tem sido demasiado suave a tratar estas questões globais com diplomacia burocrática e ineficaz. E sem uma gestão eficaz dos problemas globais, o mundo pode começar a perder o pouco equilíbrio que tem. Um exemplo disso é a resposta distinta que todos os países do mundo estão a dar perante a mais perigosa pandemia deste século, que pode (ainda não sabemos) tornar-se em algo realmente descontrolado, pondo em risco o modo de vida humano, tal como o conhecíamos do séc. XX. Em apenas 4 meses já virou a economia do avesso e gerou pobreza a uma velocidade nunca imaginada. E só estes problemas vão demorar vários anos até serem ultrapassados, isto num cenário desta crise vir a ser ultrapassada.

Com o pretexto da preocupação em resolver certos problemas sociais associados à pandemia, temos assistido à introdução de algumas tecnologias que são perturbadoras, quando pensamos que podem rapidamente tornar-se “normais” e levarem à assumpção de estados totalitários, onde os indivíduos são totalmente controlados a todo o momento. O caso da China já é conhecido e tem sido o mais falado nos últimos anos. Uma sociedade controlada a 100% pela tecnologia mais sofisticada de sempre de reconhecimento facial e corporal onde a cada cidadão é penalizado por todas as violações que comete no dia a dia, podendo perder privilégios ou acesso a determinadas profissões ou serviços, tudo isto feito em tempo real, tal como previsto na série Black Mirror

Ainda assim, tentou subornar a OMS para que não revelasse a verdade da pandemia em Wuhan. O primeiro país europeu a assumir medidas draconianas foi a Itália quando foi decretado o Estado de Emergência. Primeiro o isolamento da Lombardia, depois cidades fechadas e finalmente toda a Itália em lockdown. Depois a Espanha. 

E rapidamente aceitámos como normal um quase Estado de Sítio, não muito diferente da Lei Marcial. Pela primeira vez, a OMS consegue que a Nova Ordem Mundial se assuma pela via da força. 

Sob a ameaça de uma pandemia da qual os contornos conspiratórios ainda não são nada claros, aquilo que se tornou visível para os cidadãos comuns é que os Estados mandam nas suas vidas, nas suas empresas, nos seus negócios, nas suas economias. Num curto espaço de tempo foram tomadas medidas por comissões específicas para tal, país a país, para comandar e condicionar a vida da população mundial, sem que para o efeito houvesse um consenso mundial. 

O que deu imediatamente azo a abusos por parte de alguns países, de que é o caso mais evidente, o Brasil.

Dos Estados Unidos começam a chegar também notícias preocupantes. À semelhança de Bolsonaro, Trump começou por desvalorizar a crise do novo coronavírus, mas aos poucos foi aceitando a realidade pandémica. No entanto, tem instigado grupos radicais a apoiá-lo veladamente nas ruas, contra o lockdown, para que a economia norte-americana não sofra um impacto negativo tão forte. 

E estes grupos não estão minimamente preocupados com a perda de liberdades, mas sim com os seus bolsos. No entanto, criada a confusão na opinião pública, a OMS continua a estimular que os Estados tomem medidas para evitar a disseminação do vírus e esta semana o Estado de Kentucky lançou a pulseira eletrónica como medida para manter cidadãos testados positivamente para Covid-19 em suas casas

A medida pode parecer lógica, mas ao mesmo tempo, significa tratar cidadãos como potenciais criminosos. E este princípio é o mesmo do medo que muitos estados totalitários pretendem disseminar junto de toda a sociedade, até conseguirem os seus fins últimos. 

Depois de apagar milhões de posts e vídeos contra a vacinação obrigatória, o Facebook prepara-se agora para criar uma “instância independente”, um conselho de 20 personalidades de todo o mundo que moderará os conteúdos mais polémicos da rede. A liberdade da internet passa a ter um controlo cada vez mais apertado, já que obedecerá a leis locais dos países, mais do que a princípios de transparência, liberdade de expressão e justiça, apesar do Zuckerberg negar este facto. 

Por exemplo, o Facebook já foi várias vezes acusado de não apagar muitos posts que suportam o Fascismo italiano, alegando que se trata de um movimento político legal em Itália, reconhecido historicamente. Esta rede social também já foi acusada em tribunal de apoiar determinados candidatos políticos, apagando posts dos opositores, um pouco por todo o mundo. 


Também desde o escândalo da Cambridge Analytics que a rede social assumiu a sua política de cookies ainda mais agressivamente. Com um logaritmo aplicado a cada usuário, toda a informação e publicidade da internet é dirigida a esse mesmo usuário em função das suas buscas em sites, motores de busca ou likes.

Ainda mais preocupantes foram as declarações da OMS em abril passado sobre a possibilidade de as autoridades terem poderes para entrarem em casas particulares para retirar membros de famílias que estejam infetados para serem isolados de forma “adequada”. 

Esta declaração foi proferida por Michael O’Brien, responsável da OMS, enquanto estava sentado ao lado do diretor-geral Tedros Adhanom. A mesma OMS tem sido acusada de estar a fabricar o pânico mundial para fomentar o uso global de uma vacina, que trará a algumas farmacêuticas de renome contratos de biliões com a maioria dos países, por muitos anos. Para além disso, a obrigação de regras de higiene sanitária mundiais estão já a fazer lucrar todo o setor da medicina e da farmacêutica, pública e privada. E no meio da confusão gerada pela OMS, a qual está incluída na ONU, que defende uma Nova Ordem Mundial, muitos países estão a aproveitar para lucrarem milhões em negócios com a China para equipamentos de proteção. 

Ainda segundo a opinião de muitos, o lockdown reduz o contágio numa 1.ª vaga, mas vai causar a curto e médio prazos falta de imunidade natural, gerando vagas de Covid-19 posteriores muito mais violentas e mortais. No meio de muitas histórias mal contadas, há também o caso dos médicos-chefes de serviços ligados ao combate da Covid-19, a serem aparentemente assassinados ou silenciados por serviços secretos. Brevemente vários países democráticos pensam adotar a aplicação de telemóvel que já foi adotada na China, de classificação de cidadãos como “vermelho”, “amarelo” ou “verde” relativamente ao seu estado de infeção à Covid-19.

Outra situação preocupante é a utilização e banalização da robótica para controlar humanos em tempo de pandemia. Nos hospitais que combatem na frente de batalha o Covid-19, foram introduzidos dezenas de robots auxiliares, sob o pretexto de reduzirem o contágio entre pacientes. 

Drones estão a ser usados para controlar cidades, praias, jardins e outros espaços públicos, um pouco por todo o mundo. No Brasil esta tecnologia está a ser usada massivamente para alertar pessoas nas ruas a manterem o distanciamento, mas foi usada em 2018 para combater cidadãos nas favelas que foram massivamente abatidos a tiro pela polícia federal, sem direito a prisão e julgamento. Também preocupante foi a notícia esta semana de que em Singapura um cão-robot fazia o patrulhamento de um parque urbano. Este tipo de imagens já vimos em séries pós-apocalípticas e não parece ser um bom presságio dos tempos futuros. 

Porque razão, justamente quando o mundo inteiro está fechado em suas casas são lançados robots para criarem a ideia de um Estado de Polícia, frio, desumano, controlado por máquinas, automaticamente? Nalguns países, nos EUA por exemplo, a própria polícia parece estar a aproveitar-se da situação de crise pandémica, para exercer perseguições racistas, sob o pretexto de fazer aplicar normas do Estado de Emergência. 

Um pouco por todo o lado, cidadãos são multados por não usarem máscaras (como em Portugal) em locais obrigatórios ou até agredidos violentamente, como na Índia. Em vez dos Estados estarem a contribuir para a solução, estão a agravar a situação das famílias com multas absolutamente desproporcionais aos seus baixos salários?

Também as quarentenas em hotéis estão a levantar questões jurídicas sérias aos direitos e liberdades de quem viaja, mesmo considerando que estamos em tempo de pandemia. Todo o transtorno causado à vida das pessoas está a ser empolado e exagerado criando o medo de sair à rua, de conviver, de demonstrar afetos. 

Muitas vezes os governos lançam as medidas para a pandemia mas a previsão da sua aplicabilidade à realidade não é compatível com a vida das pessoas. O fator humano parece estar a ser retirado da equação. Mas este novo mundo ainda está por desbravar. Vem aí o verão e vamos ser controlados como insignificantes humanos, com cercas, drones e militares nos areais.

 Muita confusão se prevê, prisões, multas, conflitos. E sempre o mesmo Estado de Medo e Autoridade presente em todas as atividades humanas. 

Sem previsão ainda de uma vacina, se este estado de coisas se mantiver, certamente muitos países, em nome da “Ordem” social, continuarão a aplicar as suas políticas cada vez mais restritivas das liberdades individuais. E a pergunta que se deve colocar neste momento, até quando?

Texto de Pedro M. Duarte

Microsoft despede jornalistas para os substituir por Inteligência Artificial


O Homem continua a ser substituído pela máquina em muitas áreas. Trata-se, na verdade, de uma evolução natural que ocorre já desde a primeira Revolução Industrial no final do século XVIII e início do século XIX. Mas este continua a ser um tema que provoca contestações por causa dos empregos que são substituídos no curto prazo.

A substituição de jornalistas por sistemas de Inteligência Artificial não é um tema novo, só que agora chegou a uma das grandes empresas de tecnologia. A Microsoft está a despedir jornalistas para dar lugar à Inteligência Artificial para a seleção e edição de artigos nas plataformas Microsoft News e MSN.

Jornalistas da Microsoft substituídos por Inteligência Artificial

A Microsoft conta com uma equipa de jornalistas dedicada à seleção de notícias e histórias que surgem nas suas plataformas dedicadas, como são o MSN e o Microsoft News. No entanto, a empresa começou a dispensar estes profissionais para colocar a Inteligência Artificial (AI) a escolher as notícias e outros conteúdos aí apresentados.

Pelo mundo inteiro, a imprensa foi gravemente afetada pela pandemia COVID-19, com quebras abruptas nas receitas de publicidade. Contudo, a Microsoft garante que esta medida nada tem a ver com a pandemia, tratando-se apenas de mais uma reestruturação da empresa.

Como todas as empresas, avaliamos os nossos negócios regularmente. Daí pode resultar um aumento do investimento em algumas áreas e, de tempos em tempos, ajustes noutras. Estas decisões não são o resultado da atual pandemia.

Refere um porta-voz da empresa.

Segundo o Business Insider, cerca de 50 empregos serão afetados nos Estados Unidos. Mas não será só no país de Trump que haverá perdas, por exemplo, no Reino Unido, serão mais 27 pessoas.


Há cerca de 2 anos, com o lançamento do serviço Microsoft News, a empresa chegou a revelar que contava com mais de 800 editores a trabalhar em 50 locais diferentes, um pouco por todo o mundo.

A Microsoft tem vindo gradualmente a introduzir a AI na criação e seleção dos seus conteúdos jornalísticos, e este ajuste é só mais um passo neste processo.

Fonte: Pplware

segunda-feira, 18 de maio de 2020

É altura de levar o tema dos OVNIs a sério? Este conceituado professor pensa que sim


Os três vídeos que mostram objetos voadores não identificados, cuja autenticidade o Pentágono confirmou no final do mês passado, são inquietantes. Alexander Wendt, um reputado professor de ciência política norte-americano, acredita que é altura de acabar com o tabu e estudar a fundo o assunto

São três videos datados de 2013 e 2014 que já circulavam há anos, mas que só foram libertados oficialmente pelo Pentágono a 27 de Abril passado, num relatório que confirmou a sua autenticidade. Com o mundo embrenhado numa pandemia, o tema passou relativamente despercebido. Mas neste documento são detalhados três encontros de aviões militares norte-americanos com o que é designado de “fenómenos aéreos não identificados”. O relatório descreve as aeronaves não identificadas avistadas, identificando-as como pequenos “sistemas aéreos não tripulados”. Durante um dos incidentes, o avião americano passou a 300 metros de distância do objeto, mas foi incapaz de determinar a identidade da aeronave. Noutro encontro, o piloto da Marinha disse que esse objeto tinha cerca de 2,5 metros de largura e estava pintado de branco. Um dos vídeos mostra uma aeronave que tem um voo rápido e irregular, em ziguezague.


Segundo o New York Times já tinha escrito, o Pentágono gastou 22 milhões de dólares constituindo uma equipa para um programa secreto que visava estudar estes avistamentos e que se prolongou entre 2007 e 2012. “Há evidências que talvez nós não estamos sozinhos”, disse depois Luiz Elizondo, que liderou a investigação, disse à CNN em 2017. “Essas aeronaves mostram características que nem os Estados Unidos nem outros países possuem em seus inventários”, afirmou.

Neste relatório agora libertado pelo pentágono, nunca se menciona que os objetos possam ser de origem extraterrestre. E coloca-se como hipótese mais consistente que sejam apenas artefactos secretos criados para a espionagem pela Rússia ou pela China.

Alexander Wendt (DR)

Porém, nem todos pensam assim.

Alexander Wendt é uma das vozes que dizem que é preciso estudar o tema a fundo sem excluir quaisquer hipóteses. Wendt é alma mater da Universidade do Minesota e professor universitário em Ohio, depois de ter passado por Yale e Universidade de Chicago, e é um dos principais académicos no campo das relações internacionais, área onde é um precursor da escola do construtivismo e da teoria social da política internacional.

Há anos que Wendt se dedica, paralelamente à sua carreira académica, ao estudo dos OVNIs, que diz condenado a ser um tema tabu profundamente enraizado nas áreas científicas e académicas, em relação ao qual há um embargo de pesquisa. Em 2008 publicou um artigo que até hoje se mantém atual, chamado “Soberania e OVNIs ”, onde explana esta teoria, que reafirmou novamente numa palestra da Ted-X Columbus no final do ano passado que correu mundo. Nesta palestra, Wendt arranca precisamente com os três vídeos cuja autenticidade foi agora confirmada pelo pentágono.


“A primeira responsabilidade dos académicos é dizer a verdade. E a verdade é que não temos ideia do que são os Ovnis, e ninguém em posição de poder ou autoridade está a tentar descobrir. Isso deveria surpreender e perturbar todos nós ”, afirma. Como o estado moderno é antropocêntrico, há quem entenda que a soberania do estado pode estar em causa se forem encontradas outras formas de vida que não sejam terrestres, defende.

Numa entrevista que deu agora à Vox, Wendt sublinha que a conspiração de silêncio persiste, mesmod epois da confirmação oficial dos vídeos. “Embora a Marinha agora diga: “Ei, temos OVNIs em filme, aqui estão eles”, os cientistas ainda não vão estudá-los. Parece haver algo que impede a comunidade científica de se centrar neste fenómeno, mesmo que qualquer outra coisa tão remotamente interessante possa gerar dinheiro ilimitado para pesquisa”, acusa.

Diz que recebeu “muitos emails de cientistas individuais em resposta à palestra no TEDx. “Todos disseram a mesma coisa, ou seja, “Obrigado, gostaríamos de poder estudar isso, mas não podemos, porque nossas vidas dependem de receber doações do governo e de outros institutos de investigação. Se se alguém começa a assustar-se porque estão interessados ​​em OVNIs, boom, não recebem um centavo e suas carreiras estarão no charco”, conta.

Sobre a questão de fundo, ou seja, se existe vida-extraterrestre, diz: “ Certamente acredito que é muito provável que exista vida extraterrestre em algum lugar do universo, e suspeito que até a maioria dos cientistas possa concordar com isso agora”. E acrescenta: “Acho que as chances são altas o suficiente para que devamos investigá-lo. É simples.”

X37-B: o misterioso avião que vai ficar a orbitar dois anos à volta da Terra


As más condições meteorológicas levaram a que o lançamento do X37-B à boleia de um foguetão Atlas V só pudesse ser realizado no domingo. O misterioso avião partiu para o espaço e deve ficar dois anos em órbita

Esta é a primeira vez que a recém-criada Força Espacial dos EUA organiza e mantém a missão espacial que leva o X-37B à órbita da Terra. O lançamento esteve previsto para sábado, foi adiado algumas vezes para o próprio dia, mas acabou por acontecer apenas no domingo de manhã, a partir do Cabo Canaveral, na Flórida, EUA. Originalmente marcada para as 12h24 (GMT) de sábado, a missão de lançamento acabou por acontecer apenas às 13h14 (GMT) de domingo, devido ao mau tempo que se fazia sentir naquela região.

O avião X-37B partiu para a sua sexta missão a bordo de um Atlas V, depois de já o ter feito por outras quatro vezes no passado e uma quinta vez a bordo de um Falcon 9 da SpaceX, lembra o ArsTechnica. Esta é a primeira vez que o avião construído pela Boeing leva um módulo a bordo que lhe permite maiores capacidades de investigação e de experimentação. Uma das experiências que os cientistas pretendem realizar a bordo envolve a transformação da radiação solar em energia microondas na frequência de rádio. O objetivo é perceber o potencial de se transmitir energia solar para a Terra.

Este veículo, que se assemelha a um pequeno vaivém, esteve mais de 700 dias no espaço na sua última missão. Ao todo, o avião já passou mais de sete anos e dez meses em órbita.

A United Launch Alliance, responsável pelo foguetão que colocou o avião no espaço filmou e transmitiu em direto no YouTube toda a operação.


domingo, 17 de maio de 2020

Deputado do PS defende que há crianças trocadas nas maternidades a mando das Secretas


Movimento é encabeçado por Luís Pedro Gonçalves, o deputado do PS na Assembleia Municipal do Seixal

Há vários cartazes espalhados pelas ruas e quem os anda a colar pelas zonas do Marquês de Pombal, pelas ruas e estradas do Porto, por Almada, Seixal, Alenquer, Alverca, Montijo, Barreiro, Figueira da Foz, Caldas da Rainha, Óbidos, Moita, Amadora, Sintra, Oeiras, Castanheira do Ribatejo, Alenquer e Carregado, é um deputado do PS do Seixal, que fundou em 2016 uma ONG com o mesmo nome, escreve a Visão. 

“Não Troquem os Nossos Bebés”, é esta a mensagem dos cartazes e o deputado defende que há crianças que andam a ser trocadas nas maternidades portuguesas, a mando dos serviços de Informações portugueses.

Já a página do Facebook é a voz online de um movimento que, em julho de 2016, se transformou numa organização não governamental (ONG) e acredita que existe uma prática “de troca de bebés em maternidades portuguesas promovida por técnicos ao serviço do Estado Português”.

Mas afinal, em que é que o deputado se baseia para fazer uma afirmação destas? Ora, se o tom de pele da criança é mais claro ou mais escuro que o dos progenitores, “então certamente houve troca”. Se um filho não é parecido aos seus pais ou se dois irmãos têm tons de pele claramente distintos é porque “há troca de bebés”, refere a mesma publicação. 

Mas há mais. “Nesta foto, parece-lhe reconhecer os traçoes do americano Leonardo Di Caprio mas com ‘uns quilinhos a mais’? Na realidade é o russo Roman Burtsev, um óbvio parente, (afinal não reconheceu de imediato os traços do americano)? É que ou o ADN é relevante, ou não…e já vimos que é! Sim, USA e Rússia trocam bebés!”, pode ler-se numa das publicações feitas na página do Facebook.

O movimento é encabeçado por Luís Pedro Gonçalves, o deputado do PS na Assembleia Municipal do Seixal e, em declarações à Visão, afirmou que o movimento foi feito por razões pessoais: “A minha família é trocada. Ainda não sou pai, mas quando for não quero correr esse risco. Adoro a minha família, mas não tenho vínculo biológico com os meus pais.”, disse o responsável, ao que a revista perguntou: “Mas é adotado?”. O deputado esclarece. “Sinto-me como se fosse. Não quero falar muito sobre isso, em consideração aos meus pais. Volto a dizer: eu adoro-os. Mas não tenho qualquer semelhança física com eles. Em vez disso, já me cruzei com pessoas que têm as mesmas características físicas que eu mas que oficialmente não são meus familiares.”

A mesma publicação insistia e perguntava ao socialista se não acharia normal “que possam existir pessoas parecidas que não sejam familiares”. “Parentes biológicos devem ter um nível de semelhança física. Os filhos são sempre parecidos com os pais. Se os dois pais são da mesma altura, por exemplo, um filho não pode ser muito mais baixo nem muito mais alto. A falta de semelhanças significa que foram trocados.”, respondeu Luís Pedro Gonçalves.

Na mesma conversa, a Visão perguntava ao homem por que razão as Secretas teriam interesse em trocar crianças nas maternidades, a resposta dada foi esta: “Não sei muito bem o interesse, mas que acontece, acontece. O poder político em algum momento deu essa ordem. As secretas obedecem ao poder político.”

O homem acabava sempre por responder muito vagamente às questões que lhe eram colocadas, tendo sempre dado exemplos concretos de famosos. “Não conheço ninguém que junte dois Rotweiler e faça nascer um pastor alemão. Não é assim que a natureza funciona.”. 

No entanto, o deputado socialista explica que este movimento nada tem a ver com questões políticas, fundamento racial ou objetivos de propaganda, esclarecendo que todos os cartazes foram pagos por si, uma vez que a organização “não aceita donativos em dinheiro”.

“Quem nos quiser ajudar poderá pagar diretamente os cartazes e ajudar a afixá-los, mas não poderá dar dinheiro. Não estamos a fazer isto para cobrar nada a ninguém. Não estamos a vender nada. Ficou definido que aqui todas as pessoas trabalham pro bono. Já me perguntaram se patrocino alguma clínica ou se vendo testes de ADN, o nosso objetivo não é esse. Queremos simplesmente denunciar, apelar a que as pessoas denunciem, informar os portugueses e pressionar os políticos para que se pare com esta prática. Apoiaremos um candidato à Presidência da República que queira fazê-lo. Não queremos estimular revoltas, apenas questionar. A nossa página é compatível com a democracia.”, revelou Luís Pedro Gonçalves.

Além dos cartazes e da página do Facebook, os criadores do movimento explicam como é que a ONG funciona, afirmando que esta pretende defender o fim da prática da troca de bebés que tem sido realizada durante gerações.


Fonte: Jornal SOL

sábado, 16 de maio de 2020

Marinha dos EUA divulga novos relatórios de incidentes com OVNIs


A Marinha dos EUA divulgou oito relatórios de avistamentos de OVNIs por pilotos entre 2013 e 2014. Há um relatório que o Pentágono parece oferecer alguma resistência em divulgar.

A Marinha norte-americana divulgou novos relatórios de incidentes com objetos voadores não identificados (OVNIs). Ainda no fim de abril, o Pentágono divulgou vídeos que retratam pilotos da Marinha a avistar aquilo que descrevem como descrevem “fenómenos aéreos inexplicáveis”.

Os relatório agora divulgados a pedido do portal The Drive dão conta de oito incidentes no oceano Atlântico, na costa leste dos Estados Unidos. Sete dos relatórios de perigo são de pilotos de F/A-18F Super Hornets, relativos a acontecimentos entre 2013 e 2014. O outro foi avistado por um EA-18G Growler.

Num dos relatórios, o piloto descreve que as “aeronaves desconhecidas pareciam ser prateadas e pequenas, aproximadamente do tamanho de uma mala“. Curiosamente, nenhuma aeronave tinha permissão para estar naquele espaço aéreo naquele momento.

“O objeto era tão pequeno que era quase impossível detetá-lo a olho nu à distância… Isto representa uma preocupação significativa de segurança”, alerta o piloto da Marinha norte-americana.

Apenas um mês mais tarde deste estranho avistamento, surge um novo relatório. “Esta foi a segunda ocorrência do esquadrão nos últimos meses. A operação de [veículos aéreos não tripulados] e outros dispositivos aéreos deve ser adequadamente coordenada e comunicada para manter a tripulação informada e segura”, diz um outro piloto.

Segundo a VICE, todos os relatórios retratam situações semelhantes: o piloto avista algo no céu, consegue rastreá-lo durante alguns instantes e acaba por perdê-lo de vista.

O avistamento de OVNIs parece quase tornar-se algo mundano com estas duas divulgações recentes por parte do Pentágono e da Marinha. Contudo, o The Drive realça que há alguns relatórios cujo acesso parece não ser tão fácil.

O site refere-se particularmente ao avistamento de um OVNI por pilotos do USS Nimitz, em 2014. Um comandante da Inteligência enviou um relatório do incidente por email para uma base da Marinha em San Diego. No entanto, o comandante que o recebeu eliminou-o e não encaminho o relatório para os seus superiores.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Pivots de telejornais acometidos por um estranho vírus


Os noticiários na televisão são a melhor forma de medir o estado da nação. Enquanto existiram apenas dois canais generalistas, a pessoas dividiam-se entre aqueles que viam o Telejornal e os que viam o Jornal das Nove do segundo canal. 

Os telejornais eram-nos servidos por pessoas que respeitávamos, que faziam uma apresentação distanciada dos assuntos, independente; sem flores. Estavam sempre em nossa casa mas não os considerávamos próximos; até que, com os novos canais, os pivots sentiram a necessidade de deixar de ser apenas os tipos que nos visitavam e fazer parte da família. 

Quiseram estreitar laços. Agarrar o espectador na luta pelas audiências. Começaram-nos a piscar o olho! Adoro aquele post scriptum de Vasco Pulido Valente, num texto de 2014, que termina com chave de ouro: “Imploro ao sr. José Rodrigues dos Santos que não me pisque mais o olho”. Sempre houve quem tomasse “liberdades”, mas com a competitividade acrescida e as receitas da publicidade a diminuir, os pivots da informação tiveram que ‘inovar’ cada vez mais. E se nos últimos anos muito mudou, com estes meses que já levamos de pandemia a coisa só piorou. A angústia de estar em casa levou a uma maior procura de informação que prendeu as pessoas aos diferentes serviços informativos na televisão. 

Os directores dos canais foram estendendo o lençol informativo enquanto iam agarrando as audiências. Os telejornais foram alargando para mais de uma hora e meia, até passaram a incluir os melhores ‘gags virais’ das redes sociais; secundarizando as novelas, as séries e tudo o resto. Uma batalha difícil que conheci por dentro na direcção de informação de um canal generalista onde era imperioso tentar agarrar um espectador com um perfil cada vez menos esclarecido. O que aconteceu a Rodrigo? 

Durante muitos anos admirei a qualidade, sobriedade e solidez de Rodrigo Guedes de Carvalho; mesmo quando metia uma colherada mais pessoal como aquela no final de uma noite de eleições: “o meu pai foi o médico que pôs a Bárbara Guimarães ao mundo”. Rodrigo era simples, conciso, tinha graça. E sobretudo, era oportuno. Só que algo se passou nos últimos tempos, como tão bem evidenciou Joana Marques em três episódios radiofónicos do “Extremamente Desagradável”. Rodrigo extravasou do cunho pessoal para a conversa de café e fila da farmácia. 

Comentou com frases de sofá. Parecia que gostava de se ouvir com “uma frase que não é minha, que li nas redes sociais, mas que me apetece muito partilhar», ou lições de moral reforçadas de um «deixe-me frisar bem isto», ou ralhetes que terminavam com um simples «tenham noção!» O Rodrigo bem preparado para as entrevistas foi substituído por um tom acintoso de tiradas como «uma coisa não tem nada a ver com a outra, eu estou a falar de…», ou a arrogância do «muito bem…» seguido de um «Senhora ministra em quê que ficamos?». Rodrigo apropriou-se da conversa de café para fazer a mediação entre o primeiro-ministro e o resto dos portugueses com questões como: «tem falado com Mário Centeno? 

Ele está a suar? Vocês ainda não conseguem saber nesta altura o tamanho da pancada, pois não?». Em vez de, pedagogicamente, ajudar na elevação do discurso político, Rodrigo chafurdou nele. O pior é que, não manteve a coragem para persistir no tom agressivo e no final soltou a lisonja exagerada ao entrevistado elogiando seu papel na luta contra a pandemia em tom piegas. Rodrigo passou a ser mais importante que o entrevistado, a sua função deixou de ser fazer que o entrevistado exponha, com o respectivo contraditório, as suas razões da forma mais clara possível. 

Rodrigo Guedes de Carvalho passou a sobrepor-se a tudo e a todos com remates como «que eu espero bem que aconteça…», «eu tudo farei para que…», e mimos como «os portugueses não entendem…», «eu hoje expliquei mais uma vez a questão…» ou o inesquecível: «têm mais é que se portar bem…». Rodrigo está imparável. A despromoção de se ser político Proliferaram neste período alguns jornalistas justiceiros que atiram perguntas, fazendo de imediato o contraditório e quase não permitindo ao entrevistado falar. 

Pois têm ainda mais perguntas e não há tempo para respostas longas. Seguem-se novamente perguntas, em que utilizam um contraditório contrário ao anteriormente utilizado… confuso? Digamos que, o entrevistado neste tempo é preso por decidir, por não decidir nada e por decidir qualquer coisa que fosse. É criticado por tomar decisões de contenção, que não sendo ideais, são necessárias na mitigação de qualquer crise. Um jornalista deve questionar o político sobre as decisões tomadas, o seu papel deve, sobretudo, contribuir para que este se expresse na melhor forma e consiga esclarecer das razões que consubstanciam cada decisão. 

Cabe a cada um de nós cidadão fazer o seu juízo. Só que há entrevistadores que, fazendo contraditórios sucessivos e não permitindo o entrevistado explicar qualquer base de decisão, acabam por ser nocivos transmitindo a ideia de que todos os políticos, por serem políticos, estão sob suspeição. Confesso que, nunca fui muito submisso a graduações académicas, tanto nos primórdios da minha vida escolar, como mais recentemente. Sempre fui algo ‘disruptivo’ e acutilante para com os professores; ainda assim, custou-me ver a forma como o jornalista Rodrigo Pratas entrevistou o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa. 

Fazia as perguntas de forma demasiado veemente. Um certo nervosinho no ar. Enunciava uma série de contraditórios às decisões anunciadas, e cada vez que, o responsável ia tentar explicar a base de suporte de cada decisão, era interrompido. Nunca havia tempo. As soluções propostas na área do ensino (que não são ideais por tentar dar uma resposta à inesperada pandemia), eram todas erradas, mal pensadas, nos outros países havia sempre algo melhor para contrapor. Nunca permitiu que se explicasse a substância que estava por detrás de cada medida. 

A facilidade com que se é veemente com um político na televisão nos dias de hoje é incrível. Há uma atitude persecutória constante. Como nada sabia sobre aquele senhor, fui tentar perceber como conseguia ter aquela atitude pedagógica para com um entrevistador agressivo. Fui tentar perceber a razão de ser da forma estóica como respondia sem nunca se eriçar. Pelos vistos João Costa é Professor Catedrático de Linguística da Universidade Nova, Doutorado aos vinte e poucos anos em Linguística pela Universidade de Leiden, visitante do MIT. 

Foi Director da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, Presidente do Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e Tecnologia, membro do Conselho Científico do Plano Nacional de Leitura, da Comissão Nacional do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e do Conselho Consultivo do Instituto Camões. Presidente da Associação Portuguesa de Linguística. Professor convidado em universidades estrangeiras. 

Enfim… duvido que, se o entrevistassem como professor, e não como político, alguma vez o tratassem daquela forma. Fiquei mesmo admirado com a persistência de João Costa, com a sua atitude pedagógica de explicar, mesmo quando não lhe davam tempo. Como se bateu por cada decisão, mesmo sabendo que não são soluções ideais, mas apenas as possíveis de mitigação no actual contexto. Já preparei muita gente em media training e confesso que eu não conseguiria manter o sangue frio que João Costa teve. Pivots com opinião Atenção! O facto de os pivots passarem a querer ter opinião não é em si um problema. O problema é o modo pouco esclarecedor como o fazem. 

No Brasil, por exemplo, há noticiários de referência em que o pivot expressa a sua opinião num processo muito simples: olha a direito para a câmara e lê a notícia, depois vira-se e olha para a outra câmara à sua direita, e dá a sua opinião. Expressando-se na primeira pessoa e com o uso total da verrina: «eu acho que esse sujeitinho…». Pode-se pensar que é apenas uma questão de forma, ou de formato, mas é a pequena diferença que aclara e faz os espectadores destrinçarem entre informação e opinião. 

Quem como eu gosta deste tema não pode deixar de ver uma série que é muito elucidativa sobre todo este processo. Chama-se The Newsroom, e foi criada pelo grande Aaron Sorkin. É a história de um pivot republicano chamado Will McAvoy (Jeff Daniels), e da sua equipe, na sua luta contra todos os obstáculos a uma boa informação. Uma narrativa que vai evidenciando todos os constrangimentos pessoais, comerciais e corporativos que envolvem cada emissão de um telejornal. 

O enredo de The Newsroom é uma ficção, mas foi criado para evidenciar o peso cada vez maior do Tea Party Movement, um movimento populista que quase tomou conta do Partido Republicano dos Estados Unidos; e que em grande medida é responsável pela degradação que deu origem à eleição de Trump como candidato republicano e, consequentemente, Presidente. Sorkin observou e estudou vários canais de notícias em todo o mundo, e sobretudo, americanos para demonstrar através da sua narrativa o poder real do lobbing naquele país.

Queria concretamente demonstrar que os irmãos Charles e David Koch, proprietários da Koch Industries, têm uma grande influência na política dos Estados Unidos através de constantes donativos alavancado num património superior a 108 mil milhões de dólares. As Koch Industries é a segunda maior empresa de capital fechado dos EUA. 

Os cinco minutos iniciais do primeiro episódio, são para mim do melhor que já se fez em televisão. Quando Will McAvoy, pivot e editor do programa News Night é obrigado a responder numa conferência à pergunta: «why america is the greatest country in the world?» (Trump viria a usar esta mensagem subliminar para slogan da sua campanha, imagine-se!) Will McAvoy desmonta essa concepção dizendo porque a América já não é o maior país do mundo e explica o porquê. Afirma que a América deixou de ser o melhor país do mundo porque deixou de ter jornalistas que fossem referência na mediação com a realidade.

Fonte : Dinheiro Vivo

quinta-feira, 7 de maio de 2020

"Talvez seu objectivo não esteja neste planeta": a Força Espacial dos EUA. lança seu primeiro vídeo de recrutamento


Foi publicado nas mídias sociais e inclui um link para as posições disponíveis no site da Força Aérea.

A recém-criada Força Espacial dos Estados Unidos Nesta quarta-feira lançou seu primeiro vídeo de recrutamento nas redes sociais. "Algumas pessoas olham para as estrelas e perguntam: 'e se?'", Diz o narrador, enquanto o clip mostra um homem olhando para o céu. "Nosso trabalho é ter uma resposta."

"Talvez eles não tenham te colocado aqui apenas para fazer as perguntas", diz a locução no vídeo de 30 segundos, dirigida a potenciais cadetes. "Talvez eles tenham colocado você aqui para ser a resposta. Talvez seu objectivo neste planeta não esteja neste planeta ."
Para os interessados, o tweet inclui um link para as posições disponíveis no site da Força Aérea, incluindo: oficial de operações espaciais, analista de fusão e oficial de inteligência.

Além disso, é relatado que 86 dos oficiais que ingressam no corpo serão enviados para treino espacial na Base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia, enquanto outros ocuparão posições relacionadas às operações e inteligência do ciberespaço.

A Força Espacial dos EUA Foi criado pelo presidente Donald Trump em dezembro de 2019 e concentra-se no espaço sideral como um possível campo de batalha. Foi anunciado como um ramo separado, o sexto das Forças Armadas do país.

Reacção nas redes

O vídeo não passou despercebido pelos internautas e muitos comentaram com memes engraçados, referindo-se à saga de 'Star Wars' ('Star Wars') e 'The Last Star Fighter' (conhecido como 'O Último Guerreiro' estelar 'na América Latina e' Starfighter: a aventura começa ', na Espanha).
Fonte: RT 

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Drones assassinos autónomos


O video é parte da campanha contra armas com autonomia

O professor da universidade da Califórnia em Berkeley, Stuart Russell, criou 1 vídeo viral de apresentação dos “Slaughterbots“. Conforme Russell, são drones que funcionam de forma autónoma para destruir alvos humanos pré-seleccionados.

A tecnologia foi apresentada durante a Convenção das Nações Unidas sobre Armas Convencionais em Genebra, na Suíça, na última 6a (17.nov). O vídeo é parte de uma campanha para banir armas que funcionam sem o controle de um ser humano.

“Suas crianças provavelmente possuem um desses em casa, certo?“, diz o narrador no começo da apresentação.

O protótipo teria estimulos reflexivos 100 vezes mais rápidos em relação ao humano, com câmaras de reconhecimento facial e explosivos agregados.

“Essa pequena carga é suficiente para penetrar o crânio e destruir seu conteúdo“. Além do teste, imagens que simulam uso da arma na realidade também foram apresentadas.

O embaixador indiano para o desarmamento, Amandeep Gill, disse que os humanos “ainda estão no comando das máquinas“. Gill foi o responsável por presidir o encontro e reafirmou que deve haver cautela ao romantizar ou dramatizar a produção mundial de armamentos.

Assista ao vídeo viral:


Fonte; PODER360

terça-feira, 14 de abril de 2020

Edward Snowden: O Covid-19 é um Pretexto Para Aumentar os Poderes Invasivos do Estado


Edward Snowden, o homem que expôs a imensa máquina de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), alertou que um aumento na vigilância em relação à crise do coronavírus pode levar a restrições severas das liberdades civis no futuro.

Durante uma entrevista em vídeo-conferência para o Festival de Documentários de Copenhaga, Snowden disse que, novos poderes introduzidos pelos Estados para combater o surto de covid-19 podem permanecer em vigor depois da crise passar.

“Eu acho crucial ter em mente a perspectiva de que numa sociedade livre um vírus é perigoso mas a destruição de direitos é fatal. É algo permanente que não voltamos a ter. Se temos um direito pelo qual fizemos uma revolução ou se fez um movimento, que demorou 100 anos de esforço para conquista e depois o perdemos num momento de pânico – essa é uma ligação com o 11 de Setembro, onde nasceu o Patriot Act e a vigilância em massa.”

Questionado pelo entrevistador directamente sobre a suspensão temporária de direitos, Snowden foi peremptório respondendo com outra pergunta: “Quando foi a última vez que viste uma suspensão breve das liberdades civis?”, reforçando em seguida a ideia de que o estado de emergência tende a perdurar, por uma certa afeição das autoridades aos novos poderes adquiridos.

Numerosos países europeus, incluindo Itália, Reino Unido e Alemanha, fizeram acordos com empresas de telecomunicações para utilizar dados anónimos para criar mapas de calor virtuais dos movimentos das pessoas.

Israel concedeu aos seus serviços de espionagem poderes de emergência para invadir os telefones dos cidadãos sem um mandado. A Coreia do Sul tem enviado alertas de texto para avisar as pessoas que possam ter estado em contacto com um paciente com coronavírus, incluindo detalhes pessoais como idade e sexo. Singapura está a usar uma aplicação para monitorizar a propagação do covid-19 através do controlo de pessoas que possam ter sido expostas.

Na Polónia, os cidadãos em quarentena têm de descarregar uma aplicação governamental que os obriga a responder a pedidos periódicos. Taiwan introduziu um sistema de “cerca electrónica” que alerta a polícia se os pacientes em quarentena se deslocarem para fora das suas casas.



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