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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Por onde andam os asteroides e cometas e como acompanhar a sua rota?


Há milhares de objetos no sistema solar que se podem cruzar com a rota da Terra e que os cientistas mantêm sob observação. O NEO Coordination Centre tem uma nova ferramenta em 3D que destaca os mais perigosos.

É cada vez mais comum ouvir falar de asteroides que se aproximam da Terra, em rotas mais ou menos perigosas, e o NEO Coordination Centre mantém debaixo de olho milhares de objetos que vagueiam pelo sistema solar. Agora tem uma nova ferramenta de visualização, o OVT - Orbit Visualisation Tool, a primeira de uma série de novos instrumentos criados para a comunidade NEO e que vão integrar o NEO Toolkit.

A ideia da ESA é oferecer aos astrónomos uma forma de melhorar a defesa planetária e o novo OVT atualiza e melhora o anterior portal, com uma experiência onde a nova capacidade gráfica permite aprofundar a observação, com novas formas de visualização de vários objetos próximos da Terra em simultâneo.

O instrumento mais poderoso é a possibilidade de visualização em 3D de órbitas de Kepler ou perturbadas de um ou mais asteroides ou cometas na base de dados do NEOCC. São fornecidas diversas informações e é possível andar para trás no tempo e ver a evolução da sua órbita, mas também calcular para onde se dirigem.

Pode ainda ver a lista completa de objetos considerados próximos da Terra (NEOs) e grupos de objetos de acordo com a lista de prioridades definidas, como Urgente, Necessário, Útil ou de Baixa Prioridade.

Pode ver toda a informação no site do Orbit Visualisation Tool.

Fonte: SapoTek

terça-feira, 25 de outubro de 2022

NASA completa equipa de 16 especialistas para estudar fenómenos OVNI


A agência espacial vai realizar um estudo para mostrar como os dados podem ser utilizados para investigar ocorrências de objetos voadores não identificados.

Pode não significar a visita de extraterrestres à Terra, mas os fenómenos de avistamento de objetos voadores não identificados (OVNI) são registados há muitas décadas. A NASA anunciou a composição de uma equipa, composta por 16 especialistas, para estudar estes fenómenos, sempre que haja avistamentos. Trata-se de uma equipa independentemente que se vai focar a estudar os OVNIs e que começa hoje oficialmente as suas operações.

“Observações de eventos no céu que não possam ser identificados como aparelhos voadores ou fenómenos naturais conhecidos passam a ser categorizados como UAP (Unidentified Aerial Phenomena). A equipa vai realizar um estudo durante os próximos nove meses, para construir os alicerces para futuras investigações assente em dados para a NASA e outras organizações. A função da equipa é identificar como os dados recolhidos pelas entidades governamentais civis, dados comerciais e de outras fontes podem ser potencialmente utilizados em análises de UAP. Vai ser estabelecido a recomendação de um roadmap para potenciais analises de dados a ser utilizado pela agência a partir de agora.

A NASA salienta que o estudo vai ser focado apenas em dados desclassificados e prevê apresentar o resultado das descobertas da equipa aberto ao público em meados de 2023. “Explorar o desconhecido no espaço e na atmosfera está no coração daquilo que somos na NASA”, disse Thomas Zurbuchen, da agência espacial dos Estados Unidos. Acrescenta que compreender os dados que existem à nossa volta sobre fenómenos aéreos não identificados é crítico para desenhar conclusões científicas sobre o que se passa no céu. “Os dados são a linguagem dos cientistas que fazem do inexplicável, explicável”, salienta.

Seja por questões de segurança nacional ou tornar os céus mais seguros, o estudo alinha-se com os objetivos da NASA que é garantir a segurança dos aparelhos voadores.

A equipa independente para conduzir o estudo é liderada por David Spergel, presidente da Simons Foundation e terá à sua responsabilidade cientistas de liderança mundial, especialistas em dados e inteligência artificial, de segurança de aeronáutica, professor de dados científicos e computacionais, especialistas em física e astrofísica, oceanógrafos, entre outras áreas científicas. A lista completa pode ser consultada no blog da NASA.

Embora o estudo possa parecer assunto de filme de ficção científica, a NASA tem outros programas de investigação ativa de origem de vida, evolução e distribuição fora da Terra, tal como o estudo da água de Marte às sondas que procuram pesquisar mundos oceânicos em Titã e Europa. Os caçadores de planetas TESS e Hubble procuram mundos habitáveis, ao passo que o supertelescópio espacial James Webb tenta registar bioassinaturas em atmosferas em torno de outros planetas, tais como oxigénio e dióxido de carbono.

Fonte: SapoTek

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Fez-se história: NASA confirma sucesso da missão de defesa planetária DART


A NASA confirmou esta terça-feira que o satélite conseguiu alterar a trajetória do asteroide, pela primeira vez, empurrando-o para fora da sua órbita.

A missão DART da NASA conseguiu, pela primeira vez, alterar a trajetória do asteroide Dimorphos e empurrá-lo para fora da sua órbita natural.

A informação foi confirmada pela agência norte-americana esta terça feira que, em comunicado, salienta que este acontecimento “marca a primeira vez que a humanidade altera deliberadamente a rota de um objeto celeste e é a primeira demonstração em grande escala da tecnologia de desvio de asteroides”.

“Todos temos a responsabilidade de proteger o nosso planeta de origem. Afinal, é o único que temos”, notou Bill Nelson, administrador da NASA.

“Esta missão mostra que a NASA está a tentar preparar-se para qualquer coisa que o universo nos traga. Na NASA temos demonstrado que levamos a sério o nosso papel como defensores do planeta. Este é um momento decisivo para a defesa do planeta e para toda a humanidade, o que demonstra o compromisso da equipa excecional da NASA e dos seus membros de todo o mundo”, acrescentou Nelson.

O sucesso da missão da NASA vai permitir aos astrónomos “avaliar melhor se uma missão como a de DART poderia ser utilizada no futuro para proteger a Terra de uma colisão com um asteroide”, explicou Lori Glaze, diretora da Divisão de Ciências Planetárias da NASA, citada pelo Observador.

A colisão entre o satélite e o asteroide aconteceu a 26 de setembro deste ano e, desde então, “o astrónomos têm estado a utilizar telescópios terrestres para saber há quanto tempo mudou essa órbita”.

A confirmação de sucesso surgiu esta terça-feira, com uma margem de erro de, aproximadamente, dois minutos. É então possível dizer que a órbita do asteroide Dimorphos foi reduzida de 11 horas e 55 minutos para 11 horas e 23 minutos.

 Fonte: ZAP

terça-feira, 27 de setembro de 2022

“Kamikaze” da NASA colidiu com sucesso contra asteroide Dimorphos


A missão DART da NASA foi um aparente sucesso. A agência espacial conseguiu que a sua sonda colidisse com o asteroide Dimorphos.

Esta segunda-feira, a missão DART da NASA culminou com a colisão de uma sonda contra um asteroide. O impacto aconteceu com o asteroide Dimorphos, a 11 milhões de quilómetros da Terra, às 00h14 desta terça-feira.

A missão queria provar que uma nave espacial pode navegar autonomamente para um asteroide e colidir intencionalmente com ele.

Na transmissão em direto da agência espacial norte-americana é possível ver o feito a ser celebrado pela equipa a cargo da missão. A câmara da sonda foi mostrando um fundo preto com um ponto branco, que correspondia ao sistema de asteroides a aproximar-se.

Apesar do aparente sucesso da missão, só entre 2024 e 2026 é que se saberá efetivamente se o “impacto cinético” funciona e se a nave espacial conseguiu alterar a rota do asteroide.

Se a missão tiver sido bem-sucedida, uma órbita completa de Dimorphos em torno de Didymos vai demorar menos 10 minutos do que o habitual: 11 horas e 45 minutos.

Este foi o primeiro teste de defesa planetário levado a cabo pela NASA. O asteroide não representava um perigo para a Terra, mas o sucesso da missão mostrou que estamos preparados para redirecionar potenciais perigos.

O DART viajava a mais de 22.500 km por hora quando atingiu o asteroide, naquilo que tem foi uma das experiências cientificas mais complexas de todos os tempos.

Dimorphos e Didymos são um sistema binário de asteroides, sendo Dimorphos uma “lua” de Didymos. A pequena lua orbita o asteroide maior, e vai passar entre o asteroide maior e a Terra.

Fonte: ZAP

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

James Webb mostra Galáxia Cartwheel com pormenorização inédita


A NASA e a equipa do James Webb partilham uma nova imagem proveniente dos instrumentos do telescópio que mostra com grande detalhe a Galáxia Cartwheel

ANIRCam (de Near Infrared Camera) do Telescópio James Webb permtiu-lhe ver além das poeiras que obscurecem a Galáxia Cartwheel e mostrar mais detalhes sobre a formação das estrelas e o buraco negro no seu centro. A galáxia em questão localiza-se a 500 milhões de anos-luz da Terra e já tinha sido observada anteriormente, mas o Hubble e outros aparelhos ‘ficavam-se’ por esta camada de poeiras.

Já o James Webb conseguiu, com a NIRCam e com o MIRI obter imagens que, combinadas, ilustram com grande detalhe a formação estelar. Os dados da NIRCam têm uma predominância de tons azuis, laranja e amarelos, enquanto o MIRI fornece imagens mais avermelhadas. A NASA explica que os pontos vermelhos são estrelas individuais ou que estão em formação ainda e que as imagens da NIRCam permitem distinguir entre poeiras e formações de estrelas mais antigas de outros volumes associados a populações de estrelas mais novas, avança o Engadget. Já as imagens do MIRI permitem analisar melhor a composição das poeiras, identificando regiões ricas em hidrocarbono e outros compostos químicos.

A Galáxia Cartwheel formou-se depois da colisão de uma grande galáxia espiral e outra mais pequena, tem dois anéis, com o exterior a estar a expandir-se desde a colisão, há 440 milhões de anos.

Leia mais sobre esta imagem e sobre o Telescópio na página oficial da missão.

Fonte: EI

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Se a órbita de Neptuno alterar 0,1% destruirá o nosso sistema solar


Um estudo recente veio trazer-nos uma possível e catastrófica realidade. Segundo os resultados do trabalho, se uma estrela ao passar pelo nosso sistema solar movesse a órbita de Neptuno em apenas 0,1%, isso poderia eventualmente fazer com que os outros planetas colidissem uns com os outros ou fossem totalmente expulsos do sistema solar.

Calma, não se preocupe – isso não acontecerá na nossa vida, de acordo com o resultado da investigação.

Se uma estrela vizinha se aproximar demais do nosso sistema solar, pode levá-lo a um pandemónio. Simulações sugerem que uma estrela que sobrevoasse só precisaria empurrar a posição de Neptuno em três vezes a distância entre a Terra e o Sol para fazer com que os planetas ficassem descontrolados.

Pode parecer óbvio que qualquer mudança significativa na posição de um planeta possa ter um grande efeito no nosso sistema solar, mas as novas simulações sugerem que isso pode mesmo destruir o sistema solar.

Investigadores da Universidade de Toronto, Canadá, criaram milhares de simulações e chegaram a um número que nos diz o quão perto uma estrela poderá passar para ter influência tremenda quer num determinado planeta, quer mesmo em todo o nosso sistema solar.

Assim como a gravidade do sol pode influenciar objetos realmente distantes, como os cometas, e estes podem estar muito longe do Sol, continuam a orbitar o Sol por causa da forte gravidade da própria estrela. Uma estrela passageira pode influenciar objetos no sistema solar. Por isso, o nosso estudo foi para tentar compreender quão sensível seria a estabilidade do sistema solar ser influenciada por estrelas passageiras.

Disse Garett Brown, estudante de doutoramento na Universidade de Toronto e co-autor do estudo.


Neptuno pode arruinar tudo

Neste estudo recente, os investigadores criaram quase 3.000 simulações onde mostram qual é a menor quantidade de influência necessária para potencialmente criar enormes mudanças no nosso próprio sistema solar. Na verdade, não é preciso grande coisa!

Conforme refere Brown, apenas as estrelas foram consideradas como sobrevoos estelares nas suas simulações - estrelas que são 100 vezes maiores do que o nosso Sol, o que é raro. Também simularam sobrevoos com estrelas anãs vermelhas mais pequenas, que são cerca de 5% do tamanho do nosso Sol, mas são 100 vezes mais pesadas do que Júpiter.

Numa das simulações descobriu que se uma "mosca voadora" passasse por cá amanhã e puxasse Neptuno para fora da sua órbita apenas por 0,1%, poderia haver consequências catastróficas para Mercúrio e Vénus.

Fizemos as simulações até que Mercúrio colidiu com Vénus, entre outras coisas, e paramos. Então, Mercúrio pode colidir com Vénus e é isso, nada mais acontece.

Referiu Brown.

O resultado específico é que se mover Neptuno numa quantidade relativamente pequena, então ao longo da vida útil do sistema solar, a probabilidade de instabilidade aumentaria 10 vezes. O que parece muito novamente, mas se tomarmos o sistema solar como ele é hoje, completamente isolado do resto do universo, há cerca de 1% de hipótese de Mercúrio colidir com Vénus.

O sistema solar é caótico, é difícil prever o futuro do sistema solar para além de mil milhões de anos, mas dentro de cerca de 5 mil milhões de anos, há cerca de 1% de probabilidade de Mercúrio poder colidir com Vénus. Assim, se uma estrela passar e mover Neptuno nesta pequena quantidade, então em vez de 1% de probabilidade de Mercúrio cair em Vénus, então passaria a haver uma probabilidade de 10%.

Explicou o investigador.

Mas porquê Neptuno?

De acordo com a investigação, a resposta é bem simples: Neptuno é o mais distante, portanto, tem uma hipótese maior de ser influenciado por um sobrevoo estelar. Claro, o estudo levanta o véu de um evento celestial que tem uma probabilidade muito pequena de acontecer. Na verdade é tão pequena que nenhum de nós, dos nossos netos e mesmo bisnetos, estaremos vivos para vê-lo – mas as hipóteses não são zero.

Certamente não é nada para se temer porque o tempo envolvido é tão, tão longo. Tipo, os dinossauros morreram há 65 milhões de anos e isso é tão, tão curto comparado ao tempo que levaria para um evento como esse acontecer.

Concluiu Brown.

Interessante foi a opinião do investigador sobre um acontecimento que nos possa preocupar num futuro mais próximo. Para ele, os humanos deveriam preocupar-se com apagão do Sol. Contudo, novamente, isso só acontecerá daqui a cinco mil milhões de anos!

Fonte: Pplware

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Concept. Investigadores criam colónia espacial com gravidade artificial


A The Glass apresenta uma estrutura em forma de um cilindro.

Um grupo de investigadores da Universidade de Quioto e da empresa de construções Kajima desenvolveu o ‘concept’ de uma estrutura que permitirá viver em outros planetas além da Terra, como é o caso de Marte.

Este ‘concept’ recebeu o nome de The Glass e apresenta a forma de um cilindro com todo o tipo de áreas para tornar a vida dos colonos espaciais o mais confortável possível - com áreas verdes, zonas de água e até transporte público.

Como conta o DesignBoom, A equipa notou que os habitantes desta estrutura poderão desfrutar de gravidade artificial, o que eliminaria grande parte dos potenciais problemas de saúde que a comunidade científica tem identificado como obstáculos à vida fora da Terra.

“Temos a visão de um futuro em que a espécie humana fará da migração entre a Lua e Marte uma realidade na segunda metade do século XXI”, pode ler-se no comunicado da equipa de investigação. “Considerámos uma instalação com gravidade artificial que consiga gerar gravidade equivalente ao ambiente global, usando força centrífuga da rotação do Espaço e da superfície da Lua e de Marte, tornando-se tecnologia nuclear para os seres humanos avançarem para o Espaço”.

Abaixo pode ver um vídeo explicativo sobre o The Glass e, na galeria acima, algumas imagens do projeto.


Fonte: NM

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Manchas ‘gigantes’ no Sol levantam receios de tempestades solares destrutivas


Filamentos magnéticos na superfície solar podem depois causar ‘apagões’ e problemas com tecnologia na Terra.

O Sol tem apresentado um número crescente de ‘manchas solares’ bem como outras "estruturas" na sua superfície, segundo mostram as últimas imagens e investigação. Segundo escreve o Independent, estas ‘manchas solares’ – fenómenos astronómicos consistem no aparecimento de manchas causadas por uma concentração de fluxos magnéticos – estão debaixo de olhos dos astrónomos já que há risco de que estas estruturas filamentares lancem detritos contra a Terra, com efeitos destrutivos.

As ‘manchas solares’ podem causar erupções solares e manifestar-se em tempestades solares, não havendo, para já, indicação de quais as zonas do Sol que estão em maior risco de se tornarem local de erupção solar.

Segundo alguns investigadores, o desenvolvimento destas ‘manchas solares’ podem causar desequilíbrios magnéticos e causar apagões elétricos, bem como problemas em vários equipamentos, como satélites, GPS e até na distribuição elétrica na Terra. As manchas detetadas e que mais preocupam os cientistas estão precisamente voltadas para a superfície Terrestre.

A maior mancha detetada, que dá pelo nome de AR3055, tem mais de 100 mil quilómetros de diâmetro. Ainda não é claro como ocorre a formação destas zonas no céu e se, após o seu aparecimento, vão aumentando em dimensão.

Por agora, de acordo com o Centro de Previsão Meteorológica Espacial, da Administração do Oceano e Atmosfera dos EUA, o Espaço apresenta condições meteorológicas estáveis, das quais o único fenómeno de relevância é uma tempestade geomagnética relativamente pequena e que, na pior das hipóteses, caso tenha efeitos na Terra, pode causar pequenas flutuações nas grelhas de distribuição de eletricidade, pequenos impactos no funcionamento de satélites afetar o padrão migratório de alguns animais e ao aparecimento de auroras boreais.

Fonte: CM

terça-feira, 12 de julho de 2022

Asteroide do tamanho de um autocarro “roçou” a Terra de surpresa e os cientistas deixam alerta para o perigo da situação


O 2022 NF apareceu “do nada” nos radares quando faltavam poucos dias para a sua passagem pela Terra. Desta vez não houve perigo, mas a surpresa deixou a comunidade científica desconfortável com a possibilidade da situação se repetir com um asteroide de maior perigo.

Um corpo celeste do tamanho de um autocarro roçou recentemente a Terra, quase de surpresa. Desconhecido até 4 de julho último, quando apareceu do nada nos ecrãs do sistema Pan-STARRS de deteção de objetos próximos, o 2022 NF - como foi denominado - não é considerado um "asteroide potencialmente perigoso", mas a situação vem reforçar a necessidade de investir na defesa planetária.

O pequeno asteroide, com cerca de 12,5 metros de comprimento e 5,5 metros de largura, passou a apenas 90 mil quilómetros da Terra, aproximadamente 23% da distância e entre o planeta azul e a Lua, no passado dia 8 de julho.


À partida, o 2022 NF não seria capaz de causar grandes níveis de destruição, mas já sabemos que o tamanho não é a única coisa que importa entre estes corpos celestes, e podia ter existido prejuízo consoante o local onde impactasse.

Por outro lado, estão identificados objetos celestes próximos, esses sim, de facto capazes de causar danos elevados - em várias “frentes” - se atingirem a Terra.

Face ao risco que os asteroides de maior dimensão representam, estão a ser desenvolvidas estratégias de defesa como a DART, que une a NASA e a ESA na intenção de desviar quaisquer asteroides em rota de colisão com a Terra. Por enquanto o alvo é Dimorphos.

A China também está a preparar um novo sistema de defesa planetário que deve incluir uma missão espacial para desviar a rota de um asteroide próximo da Terra. O asteroide em questão ainda não foi escolhido, mas a missão deve ser operacionalizada nos próximos quatro anos.

Fonte: TekSapo

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Júpiter foi atingido por algo tão grande que provocou a maior explosão deste século


Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa, e é o quinto mais próximo do Sol. Está a uma distância média da Terra de 628.000.000 km. Portanto, está perto, astronomicamente falando, e acessível aos vários instrumentos humanos que o estudam. Tal proximidade permitiu perceber que foi atingido por algo tão grande que provocou a maior explosão e o maior clarão registado da Terra dos últimos 28 anos.

Segundo os cientistas, esta explosão em Júpiter terá a força equivalente a 2 milhões de toneladas de TNT. Apesar do impacto ter acontecido há algum tempo, só agora se conheceram mais detalhes deste fenómeno.

No final do ano passado, Júpiter foi "bombardeado" com várias rochas espaciais e algumas provocaram clarões enormes assinalando colossais explosões. Em setembro, a lente do fotógrafo espacial brasileiro José Luís Pereira mostrou o impacto de um asteroide gelado no planeta. As imagens correram mundo.

Contudo, no mês seguinte, uma rocha espacial atingiu a "superfície" gasosa de Júpiter e o impacto dessa colisão, que pode ter sido a maior em 28 anos, foi tão forte que observadores aqui da Terra conseguiram captar o fenómeno.


Explosão de 1994 deixou cicatrizes em Júpiter

De acordo com a Universidade de Kyoto, no Japão, este impacto foi o maior registo de explosão em Júpiter desde 1994. É importante referir que nesse ano, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 colidiu com o gigante planeta causou uma explosão equivalente a 300 milhões de bombas atómicas e deixou marcas na atmosfera de Júpiter.

Segundo a NASA, após este impacto dos anos 90, apareceram na atmosfera do planeta manchas escuras e aneladas. Com o passar dos anos os astrónomos deram conta que estas manchas desvaneceram e acabaram por desaparecer apagadas pelos ventos de Júpiter.

A maior explosão do século em Júpiter

A colisão aconteceu no dia 15 de outubro de 2021, e foi observada pelo instrumento PONCOTS (Planetary Observation Camera for Optical Transient Surveys), que é operado pela Universidade de Kyoto no Japão.


Após os dados recolhidos, a universidade descreveu o fenómeno num estudo, que ainda não foi revisto por pares. Nesse documento, é descrito que a rocha tinha uma massa de cerca de 4,1 milhões de kg e entre 15 a 30 metros de diâmetro (Não tão grande na proporção, mas com velocidade suficiente para aquecer até 8.000 °C), o suficiente para libertar uma energia de impacto equivalente ao meteorito Tunguska, que atingiu a Terra em 1908, mais especificamente na Sibéria, Rússia.

Até hoje, esse está classificado como "o maior impacto cósmico testemunhado" pela humanidade moderna.

O escudo confiável do sistema solar

Vários corpos celestes geralmente caem em Júpiter. Os astrónomos observam estes eventos na forma de flashes na faixa ótica. Acredita-se que a principal fonte de colisões de Júpiter seja um grupo de cometas de curto período perto da órbita do gigante gasoso.

Desde 2010, os astrónomos registaram seis explosões brilhantes de impactos, que, juntamente com uma nova de 2021, ajudaram os cientistas a melhorar as estimativas da frequência de tais eventos em Júpiter.

Em geral, Júpiter é um escudo confiável para os planetas do sistema solar interno. A sua enorme gravidade salva-nos, atraindo a maioria dos asteroides e cometas perigosos, que sem o nosso planeta gigante, poderiam colidir com a Terra.

Fonte: Pplware

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Quatro civilizações alienígenas ‘maliciosas’ poderiam atacar a Terra, diz investigador


Por várias vezes foi dito que é muito egoísmos da parte dos humanos pensar que estão sozinhos neste vasto Universo. Até porque a própria Via Láctea está repleta de propriedades habitáveis, com cerca de metade de todas as estrelas semelhantes ao sol a hospedarem mundos do tamanho da Terra, mundos que podem suster vida. Há mais de 300 milhões de mundos com condições semelhantes às da Terra. Então, qual será a chance de haver outras civilizações e algumas serem mesmo perigosas ao ponto de existir a ameaça de atacarem e invadirem a Terra?

Alberto Caballero, estudante do doutoramento em resolução de conflitos na Universidade de Vigo, estima que existam quatro civilizações extraterrestres malignas na nossa galáxia.

Primeiro: acreditar que existem civilizações alienígenas

Um investigador afirmou que podem existir quatro civilizações extraterrestres na Via Láctea com possibilidade de atacarem ou invadirem o planeta Terra. Como noticiado pela Vice News, Alberto Caballero, que é estudante de doutoramento na Universidade de Vigo em Espanha, estimou a prevalência de civilizações "extraterrestres maliciosas".

No artigo intitulado "Estimando a Prevalência de Civilizações Extraterrestres Maliciosas", Caballero tentou fornecer uma estimativa da prevalência de civilizações extraterrestres hostis. Embora, admita que existem "algumas limitações".

Caballero observou que a estimativa se baseia na "história mundial de invasões no século passado, nas capacidades militares dos países envolvidos, e na taxa de crescimento global do consumo de energia".

Na sua investigação, ainda não revista pelos pares, publicada na revista Arxiv, Caballero afirmou que os limites superiores dos desvios padrão são utilizados para obter a "probabilidade estimada de invasão extraterrestre" por uma civilização cujo planeta enviámos uma mensagem.

O investigador afirmou ainda que os resultados mostram que tal probabilidade é de "duas ordens de magnitude inferior à probabilidade de impacto de um asteroide assassino de um planeta".

Segundo: acreditar que podemos comunicar com as civilizações alienígenas

Os cientistas estão a planear enviar uma mensagem (METI, ou "Messaging Extraterrestrial Intelligence") para a chamada civilização alienígena. Embora não haja provas definitivas, o governo dos EUA está a levar a sério os crescentes sinais de vida extraterrestre.

No entanto, como aviso aos cientistas, Caballero afirmou no seu artigo que as descobertas poderiam servir de ponto de partida para um debate internacional sobre o envio das primeiras mensagens de rádio interestelares sérias para planetas potencialmente habitáveis nas proximidades.

Fiz o papel baseado apenas na vida tal como a conhecemos. Não conhecemos a mente dos extraterrestres. Uma civilização extraterrestre pode ter um cérebro com uma composição química diferente e pode não ter empatia ou pode ter mais comportamentos psicopatológicos.

Encontrei esta maneira de fazer [o estudo], que tem limitações porque não conhecemos a mente de como seriam os alienígenas.

Disse Caballero à Vice.

Terceiro: acreditar que a Terra é um alvo de ataque malicioso

No seu artigo, escreveu que tal evento tem lugar uma vez a cada 100 milhões de anos. Caballero pesquisou as "invasões" humanas de outros países ao longo dos últimos 50 anos, pois mencionou que fez o papel baseado "apenas na vida tal como a conhecemos".

O relatório observou que ele aplicou os dados por si recolhidos ao número de "exoplanetas" conhecidos na nossa galáxia. Claudio Maccone, um cientista italiano, estimou que existem cerca de 15.785 exoplanetas. Após análise dos dados, Caballero estimou que poderia haver quatro civilizações alienígenas "maliciosas".

Caballero também foi autor de um estudo no Jornal Internacional de Astrobiologia, no início deste mês. Afirmou ter assinalado o "WoW! Signal", detetado pela primeira vez por um radiotelescópio em 1977. Foi uma estranha explosão de energia de rádio de um minuto de duração. De acordo com Caballero, o sinal pode ter tido origem numa estrela semelhante ao Sol a 1.800 anos-luz da Terra.

Segundo a publicação, o sinal foi recebido pela primeira vez pelo telescópio Big Ear na Universidade Estatal de Ohio.

Fonte: Pplware

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Porta misteriosa em Marte não é entrada para casa de extraterrestres


Uma fotografia capturada em Marte e partilhada pela NASA parece mostrar uma porta de entrada no meio do Planeta Vermelho, mas na verdade tem uma explicação mais plausível.

A imagem, captada pelo Curiosity na semana passada, mostra claramente uma fenda retangular na face da rocha e, talvez inevitavelmente, gerou teorias de conspiração que apontam para ela como evidência de vida extraterrestre no Planeta Vermelho.

Quando olhamos para o céu, vemos coisas que não estão realmente lá — quer sejam imagens em constelações, um rosto na lua ou uma “cabana misteriosa” avistada por cientistas chineses, que afinal é apenas uma rocha.

A explicação para a “porta” em Marte é, na verdade, bastante simples, e está na própria fotografia, se olharmos mais de perto, realçam os investigadores.

O formato surgiu através de “processos geológicos normais“, segundo explicou Sanjeev Gupta, professor no Imperial College London, ao The Daily Telegraph.

Uma fenda ou fissura profunda é visível dentro da “porta”, indicando uma fratura na rocha — algo que acontece tanto em Marte como na Terra, e que pode ter ocorrido em qualquer altura, nos últimos cem milhões de anos.

“A fenda é uma fratura e são abundantes em Marte e na Terra — não há necessidade de extraterrestres para elas aparecerem”, acrescenta o também geólogo, que trabalha na missão do Curiosity com a NASA, segundo a Sky News.

“Não há absolutamente nada de estranho na imagem — estes são apenas processos geológicos normais”, sublinha Gupta.

A perspetiva também entra em jogo, com a NASA a explicar que a fissura só parece ser uma porta de tamanho normal por a imagem estar bastante ampliada. A fenda é na realidade uma pequena fenda numa rocha, explicou um porta-voz da NASA.

“Os investigadores da equipa sublinharam quão pequena é” — cerca de 30 centímetros por 45 centímetros — adianta o mesmo porta-voz.

Segundo os especialistas, “há fraturas lineares ao longo deste afloramento, e este é um local onde várias fraturas lineares se intersetam”, acrescenta.

A boa notícia é que o Curiosity continua à procura de vida em Marte, ou pelo menos de sinais de que já existiu vida no Planeta Vermelho.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Humanidade terá de esperar entre dois mil e 400 mil anos para comunicar com extraterrestres, segundo investigadores chineses

Os cientistas basearam-se na quantidade de planetas terrestres que possam ser habitáveis 
e a sua probabilidade em ter uma forma de vida que evolua para uma civilização
Wikimedia Commons

Os dois milénios são o melhor cenário previsto, e os 400 mil anos são a pior hipótese, o que, na prática, poderá significar que o encontro pode nunca acontecer, segundo a Teoria do Juízo Final.

O contacto com uma espécie alienígena avançada, caso esta exista, deverá demorar a ocorrer entre dois mil e 400 mil anos, segundo cálculos apresentados num estudo efetuado por cientistas da Universidade de Pequim. Para desgosto dos fãs de “Star Trek” ou de “Battlestar Galactica”, ainda que os extraterrestres existam, o ser humano poderá nunca conhecer nenhum alien. Isto porque, segundo a Teoria do Juízo Final, as civilizações inteligentes podem estar à partida condenadas por guerras, aniquilações, alterações climáticas e impactos de asteroides no seu planeta.

Enquanto a única civilização inteligente avançada, um dos maiores mistérios para os humanos é se a nossa existência é única”, escreveram os autores do estudo publicado no The Astrophysical Journal, no dia 4 de abril, Wenjie Song e He Gao, que apresentaram uma explicação para a falta de resposta extraterrestre: “A razão para não termos recebido um sinal [de vida] é que o período de vida da comunicação humana não é, atualmente, grande o suficiente.”

Para chegarem às conclusões apresentadas, os cientistas basearam-se em dois parâmetros. O primeiro é a quantidade de planetas terrestres que podem ser habitáveis e a probabilidade que os mesmos tenham uma forma de vida que evolua para uma civilização. O segundo é o período de vida de uma estrela que é exigido para a formação de vida.

Através destas variáveis, os cientistas chegaram então ao intervalo temporal que, na melhor das hipóteses, separa a atual geração tanto de extraterrestres como de Jesus Cristo. Com a Teoria do Juízo Final, a civilização humana pode, como já foi referido, nunca entrar em contacto com vida alienígena. Os autores do estudo vão mais longe e não descartam a hipótese de que nenhuma das 111 possíveis civilizações na Via Láctea — a quantidade estimada no pior cenário, sendo que no melhor serão 42 mil civilizações — se cruzem algum dia, cada uma destinada a desaparecer antes de conhecer a outra.

Diogo Paredes

Fonte: Observador

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Astrónomos encontram gigantes vermelhas “em miniatura”. Sofreram uma dramática perda de peso


Uma equipa de astrónomos encontrou, pela primeira vez, um tipo de estrela gigante vermelha que sofreu uma dramática perda de peso.

Os astrónomos já suspeitavam da existência de gigantes vermelhas – estrelas no fim do ciclo de evolução estelar – “em miniatura” e, recentemente, conseguiram confirmar a sua existência.

“Fomos extremamente sortudos em encontrar cerca de 40 gigantes vermelhas ‘em miniatura’, escondidas num mar de estrelas normais”, disse Yaguang Li, autor principal do estudo, citado pelo EurekAlert.

A equipa da Universidade de Sidney conseguiu este feito depois de ter analisado dados de arquivo do telescópio espacial Kepler, que deixou de estar em funcionamento em 2018.

Durante o seu período de operação, o observatório ficou apontado para a constelação Cygnus, recolhendo medidas da variação de brilho em dezenas de milhares de estrelas gigantes vermelhas.

Para determinar as propriedades, os autores trabalharam com a asterosismologia, o estudo das vibrações estelares. As ondas de rádio revelam informações que vão além da temperatura da superfície e luminosidade das estrelas.

“As ondas penetram o interior estelar e dão-nos informações sobre outra dimensão”, explicou Li, acrescentando que a equipa conseguiu, assim, determinar as etapas evolutivas, massas e tamanho das estrelas. Contudo, durante a investigação, encontraram algo estranho: duas delas eram de tipos diferentes do comum.

Um desses tipos incluía gigantes vermelhas com até 0,7 massa solar. Considerando o tamanho típico de uma gigante vermelha, que pode chegar a 8 massas solares, os cientistas acreditam haver duas possíveis explicações para este reduzido tamanho: a gradual perda de massa (que seria impossível, já que o processo levaria muito tempo), ou um vizinho (provavelmente, uma anã branca) a roubar a massa da vizinha.

Já o segundo tipo identificado envolvia estrelas com massa e brilho menores do que o apresentado pelos modelos dos cientistas.

Estas estrelas são extremamente raras (só foram encontradas sete) e a falta de explicação para a perda de massa por processos físicos normais levou os astrónomos a concluir que deve haver alguma companhia oculta a roubar a massa das estrelas.

O artigo científico foi publicado, no dia 14 de abril, na Nature Astronomy.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 31 de março de 2022

Amanhã o asteroide FF1 2007 passará próximo da Terra — e não, não é mentira


Cientistas realçam dimensões pequenas do objeto do ponto de vista astronómico: 260 metros de diâmetro. Pela sua órbita em torno do sol, integra a classe Apollo.

O próximo dia das mentiras, celebrado a 1 de abril, vai ficar marcado no mundo da astronomia pela passagem pela Terra de um asteroide relativamente mais pequeno que a média, não eliminando, ainda assim, os receios de uma hipotética colisão. Na mente dos cientistas permanecem os relatos históricos que de eventos semelhantes, no passado, que causaram a extinção de múltiplas espécies e habitats. Apesar de toda a tecnologia de monitorização dos céus existente atualmente, não se pode desconsiderar por completo uma colisão.

O asteroide em causa foi primeiramente descoberto em 2007 e tem cerca de 260 metros de diâmetro. Batizado FF1 2007, o asteroide está a deslocar-se a quase 18 mil quilómetros por segundo, durante a sua órbita em torno do sol. Faz, por isso, parte do grupo de asteroides da classe Apollo.

O Interesting Engineering, que cita informações da base de dados SpaceReferenece, aponta que o FF1 2007 terá no próximo dia 1 de abril a sua maior aproximação à Terra durante o nosso período de vida: a cerca de 7.402982 quilómetros. Como o asteroide tem mais de 140 metros e ultrapassa a marca definida pelos astrónomos, foi classificado como “potencialmente perigoso”.

De acordo com as previsões do SpaceReferenece, o corpo deve passar a 28968192 quilómetros de distância. Apesar dw estas ainda serem enormes, em termos astronómicos são relativamente pequenas e devem ser considerados erros de cálculos ou interações com outros objetos espaciais afastem o asteroide da rota prevista.

Para se chegar à última vez que um asteroide embateu com a Terra, causando mudanças no planeta, é preciso recuar alguns milhões de anos. No entanto, para se encontrar a última entrada deste tipo de agente na atmosfera da Terra basta lembrar-nos do último ano, quando um meteorito iluminou os céus da Noruega.

Fonte: ZAP

sexta-feira, 4 de março de 2022

James Webb vai estudar um sistema com sete planetas semelhantes à Terra


Há cinco anos foi descoberto um sistema planetário singular, ao qual foi dado o nome de TRAPPIST-1. Agora, o Telescópio Espacial James Webb será direcionado para ele, por forma a estudar os sete planetas e perceber se poderiam acolher vida extraterrestre.

Este sistema planetário é um dos mais estudados depois do nosso próprio Sistema Solar.

O Telescópio Espacial James Webb será mais um par de olhos dos cientistas no espaço. Estes esperam descobrir, com a ajuda do objeto da NASA, se estamos, ou não, sozinhos no Universo. O telescópio dirigir-se-á a um sistema planetário singular que foi descoberto há cinco anos, através de telescópios na Terra e no espaço, e ao qual foi dado o nome de TRAPPIST-1.

A estrela anã vermelha chamada TRAPPIST-1 é orbitada por um conjunto de sete exoplanetas semelhantes à Terra e, por isso, o sistema é um alvo curioso para o James Webb.

Que tipos de planetas poderiam hospedar vida extraterrestre? O Telescópio Espacial James Webb ajudará a abordar esta questão, olhando para o TRAPPIST-1, um sistema de sete planetas rochosos que orbitam uma estrela frágil.

Disse a NASA.

Localizados a quase 235 biliões de quilómetros de nós, esses sete planetas têm potencial para albergar água. Aliás um estudo mais aprofundado sugeriu que alguns poderiam reservar muito mais água do que os oceanos da Terra, sob a forma de vapor para os planetas mais próximos da sua estrela, água líquida para os centrais, e gelo para os mais afastados.


Um estudo levado a cabo em 2021 revelou que é possível que os planetas do sistema TRAPPIST-1 sejam constituídos por elementos semelhantes, embora diferentes da Terra. Ou seja, eles serão planetas rochosos, compostos por ferro, oxigénio, magnésio e silício. Além disso, a NASA já havia mencionado que três desses sete planetas estão localizados na zona habitável do sistema.

Irá o James Webb descobrir outras Terras?

O Telescópio Espacial James Webb procurará sinais de atmosferas nos planetas, dando especial atenção ao quarto, o TRAPPIST-1e. Isto, porque a NASA revelou que este está mesmo no meio daquilo a que os cientistas chamam de zona habitável. Isto é, está à distância ideal da sua estrela para permitir água líquida na superfície.

Embora o Telescópio Espacial Hubble não tivesse a capacidade de determinar se os planetas possuem atmosferas potencialmente habitáveis, as suas avaliações acrescentaram informação sobre a habitabilidade.

A esperança é que vejamos dióxido de carbono, uma característica realmente forte, mesmo no comprimento de onda [detetável pelo] Webb. Assim que soubermos onde há pequenas coisas a atingir o pico acima do ruído, podemos voltar atrás e fazer um olhar de resolução muito superior nessa área.

Disse Nikole Lewis, uma cientista planetária da Cornell University.

Fonte: Pplware

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Monstro do Espaço. Astrónomos encontram a maior galáxia já conhecida


A cerca de 3 mil milhões de anos-luz de distância está Alcyoneus, uma gigantesca radiogaláxia com 16,3 milhões de anos-luz de comprimento – a maior estrutura conhecida de origem galáctica.

As radiogaláxias são um mistério do Universo: muito luminosas no comprimento de onda de rádio, formadas por uma galáxia hospedeira (um aglomerado de estrelas a orbitar um núcleo galáctico, formado por um buraco negro supermassivo), jatos colossais e lóbulos que irrompem do centro.

Os astrónomos acreditam que os jatos têm origem no buraco negro supermassivo e que podem viajar por enormes distâncias antes de se dividirem em lóbulos emissores de ondas de rádio.

Quando interagem com o meio, estes jatos e lóbulos atuam como um acelerador de partículas para acelerar os eletrões que produzem emissão de rádio.

Segundo o Science Alert, não há grandes novidades neste processo, até porque a Via Láctea também tem lóbulos de rádio. O que intriga os astrónomos é o facto de não saberem o motivo de algumas galáxias terem lóbulos gigantescos, que alcançam a escala dos megaparsecs.

Nestes casos, são chamadas de “radiogaláxias gigantes”, e as mais extremas podem ajudar a explicar este crescimento tão intenso.

A equipa acredita que se houver galáxias hospedeiras com características importantes para o crescimento das radiogaláxias, as hospedeiras das maiores possuem, muito provavelmente, estas características.

Alcyoneus

Os cientistas decidiram procurar estes objetos em dados recolhidos pelo radiotelescópio LOw Frequency ARray (LOFAR) e processados para remover emissões de rádio que pudessem interferir com as deteções dos lóbulos.

Foi ao analisar as imagens resultantes que os astrónomos descobriram o “monstro” Alcyoneus: “Descobrimos o que é, em projeção, a maior estrutura formada por uma única galáxia – uma gigantesca radiogaláxia com um comprimento projetado adequado de, 4,99 ± 0,04 megaparsecs”.

Trata-se de uma galáxia elíptica, com cerca de 240 mil milhões de vezes a massa do Sol e que guarda um buraco negro supermassivo de 400 milhões de massas solares no seu interior.

Alcyoneus e a sua anfitriã têm massa estelar e um buraco negro supermassivo mais pequenos do que os das radiogaláxias gigantes médias, pelo que ambas são estranhamente comuns.

“Alcyoneus e o seu hospedeiro são suspeitamente vulgares: a densidade total de luminosidade de baixa frequência, a massa estelar e a massa do buraco negro supermassivo são todas inferiores, embora semelhantes, às das radiogaláxias gigantes mediais”, escreveram os investigadores, no artigo científico disponível no arXiv.

As galáxias massivas ou os buracos negros supermassivos no interior não vão, necessariamente, dar origem a objetos gigantes. Por isso, a equipa sugere que Alcyoneus esteja numa região do Espaço de menor densidade, o que poderia permitir sua expansão.

Ainda assim, pode haver outras interações relacionadas a este processo de crescimento. Certo é que os autores acreditam que Alcyoneus continua a crescer.

Fonte:  ZAP

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

NASA expande sistema de telescópios e agora consegue rastrear asteroides por todo o céu


O complexo sistema operado pelo Instituto para Astronomia (IfA, na sigla em inglês) da Universidade do Havai, nos Estados Unidos, recebeu a ajuda de dois novos telescópios no Hemisfério Sul.

Chamado Sistema de Último Alerta de Impacto Terrestre de Asteroide (ATLAS, na sigla em inglês) o aparelho era formado por dois telescópios no Havai, no Hemisfério Norte, e agora o total chegou a quatro, com a adição de estruturas no Chile, no observatório El Sauce, e na África do Sul, na Estação de Observação de Sutherland.

"Um asteroide que vai chocar com a Terra pode chegar a qualquer momento e de qualquer direção, por isso o ATLAS monitoriza todo o céu, todo o tempo", disse o investigador chefe do ATLAS, John Tonry, em entrevista ao Phys.org.

Com o término das obras e testes operacionais nos telescópios do Hemisfério Sul, agora o sistema ATLAS consegue rastrear todo o céu a cada 24 horas. A chegada dos dois novos telescópios possibilita que o sistema monitoriza o céu enquanto faz dia no Havai. O ATLAS é o primeiro sistema no mundo capaz de fazer uma monitorização completa do céu em apenas um dia.

O ministro Blade Nzimande saudou a chegada do novo telescópio de rastreio de asteroides na África do Sul, parte do projeto ATLAS financiado pela NASA. ATLAS-Sutherland já detectou dois novos asteroides!

A partir de agora o ATLAS consegue detectar asteroides com diâmetro de 20 metros, o suficiente para destruir uma cidade, com 24 horas de antecedência. Já asteroides maiores, com diâmetro superior a 100 metros, são mais fáceis de detectar e podem ser localizados até três semanas de antecedência.

Segundo os especialistas, a colisão com a Terra de um asteroide de 100 metros causaria uma destruição cerca de dez vezes maior do que a erupção do vulcão Tonga, no oceano Pacífico.

O conjunto de telescópios, com as duas unidades do Havai, está em funcionamento desde 2017 e faz parte dos investimentos da NASA na melhoria do rastreio de objectos perto da Terra (NEO, na sigla em inglês). Até hoje o sistema já detectou mais de 700 asteroides e 60 cometas.

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