18 Outubro 2012 [Opinião]
Os portugueses são de facto uns heróis! Têm um governo que é surdo e cego quanto ao sofrimento dos cidadãos. Um governo que é obstinado nas metas e objectivos que sabe serem impossíveis de cumprir. Um governo que de forma sádica mata a economia do país em nome da obtenção de um déficit que não conseguirá atingir nem agora nem nos próximos dois anos. O governo governa contra os portugueses e a favor dos credores que até reconhecem que se enganaram no modelo que impuseram a Portugal.
Mas, se o governo é como é, pior ainda é o Presidente da República que fala pelo facebook para dizer o que devia ser dito directamente ao Parlamento.
A Presidente do FMI veio a público defender que os programas de ajustamento devem ser diferentes em cada país. Christine Lagarde já tinha dito que o FMI se enganou nos cálculos das medidas que impôs aos países intervencionados e acrescentou que é preciso pôr um travão na austeridade e que a receita não pode ser a mesma em todos os países sob ajuda financeira. Para a líder do FMI, a redução do défice não deve ser mais importante do que o desenvolvimento da economia e considerou que o ritmo do ajustamento financeiro deve ser revisto.
Perante tão espantosa declaração qual foi a reação de Portugal? Silêncio absoluto em vez de acção imediata pedindo uma reunião urgente com a troika para acertar o que está errado no programa de ajuda financeira a Portugal e que foi reconhecido por um dos parceiros do triunvirato. Perante a denúncia que o FMI fez do seu próprio erro, o governo português em vez de agir caucionou o erro pelo seu silêncio e indiferença, porque é teimoso e torna-se em servo de interesses que não os de Portugal e dos Portugueses.
O Presidente Sampaio mandou embora o governo de Santana Lopes por muito menos e enquanto isso, o Presidente Cavaco refugia-se na interpretação que faz dos poderes presidenciais, que são os mesmos que Sampaio tinha, para não agir em relação ao governo que cria instabilidade política e põe em perigo a estabilidade democrática.
Se o Presidente Cavaco Silva não atalhar a tempo as medidas propostas pelo governo, quem estará em causa é o próprio Presidente porque poderemos chegar a uma situação tal em que o povo tenha que mudar através da rua, o que devia ser mudado pelo exercício legítimo do poder democraticamente instituído.
Chegou a hora do Presidente da República agir antes que seja o país a agir por conta própria,
Mas, se o governo é como é, pior ainda é o Presidente da República que fala pelo facebook para dizer o que devia ser dito directamente ao Parlamento.
A Presidente do FMI veio a público defender que os programas de ajustamento devem ser diferentes em cada país. Christine Lagarde já tinha dito que o FMI se enganou nos cálculos das medidas que impôs aos países intervencionados e acrescentou que é preciso pôr um travão na austeridade e que a receita não pode ser a mesma em todos os países sob ajuda financeira. Para a líder do FMI, a redução do défice não deve ser mais importante do que o desenvolvimento da economia e considerou que o ritmo do ajustamento financeiro deve ser revisto.
Perante tão espantosa declaração qual foi a reação de Portugal? Silêncio absoluto em vez de acção imediata pedindo uma reunião urgente com a troika para acertar o que está errado no programa de ajuda financeira a Portugal e que foi reconhecido por um dos parceiros do triunvirato. Perante a denúncia que o FMI fez do seu próprio erro, o governo português em vez de agir caucionou o erro pelo seu silêncio e indiferença, porque é teimoso e torna-se em servo de interesses que não os de Portugal e dos Portugueses.
O Presidente Sampaio mandou embora o governo de Santana Lopes por muito menos e enquanto isso, o Presidente Cavaco refugia-se na interpretação que faz dos poderes presidenciais, que são os mesmos que Sampaio tinha, para não agir em relação ao governo que cria instabilidade política e põe em perigo a estabilidade democrática.
Se o Presidente Cavaco Silva não atalhar a tempo as medidas propostas pelo governo, quem estará em causa é o próprio Presidente porque poderemos chegar a uma situação tal em que o povo tenha que mudar através da rua, o que devia ser mudado pelo exercício legítimo do poder democraticamente instituído.
Chegou a hora do Presidente da República agir antes que seja o país a agir por conta própria,
Autor: Américo Natalino Viveiros
Fonte: Correio dos Açores

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