quarta-feira, 26 de junho de 2013

Arqueólogos descobrem inscrição que aponta para mesquita misteriosa em Israel

Israel

Arqueólogos que trabalhavam na restauração de uma fonte pública com 200 anos de idade em Jaffa descobriram uma inscrição misteriosa do período mameluco indicando a existência de uma mesquita até então desconhecida.
A inscrição em árabe do século XIV, foi encontrada numa laje de mármore transferida de outro local como material de construção para a fonte, situada ao lado da Torre do Relógio Jaffa.
O professor Moshe Sharon, da Universidade hebraica, traduziu a gravura, que descreve uma mesquita requintada construída durante o reinado do soberano mameluco al-Malik a-Din Barquq.
A laje tem duas inscrições paralelas. Grande parte do texto está dentro da parede da fonte, e apenas a parte saliente da mesma pode ser lida.
Barquq, um ex-escravo de extração circassiana, governou de 1382—1389, e novamente 1390—1399.
Os arqueólogos concluíram que uma vez que a laje foi inserida virada para cima, muito acima dos transeuntes, não foi detectada originalmente na fonte. Em vez disso, foi levada para Jaffa de outra cidade.
O problema é que os peritos não têm idéia de onde a placa com a inscrição e mesquita eram originalmente.
Yoav Arbel, da Autoridade de Antiguidades de Israel disse que desde que Jaffa foi destruída, em 1300, e ficou despovoada durante o reinado de Barquq, a mesquita não poderia ter estado em Jaffa.
A maior parte do mármore e da pedra usados na restauração de Jaffa depois da retirada de Napoleão, em 1799, veio das ruínas de Cesareia e Ashkelon, mas "estas cidades foram destruídas pelos mamelucos mais de 100 anos antes do governo de Barquq", disse Arbel. A possibilidade de que uma mesquita extravagante estivesse numa delas não é realista.
A fonte, chamada de "Sabil Suleiman", foi construída em 1810 pelo governador de Jaffa Muhammad Agha, ou "Abu Nabut".
O trabalho de restauração na fonte está sendo realizado pelo município Tel Aviv-Jaffa, o Ministério do Turismo e IAA como parte de um plano plurianual para desenvolver o turismo em Jaffa.
-- Diário Digital / Lusa

Fonte: Voz da Rússia

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