quinta-feira, 29 de agosto de 2013

"Buracos de minhoca" podem possibilitar viagens no tempo


Astrofísico norte-americano apresenta um trabalho com base na teoria geral da relatividade, em que prevê a possibilidade de criar uma 'ponte' entre diferentes pontos temporais.

Haverá conceito mais querido da ficção científica do que viajar no tempo? Desde sempre visto como algo impossível de acontecer na realidade, visitar outras épocas teve sempre, para a cultura popular, um apelo exótico de mundo de fantasia e nada mais. O mesmo não pensa uma parte da comunidade científica.

O astrofísico no "EarthTech International Institute for Advanced Studies", em Austin, nos EUA, publicou um trabalho onde teoriza sobre as hipóteses mais reais que temos de viajar no tempo utilizando "buracos de minhoca" ou "pontes Einstein-Rosen" como também são conhecidos.

Pode parecer um dado surpreendente, mas a verdade é que a possibilidade de viajar no tempo foi reconhecida por Albert Einstein e Nathan Rosen em 1935, quando estes utilizaram a teoria da relatividade para postular a possibilidade de ir para diferentes épocas através de uma 'ponte' no contínuo espácio-temporal. Algo que Eric W. Davis tenta agora comprovar de forma mais assertiva.

De acordo com a teoria da relatividade, o espaço e o tempo têm que ser vistos como juntos e relacionados em função um do outro, pelo que, teoricamente, é possível revisitar outros pontos no tempo visto este ser contínuo. Daí a previsão destes 'portais' que ligam dois pontos temporais diferentes um ao outro, criando um atalho que facilita a viagem no tempo.

"Porque não estamos já a viajar no tempo?", poderão perguntar alguns dos mais entusiasmados enquanto leêm este artigo. Simples: nunca se descobriu nenhum "buraco de minhoca". Apesar de a teoria da relatividade geral de Einstein prever matematicamente a existência destes fenómenos cósmicos, nunca nenhum foi descoberto por cientistas. Uma busca que, para alguns, não esmorece.

Matéria exótica

Eric W. Davis garante que a possibilidade existe de viajar através deste tipo de atalhos, que permitiriam, por exemplo, a uma nave espacial viajar entre dois pontos mais rapidamente que a luz sem, contudo, utlrapassar a velocidade da luz (conhecida como "o limite universal de velocidade"). Uma vantagem que garante condições mais favoráveis de passagem.

"As máquinas do tempo são inevitáveis no domínio espacial e temporal em que nos encontramos", explica Davis no seu trabalho, citado pelo "Live Science". "Contudo, seria necessário um esforço hercúleo para transformar uma destas pontes numa máquina do tempo. Já vai ser complicado o suficiente descobrir um 'buraco de minhoca', afirmou. Tudo, porque assim que a 'ponte' estivesse criada, um dos destinos teria que ser manipulado para se encontrar na posição necessária, de acordo com a teoria geral da relatividade.

Outras teorias existem de como pode ser possível viajar no tempo com destaque para a baseada na física quântica. Esta assenta na utilização de "matéria exótica" (composto descoberto há pouco tempo) para estabilizar o "buraco de minhoca" e permitir uma passagem segura. Os problemas estão nas reduzidas quantidades de matéria existente e nas consequências energéticas que poderiam surgir como consequência.

Proponentes do estudo das viagens no tempo acreditam que o facto de os cientistas basearam as suas investigações ou na teoria geral da relatividade ou na teoria quântica é um grande entrave ao sucesso, embora seja consensual que tal nunca será possível no nosso ciclo de vida, e que as leis da física ainda podem provocar mais dificuldades.

Eric W. Davis não perde o optimismo e afirma que, dado que estas hipóteses ainda não tiveram a possibilidade de ser plenamente comprovadas, permanecem válidas. Caso para dizer, tal como o dr. Emmet Brown no "Regresso ao Futuro" que "para onde vamos, não precisamos de estradas". 

Fonte: Expresso


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