domingo, 22 de setembro de 2013

Brasil quer pôr fim ao domínio cibernético dos EUA



Espionagem

Após a polémica de espionagem das autoridades norte-americanas no Brasil, Dilma Rousseff quer pôr em prática um plano megalómano que pretende romper com o ‘monopólio' dos EUA na Internet.

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, não ficou minimamente satisfeita quando se soube que a NSA, a Agência Nacional de Segurança dos EUA, espia as chamadas e os e-mails dos cidadãos brasileiros, já depois de Edward Snowden ter revelado que essa agência fazia o mesmo em vários países da Europa.

Após a polémica ter sido revelada, Dilma chegou a cancelar um encontro oficial que tinha com o líder dos Estados Unidos, Barack Obama, tendo sido anunciadas várias medidas, algumas delas bastante agressivas, que visam reduzir a presença cibernética norte-americana no Brasil. Ou seja, Dilma quer meter o Brasil ligado aos EUA o mínimo possível.

Algumas das medidas anunciadas pela líder brasileira incluem:
Obrigar empresas como o Google e o Facebook a criarem servidores dentro das fronteiras brasileiras, por forma que estas estejam sujeitas à lei local;

Construir mais IXP (pontos de troca de Internet) capazes de providenciar maior quantidade de tráfico mais rapidamente e ao mesmo tempo apto para detetar vírus;

Lançar um e-mail estatal que funcione de acordo com o serviço dos Correios que rivalize com o Gmail, Yahoo, Hotmail e outros;

Criar um cabo submarino transatlântico que ligue diretamente o Brasil à Europa (atualmente há um que faz a ligação aos EUA);

UMA INTERNET FORA DA... INTERNET 

Resumindo: o Brasil quer criar uma rede de Internet independente e cuja informação trocada é incapaz de ser recolhida pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

Apesar da irrealidade deste plano, a ideia dos governantes brasileiros não é assim tão descabida visto que este é o segundo país de onde a NSA recolheu maior número de dados dos cidadãos, segundo o jornal brasileiro ‘Globo’ que teve acesso aos documentos que Snowden divulgou.

E isto sucede, tratando-se de um aliado dos norte-americanos e não de uma China ou Irão.

Por mais difícil que seja, ou mesmo impossível, Dilma não desiste de tornar a rede no Brasil o mais independente possível e é esperado que a presidente brasileira faça alguma referência a este conflito cibernético durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre de 24 de setembro a 1 de junho.

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