Os sistemas solares organizam os planetas que os compõem de tempos em tempos, mas isso ocorre de forma conturbada e com instabilidades orbitais que afectam em especial os planetas localizados próximos ao seu centro. Isso é o que afirma um estudo divulgado no jornal científico Proceedings of the National Academy of Science.
Conduzido por cientistas ligados à Northwestern University, nos Estados Unidos, o estudo cita a instável órbita de Mercúrio — o planeta que no nosso Sistema Solar localiza-se mais próximo do Sol — como uma evidência dessa organização confusa.
O estudo afirma que graças à sua «particularmente caótica» órbita, Mercúrio pode até mesmo perder-se do Sistema Solar daqui a 5 mil milhões de anos.
O caos ocorrido com a sua órbita, ainda segundo o estudo, encontra paralelo também com a órbita de Marte (um dos planetas mais leves do nosso sistema).
Os astrónomos autores da pesquisa afirmam que a tendência apontada por eles foi possível de ser observada também noutros sistemas extra-solares, nas órbitas dos chamados planetas do tipo Júpiter quente (classe de planetas extra-solares que possuem massa similar à de Júpiter).
Nos últimos dias, a descoberta de que o planeta vizinho ao Sol tem vindo a diminuir de tamanho a uma intensidade maior do que se pensava surpreendeu astrónomos.
Cientistas afirmam que o encolhimento do planeta é da ordem de 11,4 quilómetros no seu diâmetro, e que ele teria diminuído assim desde a criação do Sistema Solar, há 4,5 mil milhões de anos. Dados de pesquisas anteriores apontavam um encolhimento em apenas dois ou três quilómetros no seu diâmetro.
A razão para isso estaria na composição do planeta, que tem vindo a arrefecer ao longo dos anos.
Fonte: Diário Digital
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