sábado, 14 de dezembro de 2013

'Grupo da morte' é mesmo o de Portugal

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O Grupo D, com Uruguai, Itália e Inglaterra, junta três países já campeões do mundo. Mas o único com quatro selecções do top-30 do ranking da FIFA é o que integra a equipa das quinas.

Sorte ou azar? Favas contadas ou osso duro de roer? Apuramento à vista ou em perigo? De todas as leituras possíveis sobre o sorteio do Mundial-2014, há uma verdade irrefutável: segundo o ranking da FIFA, o grupo de Portugal é o mais forte dos oito.

A Selecção nacional, hoje a quinta potência do mundo, forma com a Alemanha (2.º lugar), os Estados Unidos (14.º) e o Gana (24.º) o único grupo com quatro equipas do top-30 mundial. Nem o Grupo D, que junta Uruguai, Itália e Inglaterra, é tão equilibrado, uma vez que a Costa Rica o enfraquece (ver infografia).

Somando as posições no ranking das várias selecções, o grupo de Portugal totaliza 45 ‘pontos’, contra 57 do ‘D’, no qual coabitam pela primeira vez três países que já venceram o Mundial. Estes dois grupos destacam-se dos demais por apresentarem no seu todo um poderio muito acima dos restantes.

Os que mais se aproximam são os grupos encabeçados por Colômbia e Espanha. França, Brasil, Argentina e Bélgica ficaram nos menos cotados.

Mais amargo do que doce

De acordo com o mesmo barómetro da FIFA, apenas cinco selecções terão a vida mais complicada do que Portugal na primeira fase. A soma do ranking dos três adversários da Selecção nacional (40) traduz um grau de dificuldade que só é superado pelo trio de rivais do Gana (21), da Austrália (25), da Costa Rica (26), dos Estados Unidos (31) e do Japão (33).

Todas as outras selecções beneficiam de um quadro mais favorável do que Portugal, o que sugere que o sorteio da passada sexta-feira, na Costa do Sauípe, Brasil, foi mais amargo do que doce para Cristiano Ronaldo e companhia. Mais simpático é o cenário previsto em caso de passagem aos oitavos-de-final: o adversário vai sair do Grupo H, da Bélgica, Rússia, Argélia e Coreia do Sul.

Só quatro viajam mais

A equipa das quinas vai iniciar a fase de grupos frente à Alemanha, no dia 16 de Junho, em Salvador; depois defronta os Estados Unidos a 21, na cidade de Manaus, em plena região da Amazónia; e na última jornada mede forças com o Gana, no dia 26, em Brasília.

A Selecção terá assim de percorrer 4.546 quilómetros só para se deslocar entre as cidades dos jogos, sendo uma das mais penalizadas neste aspecto. Pior, com mais desgaste pelo tempo passado em aviões, só os Estados Unidos (5.609 km), a Croácia (5.522 km), o Uruguai (4.698 km) e os Camarões (4.697 km).

Nos antípodas estará a Bélgica, cuja distância entre as cidades onde vai jogar (Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo) se fica pelos 698 quilómetros. Será a única selecção que não vai chegar aos mil quilómetros de voo para os encontros da primeira fase.

Itália penalizada

A inovação da FIFA_na distribuição das 32 selecções pelos potes do sorteio – ou a ‘alquimia geopolítica de Blatter’, como lhe chamou a Gazzetta dello Sport – acabou por prejudicar a Itália em favor da França, que caiu num grupo acessível. Mas Cesare Prandelli, o seleccionador transalpino, recusou vitimizar-se perante o destino da squadra azzurra. “Uruguai e Inglaterra? Temo mais o clima”, respondeu, negando-se a comentar os moldes do sorteio.

Para proteger os jogadores das condições meteorológicas, a FIFA aprovou o recurso a descontos de tempo em certos jogos, desde que a temperatura supere os 32 graus e a humidade os 85%. O número de timeouts será definido caso a caso.

Antes do sorteio, a FIFA também anunciou um prémio de 25 milhões de euros para a selecção que conquistar o Mundial, sendo que cada uma terá direito a um valor mínimo de 5,8 milhões. Passar aos oitavos-de-final vale 6,5 milhões, aos ‘quartos’ 10 e a presença nas meias-finais rende 14 ao quarto classificado, 16 ao terceiro e 18 ao finalista derrotado.

Fonte: Sol

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