A personalidade de Stalin esteve, ainda em vida, envolta numa nuvem de mistério e de medo. Era sussurrado que ele era uma pessoa bastante supersticiosa e que mantinha videntes, médiuns e astrólogos. Dizem que foi precisamente o seu astrólogo pessoal que o aconselhou na escolha do lugar e do momento para construir os sete famosos arranha-céus de Moscou, os chamados “arranha-céus de Stalin”. Porquê?
Para obter uma resposta, a Voz da Rússia recorreu ao astrólogo e místico Vladislav Obolonsky, o qual tentou explicar porque era tão importante para Stalin escolher o tempo e o lugar adequados para a construção desses edifícios lendários:
"Tal como muitas pessoas detentoras de poder absoluto, Stalin ansiava pela imortalidade e tinha pavor da morte. Ele pensava que através das fotografias ele poderia ser vítima de mau-olhado e por isso evitava ser fotografado. Para tomar as decisões importantes ele consultava o seu mapa astrológico pessoal. O local e o momento para a construção do seu projeto favorito, os oito arranha-céus (o oitavo seria o Palácio dos Sovietes, que não chegou a ser construído e que deveria ter ficado no espaço ocupado pela Catedral de Cristo Salvador), foram escolhidos pelo seu astrólogo pessoal. Esses edifícios, uma espécie de zigurates, pirâmides seccionadas, deveriam contribuir para a criação de um poderosíssimo campo energético sobre Moscou".
A construção de todas essas obras teve início a 7 de setembro de 1947 às 13 horas em ponto. Vladislav Obolonsky está convencido que não se poderia ter escolhido um momento melhor para começar a edificação dessas pirâmides modernas:
"Essa data coincide com o momento da oposição de Marte a Júpiter com a Prosérpina a culminar no Signo de Libra, que se encontra no cume do trígono fechado com Mercúrio e Sol no mapa astrológico, ou seja, este é o momento em que ocorre uma descarga colossal de energia. Este é o momento mais propício para o começo de projetos grandiosos. O astrólogo de Stalin sabia isso perfeitamente. Além disso, não devemos esquecer que o líder já não tinha muito tempo. Ele sabia que se deixasse passar essa janela “temporal” tão auspiciosa, dificilmente teria outra nos anos mais próximos. Por isso, foi precisamente a 7 de setembro de 1947 que foram colocadas as primeiras pedras dos fundamentos apesar de os projetos dos edifícios ainda não estarem finalizados".
No total foram construídos sete “arranha-céus de Stalin”:
1. O edifício principal da Universidade Estatal de Moscou Lomonosov nos Montes Vorobiovy (o seu patrono zodiacal e territorial é o planeta Mercúrio, responsável pelos edifícios).
2. O edifício de habitação do Cais Kotelnicheskaya (está associado a Vénus, o planeta patrono das artes. Não é por acaso que aí foram atribuídos apartamentos a pessoas de profissões artísticas: a grande bailarina Ulanova, o poeta Evgueni Evtushenko, a atriz Faina Ranevskaya e o cantor Vladimir Atlantov. Se bem que valha a pena referir que aí também habitavam muitas famílias de funcionários do NKVD, especialmente na parte velha do edifício que foi construída nos anos de 1938-1940. Isso é explicado por o primeiro bloco ter Marte (inteligência, arte da guerra) como patrono astrológico e geológico.
3. O Hotel Ukraina. O seu patrono é Netuno (viagens, hospitalidade).
4. O edifício do Ministério das Relações Exteriores foi construído sob o símbolo de Júpiter, que é o responsável pela diplomacia e pela governação.
5. O edifício de habitação da Praça Kudrinskaya. Aqui os apartamentos eram atribuídos essencialmente a responsáveis da indústria aeronáutica, pilotos de ensaios e homens do aparelho do Comité Central do Partido Comunista da União Soviética. Do ponto de vista astrológico o edifício tem como patrono Urano, que superintende a responsabilidade e o empenho.
6. Edifício misto administrativo e de habitação junto às Portas Vermelhas. Esse edifício está associado ao planeta Saturno que é responsável pelos instintos, paixões e psique humanas. Não é por acaso que neste edifício se desenrolaram muitas histórias dramáticas e trágicas.
7. O Hotel Leningradskaya (hoje pertence à cadeia de hotéis Hilton e tem o nome de Hilton Moscow Leningradskaya). Este é o último edifício dos sete magníficos “arranha-céus de Stalin”. O seu patrono é a Terra.
Vladislav Obolonsky recorda que a coroa do projeto deveria ter sido o Palácio dos Sovietes que seria o centro de toda a “estrutura” sob o símbolo do Sol:
“O Palácio dos Sovietes estava pensado como a última pincelada no projeto das sete “pirâmides”. Ele deveria despoletar todo o mecanismo. Se formaria um oito energético (o oito é o símbolo do infinito e da imortalidade por que Stalin tanto ansiava). Toda a energia seria canalizada para o Palácio dos Sovietes onde, segundo se dizia, Stalin queria fazer um túmulo à maneira dos faraós do Egito, os quais tanto ansiavam pela vida eterna. Por ordens suas a Catedral de Cristo Salvador foi demolida e foi escavada um enorme fosso para a fundação do futuro edifício. Mas os planos de Stalin não estavam destinados a se tornarem realidade.”
O tirano morreu sem ter tido tempo de concluir o seu plano secreto. No local do Palácio dos Sovietes foi construída uma enorme piscina e a nova Rússia reconstruiu a Catedral de Cristo Salvador. Mas as lendas dos sete arranha-céus de Moscou continuam vivas. Há demasiadas estranhas coincidências astrológicas e místicas associadas a esses edifícios para que eles sejam simplesmente descartados.
Fonte: Voz da Rússia
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