terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Isabel II tem de gastar menos e abrir palácio ao público



Tem de gastar menos. Tem de gastar melhor. Estas foram as recomendações do Comité de Contas Públicas (PAC) do Reino Unido, após análise às contas da família real britânica. E tem de abrir o Palácio de Buckingham mais vezes ao público.

Poupar é palavra de ordem para os Windsor, se seguirem as recomendações do PAC. A família real britânica tem uma dotação de 38 milhões de euros financiada pelos contribuintes e que serve para pagar os deveres reais, pagar aos funcionários manter os palácios.

O relatóro do PAC diz ainda que o Palácio de Buckingham gastou mais 2,8 milhões de euros do que o orçamento, recorrendo às reservas e, diz a BBC, "deixando o balanço em apenas 1 milhão de libras [1,2 milhões de euros], a 31 de março de 2013 - um baixo valor de contingência historicamente".

"Não estão a equilibrar as contas e estão a mergulhar nas reservas", criticou um deputado do Partido Trabalhista, citado pela BBC.

O relatório aponta ainda outras falhas: a Casa Real "não está a cuidar do seu património nacional de forma adequada" e, sublinham, 39% as propriedades reais "estão abaixo do que são consideradas condições aceitáveis", tem de ser mais firme na forma como planeia os custos das reparações que o Tesouro "não requereu nem estimou", e o Tesouro tinha o dever de estar em envolvido na planeamento financeiro e falhou.

E se bem que sejam elogiados os aumentos de receita da Casa Real, dos 8,1 milhões de euros para os 14 milhões, a auditoria acha que mais podia ter sido feito.

Nos últimos anos escaparam à austeridade reduzindo apenas em 5% os gastos e mantiveram o mesmo número de pessoas.

De acordo com Margaret Hodge porta-voz do PAC, "a rainha pode atrair receit - viisitantes para Buckingham Palace - mas o palácio só está aberto 78 dias por ano, só têm meio milhão de visitantes. Compare-se com a Torre de Londres, que tem dois milhões".

Um aumento no número de visitantes poderia, defende o comité, ajudar a pagar as reparações que tanto o palácio como o Mausoléu Victoria and Albert precisam há 18 anos.

"Com mais savoir-faire comercial, estimamos que a existe a possibilidade de fazer mais com menos, reduzir custos e de manter de forma mais eficaz o programa da rainha", afirmou ainda a porta-voz do comité das contas públicas.

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