Tem de gastar menos. Tem de gastar melhor. Estas foram as recomendações do Comité de Contas Públicas (PAC) do Reino Unido, após análise às contas da família real britânica. E tem de abrir o Palácio de Buckingham mais vezes ao público.
Poupar é palavra de ordem para os Windsor, se seguirem as recomendações do PAC. A família real britânica tem uma dotação de 38 milhões de euros financiada pelos contribuintes e que serve para pagar os deveres reais, pagar aos funcionários manter os palácios.
O relatóro do PAC diz ainda que o Palácio de Buckingham gastou mais 2,8 milhões de euros do que o orçamento, recorrendo às reservas e, diz a BBC, "deixando o balanço em apenas 1 milhão de libras [1,2 milhões de euros], a 31 de março de 2013 - um baixo valor de contingência historicamente".
"Não estão a equilibrar as contas e estão a mergulhar nas reservas", criticou um deputado do Partido Trabalhista, citado pela BBC.
O relatório aponta ainda outras falhas: a Casa Real "não está a cuidar do seu património nacional de forma adequada" e, sublinham, 39% as propriedades reais "estão abaixo do que são consideradas condições aceitáveis", tem de ser mais firme na forma como planeia os custos das reparações que o Tesouro "não requereu nem estimou", e o Tesouro tinha o dever de estar em envolvido na planeamento financeiro e falhou.
E se bem que sejam elogiados os aumentos de receita da Casa Real, dos 8,1 milhões de euros para os 14 milhões, a auditoria acha que mais podia ter sido feito.
Nos últimos anos escaparam à austeridade reduzindo apenas em 5% os gastos e mantiveram o mesmo número de pessoas.
De acordo com Margaret Hodge porta-voz do PAC, "a rainha pode atrair receit - viisitantes para Buckingham Palace - mas o palácio só está aberto 78 dias por ano, só têm meio milhão de visitantes. Compare-se com a Torre de Londres, que tem dois milhões".
Um aumento no número de visitantes poderia, defende o comité, ajudar a pagar as reparações que tanto o palácio como o Mausoléu Victoria and Albert precisam há 18 anos.
"Com mais savoir-faire comercial, estimamos que a existe a possibilidade de fazer mais com menos, reduzir custos e de manter de forma mais eficaz o programa da rainha", afirmou ainda a porta-voz do comité das contas públicas.
Fonte: Diário Noticias
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