Um consórcio de fabricantes e fornecedores de janelas e sistemas de ventilação da Europa, juntamente com a Universidade do Minho, criou uma nova tecnologia eficiente, em termos energéticos, de janelas de recuperação de calor, para a reabilitação de edifícios residenciais e comerciais.
No Inverno, as janelas e a ventilação são uma fonte significativa de perda de calor, especialmente em edifícios mais antigos, e esta inovação resolve esta questão.
As janelas, de nome CLIMAWIN, têm também uma função de arrefecimento automático adequado para o tempo quente, reduzindo a necessidade de ar condicionado, tornando-as adequadas para todos os climas.
«As janelas são uma enorme fonte de perda de calor num edifício. A nossa inovação é, efectivamente, um sistema de ventilação de recuperação de calor. Os resultados dos testes demostram que um edifício equipado com janelas CLIMAWIN irá melhorar o seu desempenho energético entre 18 a 24%», revela o representante do projecto, Brian O'Brien, da Solearth Ecological Architecture.
E acrescenta: «Em climas frios, o CLIMAWIN irá melhorar o conforto através do pré-aquecimento do ar de ventilação das fachadas norte, leste e oeste, e usando o ganho solar na fachada sul. Para climas mais quentes, tem uma função de arrefecimento automático que permite a entrada da luz do dia, mas reduz o calor solar indesejado. Através da optimização do isolamento térmico, dos ganhos de energia solar e do controlo de luz, a janela melhora significativamente a eficiência energética e conforto térmico em edifícios residenciais e comerciais que actualmente não têm sistemas de ventilação eficientes.»
A janela foi desenvolvida por parceiros de quatro países - Dinamarca, Alemanha, Irlanda e Portugal – num projecto de pesquisa e desenvolvimento financiado pela UE denominado CLIMAWIN.
A janela de alta performance pré-aquece o ar de ventilação de entrada, alimentado por células solares, e é regulada automaticamente a partir de sensores nos quartos.
Esta inovação tem inúmeros recursos que oferecem vantagens claras em relação às tecnologias de janelas e ventilação existentes. Estes incluem um alto isolamento térmico, aberturas reguláveis para entrada de ar controlada, um quadro de duas camadas de vidros, filtros de ar, sistema electrónico integrado e comunicações sem fio entre os sensores do quarto e as janelas. É, simultaneamente, uma funcionalidade de pré-aquecimento e arrefecimento automático para todos os tipos de climas.
A tecnologia foi desenvolvida durante três anos e está a ser lançada comercialmente por três dos parceiros do projecto. As janelas estarão disponíveis em toda a Europa até ao final de 2014. Os produtores poderão ainda adquirir uma licença para integrar a tecnologia CLIMAWIN na sua própria produção, pagando os direitos ao consórcio. Fora da Europa, o consórcio prevê um importante mercado nos EUA, Canadá e Rússia.
Michael Jennings, porta-voz europeu para a Investigação, Inovação e Ciência e Máire Geoghegan-Quinn, comissária da Investigação, Inovação e Ciência, referem: «o CLIMAWIN demonstra que podem existir grandes oportunidades de negócio para as PME’s, que são a espinha dorsal da nossa economia. Estes tipos de tecnologias irão também ajudar os consumidores e empresas a reduzir a sua factura energética. A UE apoiará pesquisas semelhantes no nosso novo programa Horizonte 2020.»
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Fonte: Diário Digital
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