sexta-feira, 11 de abril de 2014

Novo sinal detetado no Índico


Especialistas admitem que sinais acústicos registados a leste da costa da Austrália provêm de uma caixa negra. Área de 58 mil quilómetros quadrados continua a ser patrulhada por navios e aviões de seis países.

A área de busca pelo voo MH370 foi consideravelmente reduzida, para cerca de 58 mil quilómetros quadrados, depois de um avião-patrulha da Austrália ter detetado ontem um novo sinal acústico no oceano Índico. Este sinal - o quinto registado desde sexta-feira - é "consistente" com o emitido pelas caixas negras e alimenta a esperança de que, "em breve", sejam encontrados os destroços do avião desaparecido a 8 de março, com 239 pessoas a bordo, confirmou o coordenador australiano da operação de buscas Segundo Angus Houston, citado pela CNN, especialistas do Centro de Análise Acústica da Austrália (AJACC)e do fabricante norte-americano da caixa negra do Boeing 777 reconheceram estes ‘pings' como "compatíveis com a especificação e descrição de um gravador de dados de voo, nomeadamente uma caixa negra". 

No entanto, não se pronunciaram quanto ao facto de poderem pertencer ao avião da Malaysia Airlines. O responsável australiano frisou ainda que "os dados acústicos exigem uma análise mais aprofundada, mas provêm certamente de algo fabricado pelo homem", descartando assim a hipótese de se estar perante sons naturais do fundo do mar ou do sonar de uma baleia. 

A informação entretanto recolhida permitiu à equipa de buscas delimitar a zona do "último destino" do voo. Ainda assim, Houston foi cauteloso, ao afirmar : "Acredito que estamos a procurar no local correto, mas não estou em condições de o confirmar até que sejam avistados destroços." 

Isto porque, apesar da utilização de alguns dos instrumentos mais sofisticados do Mundo, como robôs submarinos equipados com câmaras e sensores e boias munidas de dispositivo de escuta lançadas pelos aviões P-3 Orion da Austrália - que permitiram a deteção do quinto sinal sonoro - , o fator humano é crucial nesta operação, em que 11 navios e 13 aviões de seis países continuam a patrulhar o Índico. 

"No final do dia, a tarefa árdua é deixada a pessoas capazes de vislumbrar destroços no mar. Esse é um método extremamente fiável", frisa David Mearns, militar norte-americano envolvido no resgate do voo da Air France que caiu no oceano Atlântico em 2009.

Fonte: Correio da Manhã


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