Comunicações detetados por radiotelescópios vêm de galáxias distâncias, mas as suas origens são misteriosas. Já se admitem hipóteses alienígenas.
Ao princípio, pensava-se que seria um erro nos instrumentos. O astrónomo americano Duncan Lorimer foi o primeiro a detetar a presença de uma transmissão rádio que durou apenas cinco micro-segundos.
Tão pequena que a descoberta – feita em 2007 a partir das informações recolhidas por um radio telescópio instalado na Austrália – só foi confirmada em 2009, depois de rigorosas análises terem permitido distinguir que não se tratava de um erro de medição dos aparelhos.
No últimos anos, voltram a ser detetados sinais de rádio semelhantes, designados pela sigla FRB – Fast Radio Burst, que comprovaram que a sua origem como estando fora na Via Láctea, a galáxia onde se insere o Sistema Solar.
No entanto, ainda não foi possível perceber qual a origem destas emissões. Há várias teorias – estrelas em combustão, fusão de estrelas anãs, colisão de estrelas de neutrões ou a formação de blitzars - que podem explicar a emissão de sinais rádio desta natureza, mas há quem avance uma possibilidade mais ousada.
‘Esta descoberta extraordinária pode indicar a ocorrência de um fenómeno desconhecido e pouco habitual ou pode querer dizer que existe uma vasta rede de comunicações alienígena e que o Universo está cheio de formas inteligentes de vida”, explica ao 'Daily Mail' Nigel Watson, autor do livro 'Manual de Investigação de OVNIS'.
Seja qual for o caso, apesar de se terem repetido as deteções das emissões FRB, os astrónomos parecem estar ainda longe de perceber qual a explicação para este fenómeno.
Fonte: Correio da Manhã
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