Este fascinante peixe tem os olhos na parte de trás da cabeça. Acostumado a viver nas profundezas do mar, o animal desenvolveu uma única e útil capacidade para detectar predadores e não se tornar um possível alimento alimento.
Ao longo do seu período evolutivo o Macropinna microstoma desenvolveu uma cabeça transparente, e seus olhos são capazes de se mover dentro da cabeça e olhar em diferentes direções.
O Macropinna microstoma e sua exótica cabeça transparente.
Enquanto seu corpo é em maioria escuro, ele tem a parte superior da sua cabeça transparente, e os seus olhos são claramente visíveis.
Os cientistas acreditavam que o peixe só podia olhar para cima, mas descobriram que a criatura pode também olhar para a frente para alinhar a boca aos olhos. Segundo os biólogos, ele desenvolveu esse sentido poderoso de visão como o resultado de um meio ambiente severo nas profundezas.
O peixe, que tem poucos centímetros de comprimento, vive em uma grande profundidade, imediatamente abaixo de onde a luz solar penetra na água. Isto significa que as criaturas ao redor não podem ver claramente. Predadores ocultos acima não podem localizar o que está logo abaixo, mas podem olhar para cima e caçar pequenos peixes e plâncton.
Quando uma presa adequada é identificada, o peixe sai da escuridão e rapidamente ataca, engolindo suas presas.
Para evitar olhar para o sol, quando se move em águas rasas, a criatura pode girar os olhos e olhar em frente para que possa ver onde está nadando.
Seus olhos brilham com uma incrível luz verde brilhante, e os investigadores acreditam que possa ter desenvolvido uma forma de filtrar a luz, o que lhe permite ignorar a luz solar e enxergar com a bioluminescência de pequenos peixes e medusas.
Os dois buracos que se parecem com olhos na parte da frente do peixe são órgãos olfativos, semelhantes as narinas humanas.
O peixe tem um líquido cristalino sobre os seus olhos, mantido no lugar por uma membrana minúscula.
Se por qualquer razão ela rompe-se, os seus olhos ficariam expostos ao mar e à pressão que existe na profundidade entre 600 e 800 metros, e isso iria matá-lo instantaneamente.
Fonte: Daily Mail
Fonte: Climatologia Geografica
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