Um grupo internacional de investigadores acaba de adicionar uma nova linha ao «endereço» da nossa galáxia do Universo.
Já sabíamos que a Via Láctea, lar do Sistema Solar, pertencia a um grupo local de galáxias, que por sua vez estava inserido num outro aglomerado galáctico, o chamado aglomerado de Laniakea.
A palavra é derivada do idioma nativo do Havai e significa «céu imensurável».
Com isso, se necessitasse de enviar uma carta até ao outro lado do Universo, no endereço do remetente agora constaria algo como «Sol, Via Láctea, Grupo Local; Aglomerado de Virgem, Superaglomerado Laniakea; Universo».
Longe de ser uma brincadeira, o trabalho ajuda a compreender a formação das maiores estruturas existentes no Cosmos, moldadas pela acção da gravidade.
Sabe-se que a distribuição das galáxias segue um padrão peculiar. Estas aparecem em filamentos, em aglomerados e superaglomerados, entremeados com grandes vazios desprovidos de matéria.
O estudo do nosso próprio canto do Universo, nas suas maiores escalas, permite uma confrontação mais clara entre os que prevêem as teorias que descrevem a evolução cósmica ao longo do tempo e o que se vê lá fora.
Para fazer esse mapeamento, os cientistas recorreram ao Cosmicflows-2, um catálogo que regista o movimento das galáxias.
E observaram que as galáxias estão atreladas e delas a gravidade está a aproximar uma das outras.
Daí, tiraram a própria definição de superaglomerado. O trabalho foi publicado na revista Nature.
Fonte: DD
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