domingo, 7 de setembro de 2014

Nariz electrónico «cheira» fezes para detectar infecções

Nariz electrónico «cheira» fezes para detectar infecções

Cientistas britânicos desenvolveram um tipo de «nariz electrónico» capaz de «cheirar» fezes e detectar traços de bactérias que causam infecções mortais.

Segundo os investigadores, o dispositivo pode distinguir diferentes tipos de Clostridium difficile baseado no odor das reacções químicas que esses microorganismos libertam.

Uma equipa da Universidade de Leicester, responsável pelo estudo, afirmou que as descobertas podem ser úteis para testes com pacientes em hospitais.

O estudo foi publicado na revista científica Metabolomics.

Os «narizes electrónicos» já são usados para investigar cancros, uma vez que são capazes de sentir o odor único de reacções químicas produzidas por um tumor na mama ou no pulmão.

Para conduzir a pesquisa, os cientistas investigaram quais as estirpes de C. difficile, algumas das quais causam doença, possuíam reacções químicas que poderiam ser detectadas pelo dispositivo.

Os cientistas constataram que diferentes níveis de metanol, compostos de enxofre e outras substâncias eram produzidos por 10 diferentes estirpes da bactéria testadas no estudo.

Um dos integrantes da equipa, professor Paul Monks, disse à BBC que «ao distinguir os odores das diferentes estirpes de C. difficile, fomos capazes de dizer quais eram benignas e quais eram malignas, o que levou à questão: Será que poderíamos fazer um teste como esse em pacientes?»

«Mostramos que isso é possível dentro do laboratório. O próximo passo é repetir a experiência em arrastadeiras (recipiente usado por pacientes de hospital para urinar). Podemos colocar o nariz electrónico nesses objectos para poder averiguar o estado real dos pacientes», explicou.

Em 2012, 1.646 morreram infectadas por C. difficile em Inglaterra e no País de Gales.

O nariz electrónico usa um equipamento que mede o peso de milhares de reacções químicas que acontecem a cada segundo, chamado um espectrómetro de massa.

Além de serem capazes de identificar a estirpe da bactéria, os cientistas acreditam que o melhor entendimento da química desses microorganismos pode ajudá-los a descobrir por que alguns causam doenças e outros não.

«Testes realizados actualmente para revelar a presença de C. difficile não fornecem informações detalhadas. Esse teste poderia permitir a médicos constatar qual o tipo de bactéria que está a causar a doença e, com isso, identificar o melhor tratamento para o doente.»

Fonte: DD

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