quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Um alienígena conhecido como "O Viajante" chegou à Terra. E o produto cultural mais caro da História está à venda


Chama-se "Destiny", é um videojogo e custou uma fortuna - quase 390 milhões de euros. É mais caro que os blockbusters de Hollywood e dizem que nunca houve um jogo tão bom. "Quanto mais tempo passo online em 'Destiny', menos tempo quero passar cá fora", diz quem sabe. Fomos ver o que se passa.

Algures no ano de 2714, num cenário pós-apocalíptico, a Terra pode estar em perigo. Um alienígena conhecido como "O Viajante" chegou à Terra, ajudando-a a entrar num ciclo de grande desenvolvimento tecnológico, mas foi seguido pelo seu inimigo, uma força do mal que ameaça agora todo o sistema solar. Da Terra sobrou uma única cidade, na qual se encontram os guardiões empenhados na luta para manter a paz. É este o papel do jogador de "Destiny", do estúdio norte-americano Bungie, à venda desde terça-feira e já considerado por muitos o videojogo do ano e, provavelmente, o melhor da década.

A Bungie, que já tinha criado o fenómeno "Halo", começou a comercializar esta terça-feira aquele que já é o jogo com mais pré-reservas de todos os tempos e o que tem o maior investimento de sempre: 500 milhões de dólares (387 milhões de euros), acima do filme mais caro de sempre, "Os Piratas das Caraíbas: Nos confins do mundo", que terá custado 300 milhões de dólares (mais de 233 milhões de euros).

"Destiny" é first person shooter (FPS) em que o jogador embarca num universo de ficção científica para defender a Terra. Está disponível para Playstation e Xbox e permite colocar no mesmo cenário e ao mesmo tempo tantos utilizadores quanto os servidores o permitirem. Só na versão de teste, mais de quatro mil gamers estiveram em atuação em simultâneo. Ryan McCaffrey, um dos editores do site IGN, escrevia depois de ter acesso ao jogo: "Quanto mais tempo passo online em 'Destiny', menos tempo quero passar cá fora".

Estar no jogo como num filme
Mas, afinal, o que torna este jogo o vício do ano (ou da década)? O diretor da revista "Exame Informática", Pedro Oliveira, já experimentou. Mais do que os gráficos, destaca a banda sonora e a facilidade de os participantes se agruparem e atuarem em conjunto. É este o elemento que o diferencia dos outros videojogos: "Não é comum esta facilidade de as pessoas se agruparem num jogo. É muito intuitivo: basta chegar-se perto de outro jogador e convidá-lo a fazer parte da minha equipa".

O maior investimento no desenvolvimento de "Destiny" terá ido, muito provavelmente, para a mecânica do jogo, explica Pedro Oliveira. "É preciso garantir que um enorme número de jogadores pode estar, em tempo real e em simultâneo, a jogar ao mesmo tempo." Como tal, "Destiny" encontra-se armazenado em Las Vegas, num enorme centro de dados, e conectado com servidores do mundo inteiro, de modo a que possa aguentar as horas de ponta.

A Bungie já desenvolveu conteúdo adicional para prolongar a esperança de vida do jogo, mediante o pagamento de um valor adicional: "Expansion 1: The dark Below" e "Expansion 2: House of Wolves." 

Entrar no universo destes videojogos de última geração pode assemelhar-se à experiência de ver cinema. A sua enorme capacidade gráfica, com o desenvolvimento da imagem, vozes, sons, transformam estes jogos em "autênticos filmes", nas palavras de Pedro Oliveira. A isto acresce o enredo, a jogabilidade e a longevidade - com infinitas possibilidades de prolongar o jogo. O diretor da "Exame Informática" acrescenta que a forma como podem ser jogados é essencial para criar adição: "Mais do matar pessoas, nestes universos realizam-se tarefas, desenvolvem-se estratégias".


Fonte: Expresso

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