quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cientistas criam «mini-estômagos» em laboratório

Cientistas criam «mini-estômagos» em laboratório

Cientistas anunciaram o uso de células estaminais para criar os primeiros «mini-estômagos» de laboratório, minúsculos aglomerados de tecido gástrico que poderiam auxiliar em pesquisas sobre cancro, úlcera e diabetes.

Os organóides gástricos, que compõem o tecido, contêm células em estágio inicial - que são «uma versão em miniatura do estômago» -, afirmaram os cientistas.

Segundo o estudo, publicado na revista Nature, estes foram produzidos a partir de células estaminais pluripotentes, estimuladas para se especializar em células gástricas.

Jovens e versáteis, as células pluripotentes têm despertado enorme interesse como uma futura fonte de tecidos para transplante desenvolvido em laboratório.

São obtidas a partir de embriões nos primeiros estágios de desenvolvimento e reprogramadas ao seu estado juvenil, denominadas células estaminais pluripotentes induzidas, ou iPS.

Mas muitos problemas surgiram nesse campo, a começar pelo desafio de fazer essas células diferenciarem-se ou desenvolver órgãos específicos.

O desafio consiste em identificar as etapas químicas que ocorrem no desenvolvimento embrionário, quando as células se diferenciam, dando origem a tipos específicos de células que formam o estômago.

Essas etapas foram, então, replicadas em placas de Petri, de forma que as células pluripotentes deram origem a células endodérmicas, blocos de construção dos tratos respiratório e gastrointestinal.

Foram, então, impulsionadas bioquimicamente para se tornar células do antro, a região do estômago que secreta muco e hormonas.

Ainda em estágio preliminar, os organóides ainda estão longe de servir como tecido de reposição ou produzir um estômago completo.

No entanto, testes preliminares feitos em ratos de laboratório sugerem que poderão um dia servir como «curativos» para buracos causados por úlceras pépticas.

Os organóides também representam um avanço importante na forma de estimular as células estaminais a dar origem a estruturas tridimensionais, afirmaram os cientistas.

Fonte: DD

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