sexta-feira, 20 de março de 2015

O português que faz água do ar


Entre os empresários, que através de uma sofisticada tecnologia vão produzir e comercializar água a partir da humidade da floresta amazónica, está um português que cresceu perto da Anadia.

Parece ficção científica mas através de condensação, osmose reversa, filtragem e remineralização consegue-se fazer água do ar. Pelo menos, na Amazónia, o pulmão do planeta Terra. E é isso que Paulo Ferreira, um luso-brasileiro, e mais três empresários vão fazer: retirar água da humidade do ar e torná-la não só própria para consumo humano mas também (mais) um produto gourmet, ou premium, chamado Ô Amazon Air Water.

"A água não vai ter gosto a nada", diverte-se Paulo Ferreira, nascido em 1970 em Angola, filho de portugueses das regiões de Santo Tirso e Anadia. "É isso que faz dela especial e natural, as outras águas que bebemos têm sempre gosto a alguma coisa. Esta é leve, cristalina, desce pela garganta, sem resíduos de sabor", garante ao DN, admitindo referir-se indiretamente à Évian ou Perrier, que serão concorrentes da Ô Amazon no mercado.

A água estará à venda a partir de julho ou agosto e o preço previsto de venda ao público será de 6,5 euros por uma garrafa de 250 ml e de 9,5 euros por uma garrafa de 750 ml. Entre os 200 pontos de venda em 20 cidades, incluindo Lisboa e Porto, de 12 países europeus, está o lisboeta Four Seasons Hotel, um dos primeiros a fechar contrato com os investidores da Ô Amazon Air Water. Da Europa, a "água aérea" partirá em 2018 para o mercado norte-americano. Para já, terá pontos de venda em São Paulo mas será um produto sobretudo de exportação.

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