quinta-feira, 30 de abril de 2015

Cientistas apresentam chips para melhorar rendimento intelectual

Cientistas apresentam chips para melhorar rendimento intelectual

A estimulação cerebral com eléctrodos aplicada sem dor será uma prática habitual daqui a dez anos para melhorar o rendimento intelectual, e a implantação de chips no cérebro permitirá que deficientes escrevam com a mente e se curem de algumas doenças neurológicas.

Esses são alguns dos avanços nos quais trabalham os neurocientistas, que na quarta-feira expuseram essas novidades na apresentação do evento sobre estimulação cerebral B•Debate, realizado em Barcelona.

Segundo os especialistas, a estimulação cerebral sem dor através de eléctrodos poderá melhorar o rendimento mental das pessoas, assim como o café ou outras bebidas energéticas, e poderão inclusive estimular com padrões personalizados.

Entre os avanços próximos para pacientes com paralisias estão «poder escrever mensagens de texto e controlar outros dispositivos com o implante de um chip no cérebro», explicou a neurocientista Mavi Sánchez Vives.

Além disso, os chips «poderão registar a actividade cerebral, analisá-la em linha e escrever pensamentos e até mesmo navegar online».

De acordo com Sánchez, a neuroestimulação eléctrica de determinadas regiões do cérebro já mostrou benefícios ao tratar os sintomas de uma depressão, bloquear os ataques de uma epilepsia, induzir a recuperação de um acidente vascular cerebral (AVC) e controlar os tremores da doença de Parkinson.

Ao longo dos próximos dez anos também haverá o avanço das próteses sensoriais e visuais, que gerarão estímulos na crosta cerebral e poderão proporcionar informação visual a cegos.

A cientista mostrou-se a favor do uso de aplicações móveis para controlar actividades cerebrais como o sonho, mas alertou que «é preciso ir com cuidado em relação às estimulações no cérebro, já que não se sabem os efeitos a médio e longo prazo».

Na opinião de Sánchez, a vida dos pacientes com paralisias ou doenças que não os permitem comunicar com o exterior «pode melhorar muito ao longo destes anos».

A especialista diferenciou dois tipos de tecnologia aplicáveis: a não invasiva, que pode ser utilizada para uso lúdico, já que não envolve afectação do cérebro; e a invasiva, que requer neurocirurgia e «só é justificada no caso de pacientes».

Fonte: DD

Sem comentários:

Enviar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...