quarta-feira, 6 de maio de 2015

Cientistas descobrem a galáxia mais distante alguma vez registada


A galáxia EGS-zs8-1 está tão distante que a luz emitida pela composição astronómica e captada pelos instrumentos de investigação terrestres já tem 13 mil milhões de anos. Esta é também uma oportunidade para observar a evolução do Universo.

A vastidão do Universo esconde muitos segredos, mas aos poucos os cientistas vão descobrindo novas criações que ajuda a perceber melhor como terá sido o início dos tempos e como foi feita a evolução de todo o mapa astronómico até hoje conhecido. Investigadores da Universidade de Yale nos EUA encontraram aquela que é a galáxia mais distante alguma vez registada. 

A EGS-zs8-1 está a 13 mil milhões de anos luz do Sistema Solar e é pouco mais nova que o Universo em si: estima-se que o Big Bang tenha ocorrido há 13,8 mil milhões de anos. Quer isto dizer que a galáxia agora descoberta começou a formar-se apenas quando existiam 5% do Universo tal como é conhecido atualmente. 

E devido ao facto de permitir um olhar mais preciso sobre o início do Universo, os investigadores tencionam agora continuar a estudar a composição EGS-zs8-1. Os passos mais importantes do estudo só serão dados depois de 2018, quando a NASA lançar para o espaço o sucessor do telescópio Hubble. 

"O resultado das futuras medições vai providenciar uma muito mais completa imagem da formação de galáxias no início do Universo", disse em comunicado o coautor da descoberta, Garth Illingworth. 

E foi justamente com a ajuda do Hubble, que celebra este ano um quarto de século em atividade, que os cientistas de Yale conseguiram detetar a galáxia mais distante. De acordo com o Engadget a sua deteção acabou por não ser difícil por ser um dos objetos mais brilhantes do Universo profundo.

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