sexta-feira, 29 de maio de 2015

Especialistas alertam: desactive o recurso de localização no Facebook Messenger

Especialistas alertam: desactive o recurso de localização no Facebook Messenger

Recorda-se do mapa usado pelo Harry Potter para localizar (e acompanhar o movimento de) qualquer pessoa dentro de Hogwarts? Agora, uma extensão para Chrome com funções parecidas identifica a localização e traça o movimento dos seus contactos no Facebook Messenger.

Chamada de «Marauder’s Map» (nome original de Mapa do Maroto, em inglês), a extensão usa os dados de GPS do Messenger - que são armazenados pela aplicação - para localizar e formar o trajecto feito pelos utilizadores. A ferramenta não funciona em tempo real, mas ainda assim é um tanto preocupante a forma como o mapa traça o percurso feitos pelos seus contactos.

Aran Khanna, estudante de ciências de computação de Harvard e autor da extensão, explica que o Messenger utiliza coordenadas de latitude e longitude com mais de cinco decimais de precisão, tornando possível identificar a localização de um utilizador com metros de exactidão.

Para exemplificar como o GPS do Messenger é terrivelmente preciso, Khanna mostra a rotina de um conhecido dele: o app identifica o local exacto do dormitório deste contacto na universidade, além de expor o trajecto feito por ele durante a semana. O mapa faz até mesmo actualizações hora a hora da localização de alguém.

No entanto, o que mais preocupou Khanna é o facto de não ser necessário ser amigo de alguém no Facebook para ter acesso ao seu mapa de localização – basta enviar uma mensagem e esperar pela resposta. Se a pessoa responder, pode ter acesso à geolocalização dela com alta precisão.

Partilhar a própria localização é algo já habitual nesta geração e está longe de ser a primeira aplicação a fazer este tipo de coisa — o Google Latitude (descontinuado há alguns anos) usava o Google Maps para localizar os seus amigos em tempo real; o Foursquare e o Swarm permitem que você faça check-in em estabelecimentos, divulgando a sua localização aos amigos.

O Messenger, por outro lado, é usado para conversas instantâneas, não para divulgar geolocalizações — e muitos talvez nem saibam que está é uma função presente e padrão da aplicação, algo que Khanna menciona ser usado com certa frequência no comportamento humano: são poucos os que dedicam o mínimo de esforço para desactivar funções padrão manualmente.

Khanna expôs um problema até então ignorado (ou não percebido) por utilizadores do Facebook. Partilhar a nossa localização tornou-se algo banal, mas talvez não tenhamos noção das possíveis consequências que esta exposição pode trazer. Ele explica:

«Decidi escrever esta extensão porque dizem-nos constantemente como estamos a perder a nossa privacidade com o aumento da digitalização das nossas vidas, entretanto, as consequências nunca parecem tangíveis. Com este código, pode ver por conta própria como a informação que partilha é potencialmente invasiva, e pode decidir por si mesmo se isso é algo que o preocupa.»

Pode fazer o download desta extensão neste link, mas talvez não consiga usá-la: o estudante explica que atingiu o limite de tráfego e pode apresentar erros no funcionamento.

Ainda segundo Khanna, o Facebook está consciente do problema e já estuda uma correcção - a brincadeira vai durar pouco, mas serve de alerta para todos. Enquanto isso, convém desligar a geolocalização no app do Messenger: toque no símbolo da engrenagem e desactive a opção «Localização».

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