sábado, 4 de novembro de 2017

Descoberto um novo réptil voador gigantesco no deserto de Gobi

Ilustração dos pterossauros gigantes Quetzalcoatlus, do grupo dos Azhdarchidae.
Foi descoberto um novo pterossauro no deserto de Gobi, na Mongólia, que surpreende pelo seu tamanho gigantesco. Este grande carnívoro caminhava sobre quatro patas, alimentava-se de bebés dinossauros e as suas asas tinham a envergadura de um pequeno avião.

Este novo pterossauro ainda não foi baptizado porque os investigadores não conseguiram, para já, apurar se se trata de uma nova espécie.

Contemporâneos dos dinossauros, os pterossauros integram a ordem extinta da classe Reptilia e eram os répteis voadores do Mesozóico. O novo espécimen descoberto no deserto de Gobi, na Mongólia, pertence ao grupo dos Azhdarchidae, família de pterossauros de grande porte que inclui o famoso Quetzalcoatlus, relata a National Geographic.

Os primeiros fósseis foram encontrados em 2006 e os vestígios dos ossos foram recolhidos ao longo de vários anos, por investigadores de diversos países.

“Reconheci imediatamente que poderia ser um pterossauro e fiquei espantado com o seu tamanho gigantesco”, confessa o líder da investigação, Takanobu Tsuihiji, da Universidade de Tóquio, no Japão.

No artigo científico publicado no Journal of Vertebrate Paleontology, os investigadores que analisaram os fósseis destacam que terá sido um dos maiores pterossauros que já viveram.

Esta criatura gigantesca poderia ser ainda maior do que os dois maiores pterossauros conhecidos, o Quetzalcoatlus e o Hatzegopteryx, conforme salienta o investigador Mark Witton, da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido.

“Pode ter sido um predador formidável e bastante robusto”, aponta, frisando que este animal voador monstruoso teria uma envergadura de asas do tamanho de um pequeno avião, com quase dez metros de comprimento.

Em termos de altura, teria mais de cinco metros e os investigadores salientam que caminhava sobre quatro patas, perseguindo as suas presas no chão. Este grande carnívoro, que terá vivido há 70 milhões de anos, alimentar-se-ia de dinossauros bebés, dizem os investigadores.

Até agora, os vestígios encontrados do novo pteronossauro são bastante incompletos. Ainda não foi possível, por exemplo, estabelecer “a associação dos ossos do pescoço com o corpo” para “confirmar se só têm pescoços muito maiores ou se são animais muito maiores”, explica Witton à National Geographic.

Certo é que, “embora fragmentário, o especimen é de um indivíduo gigantesco, ampliando a faixa geográfica dos pterossauros gigantes até à Ásia”, apontam os investigadores. Trata-se do “primeiro pterossauro” de grande dimensão encontrado naquele continente.

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