segunda-feira, 29 de julho de 2019

Dispositivo consegue remover quase 100% do sal da água do mar com energia solar


Cientistas da Universidade Monash, na Austrália, desenvolveram um dispositivo que consegue remover quase 100% do sal da água do mar usando energia solar.

Encontrar formas baratas e práticas de remover o sal da água do mar pode ajudar a salvar cerca de 844 milhões de pessoas espalhadas pelo globo que não têm acesso regular a água potável. De acordo com o Science Alert, cientistas descobriram uma forma de o fazer.

Usando um disco minúsculo feito de papel de filtro super-hidrofílico, revestido com nanotubos de carbono para absorver a luz, a nova técnica funciona apenas com a luz solar, mas também é capaz de remover quase 100% do sal do líquido original.

A nova abordagem, explicada num estudo publicado no final de abril na revista Energy & Environmental Science, é baseada num método tradicional: aquecer a água até que esta vaporize e capturar isso, deixando o sal e as outras impurezas para trás.

Para transformar a água em vapor utilizando a energia do Sol, é necessário usar materiais térmicos solares para converter eficientemente essa energia em calor. Porém, se esses materiais forem cobertos por cristais de sal da água que se evapora, todo o processo pode correr mal.

Felizmente, o novo método conseguiu resolver esse problema com sucesso, mantendo uma taxa constante de evaporação da água à medida que os sais são colhidos e removidos do processo, para evitar que reduzam a sua eficiência.

Segundo o mesmo site, este é um método barato, prático e eficaz. Além disso, como é alimentado pela luz solar, os dispositivos que usam esta técnica podem ser particularmente úteis em lugares sem acesso confiável à eletricidade.

“Os resultados do nosso estudo avançam um passo em direção à aplicação prática da tecnologia de geração de vapor solar, demonstrando um grande potencial em dessalinização da água do mar, recuperação de recursos de águas residuais e zero descarga líquida”, afirma o engenheiro químico Xiwang Zhang, da Universidade Monash, na Austrália.

“Esperamos que esta investigação possa ser um ponto de partida para futuras pesquisas sobre formas energeticamente passivas de fornecer água limpa e segura para milhões de pessoas, iluminando o impacto ambiental de resíduos e recuperando recursos de resíduos”.

Em declarações ao site New Atlas, Zhang explicou que o novo dispositivo é capaz de produzir entre a seis a oito litros de água limpa por metro quadrado da área de superfície por dia. O próximo passo é aumentar essa taxa de produção.


Fonte: ZAP

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