sexta-feira, 26 de julho de 2019

LightSail 2 já navega no Espaço à vela e move-se a energia solar


O satélite da Planetary Society recorre a uma vela solar do tamanho de um ringue de boxe, que aproveita os fotões solares para mover-se no Espaço

A Planetary Society anunciou esta terça-feira que o LightSail 2 já se encontra no Espaço. Este é um satélite construído com uma espécie de “vela solar” desdobrável (com 32 metros quadrados) e que foi concebida para se mover com a energia das partículas eletromagnéticas da luz solar, também conhecidas por fotões. Nas redes sociais, alguns cientistas anunciaram o sucesso da “vela solar”, na medida em que atingiu um ângulo de 30 graus, ficando bem posicionada relativamente ao Sol.

De acordo com a publicação Engadget, os cientistas afirmam que o satélite não subiu muito acima da linha do horizonte devido à orientação e dimensões da vela – o website da Planetary Society compara a estrutura a um ringue de boxe. No entanto, a telemetria indicou que o motor estava a funcionar corretamente durante a subida.

Ao contrário de uma nave com propulsores movidos a combustível, os satélites que recorrem a energia solar para efetuar o processo de propulsão demoram mais tempo a ascender a órbitas superiores. Neste caso o LightSail 2 vai passar o próximo mês a subir paulatinamente e espera-se que retorne à atmosfera durante o próximo ano.

«Ontem (terça-feira 23 de julho), zarpamos em direção ao Sol», contou Bill Nye, chefe executivo da Planetary Society, em comunicado. «Graças à nossa equipa e aos nossos apoiantes, o sonho começado pelos fundadores da Planetary Society há quatro décadas levantou voo», concluiu.

As imagens captadas através das câmaras com grande angular instaladas no LightSail 2 deram provas aos cientistas de que as velas foram montadas corretamente. Aliás, as imagens divulgadas mostram mais de metade da vela em pleno funcionamento e o planeta Terra por trás em grande plano.

No passado esta associação não governamental americana sem fins lucrativos esteve envolvida no desenvolvimento de projetos na área da engenharia aeroespacial, por exemplo, uma missão de monitorização e proteção contra a colisão de corpos celestes com a Terra (Planetary Defense) e na criação de uma tecnologia que permite a recolha de amostras de outros mundos (PlanetVac).
Fonte: EI 

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