quinta-feira, 30 de abril de 2020

Meteorito avistado no céu ibérico afinal era um foguetão russo a desintegrar-se


Foi notícia em vários meios de comunicação e partilharam-se as imagens pela Internet, em Portugal e também na vizinha Espanha. Uma bola de fogo que cruzava os céus e que parecia um meteorito a entrar pela atmosfera, na madrugada da passada terça-feira. Seria um astro, um avião, não, era mesmo um foguetão russo a explodir, após ter transportado material para a International Space Station (ISS).

Esta visão rara, foi vista pelas 5h45 da madrugada, à passagem pelo concelho de Ourém, no sentido Lisboa-Porto e, posteriormente foi notícia a desintegrar-se nos céus da Galiza.

Falamos-lhe aqui há dias da oficialização de filmagens de OVNIs, pelo Pentágono, um asteroide que passou pela vizinhança da Terra e, desta vez, foi um objeto de fabrico humano. As imagens raras, fantásticas numa madrugada pelos céus ibéricos, eram um foguetão russo a explodir, após ter transportado material para a ISS.

Foguetão russo é avistado a explodir no céu ibérico

O professor de Astronomia da Universidade de Santiago de Compostela e diretor do Observatório Ramón Aller referiu tratar-se da reentrada na atmosfera de um foguetão Soyuz. Este havia sido enviado a semana passada, do Cazaquistão, para a ISS, com mantimentos.

O professor referiu que o fenómeno pôde ser visto às 6h45 desta terça-feira, nas cidades galegas, nas quais o céu estava limpo.

Na Corunha viu-se a passar de nordeste para sudoeste, em direção ao oceano.

Contou o professor.

Em Portugal, o fenómeno foi visível às 5h45 de terça-feira, no concelho de Ourém:

Um engenho comum com um final não tão comum

Este tipo de foguetes, enviados para pequenas missões, são colocados à deriva, quando completam o seu afazer. Depois, vão descendo gradualmente até serem destruídos no momento em que se aproximam das camadas inferiores da atmosfera. Segundo o que foi explicado, não é comum serem vistos este tipo de fenómenos pelos céus ibéricos. Ademais, o último caso semelhante aconteceu em 2001, aquando a reentrada de foguetões na atmosfera.

Acrescenta ainda que estava prevista a possível reentrada do foguetão Soyuz, mas este tipo de fenómeno caracteriza-se por ser um pouco incerto, na hora da queda. Além disso, os foguetões estão normalmente programados para cair em direção aos oceanos.

Apesar de ter havido alturas em que as peças dos foguetões eram de tal forma pesadas que chegavam ao chão, o professor garante que este género de fenómeno não costuma implicar perigos, uma vez que os foguetões são feitos de um material que, à partida, se destrói no contacto com a atmosfera.




Fonte: Pplware

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