Auditon Moniz, presidente da AFPD : “É mais fácil falar verdade agora do que chegar a Janeiro e não ter dinheiro”
10 Outubro 2011 [Desporto]
A polémica continua entre os árbitros e a Associação de Futebol de Ponta Delgada, em causa a discorda das verbas atribuídas ao subsídio de alimentação, a última proposta dos árbitros era de oito euros por dois jogos, enquanto que a proposta da AFPD, são de seis euros por três jogos. A polémica continua e por via disso os jogos deste fim-de-semana da Taça de Honra, continuam a ser dirigidos por árbitros “ha-doc”, para desespero de todos os agentes desportivos.
Os árbitros apresentaram uma contraproposta de redução da quantia que auferiam, mas a AFPD achou ainda não ser suficiente para as suas posses tendo em conta o corte que levou nas verbas que vão receber e, segundo o seu presidente Auditon Moniz “não está aqui em causa nós querermos continuar ou não a cumprir o que estava estipulado até aqui, mas sim a actual situação financeira que vamos ficar sujeitos com o rude corte nas verbas a receber já a partir de Janeiro, que é entre os quinze e os vinte por cento”.
O estranho no meio de tudo isso, é que o quadro de árbitros da AFPD, é composto por cerca de quarenta que pertencem ao futebol e vinte e tal do futsal, que compreendem a situação, os do futebol assim não entendem”, para logo acrescentar Auditon Moniz, “não está aqui em causa não querermos pagar, mas sim nós não podemos. É mais fácil falar a verdade nesta altura, do que chegar ao mês de Janeiro e não ter o dinheiro para cumprir os compromissos anteriormente assumidos,” reitera o presidente da AFPD.
Mas não só está em causa as verbas da atribuição do subsídio de alimentação, há um outro ponto alimenta toda a discórdia, ao que Auditon Moniz explica “um árbitro que seja residente na Lagoa e que seja nomeado para arbitrar dois jogos naquela Vila, receba subsídio de alimentação. Então este senhor não toma o pequeno-almoço e almoço em casa, consoante as horas?”.
Auditon Moniz ainda vai mais longe na sua exposição “e à noite, estamos a falar por volta das vinte horas, para início de jogo, também não janta em casa? Qualquer trabalhador da função pública para ter direito ao subsídio de alimentação tem de trabalhar sete ou oito horas por dia, para receber 4,73 euros e estes senhores em quatro horas, podem receber doze euros, reduzindo agora para oito euros?”, reforça Auditon Moniz, desalentado por ainda não ver luz ao fundo do túnel.
Instado a comentar as diferenças que auferem os árbitros do futebol das outras
Associações dos Açores, e que são maiores dos que os micaelenses, “são realidades completamente diferentes: que vão desde as distâncias que pagamos aos árbitros, à quantidade de jogos e de equipas. São despesas que temos e eles não”, sustenta Auditon Moniz.
Perante todo este imbróglio, que parece não ter fim, e que o Conselho de Disciplina vai ouvir todos e analisar o processo nos dias 11 e 12 do corrente mês, a Associação de Futebol de Ponta delgada, teve de recorrer entre outras a uma solução para remediar o mal que tudo isto está a causar ao futebol e aos clubes e atletas, “estamos tentados a fazer um curso de árbitros estagiários para ver se solucionamos esta questão, mas esperamos não precisar chegar a esse ponto, esperamos sim, contar com o seu apoio, tal como têm feito até aqui e da qual os reconhecemos quanto importante é a sua colaboração, bem como o seu vasto conhecimento que muito tem valorizado a arbitragem micaelense, quer nos regionais quer nos nacionais”.
Recorde-se que a Associação na sua última proposta foi até aos seis euros, para o subsidio de alimentação para os árbitros fazerem três ou mais jogos, proposta esta que não foi aceite pelos juízes de campo.
Os árbitros apresentaram uma contraproposta de redução da quantia que auferiam, mas a AFPD achou ainda não ser suficiente para as suas posses tendo em conta o corte que levou nas verbas que vão receber e, segundo o seu presidente Auditon Moniz “não está aqui em causa nós querermos continuar ou não a cumprir o que estava estipulado até aqui, mas sim a actual situação financeira que vamos ficar sujeitos com o rude corte nas verbas a receber já a partir de Janeiro, que é entre os quinze e os vinte por cento”.
O estranho no meio de tudo isso, é que o quadro de árbitros da AFPD, é composto por cerca de quarenta que pertencem ao futebol e vinte e tal do futsal, que compreendem a situação, os do futebol assim não entendem”, para logo acrescentar Auditon Moniz, “não está aqui em causa não querermos pagar, mas sim nós não podemos. É mais fácil falar a verdade nesta altura, do que chegar ao mês de Janeiro e não ter o dinheiro para cumprir os compromissos anteriormente assumidos,” reitera o presidente da AFPD.
Mas não só está em causa as verbas da atribuição do subsídio de alimentação, há um outro ponto alimenta toda a discórdia, ao que Auditon Moniz explica “um árbitro que seja residente na Lagoa e que seja nomeado para arbitrar dois jogos naquela Vila, receba subsídio de alimentação. Então este senhor não toma o pequeno-almoço e almoço em casa, consoante as horas?”.
Auditon Moniz ainda vai mais longe na sua exposição “e à noite, estamos a falar por volta das vinte horas, para início de jogo, também não janta em casa? Qualquer trabalhador da função pública para ter direito ao subsídio de alimentação tem de trabalhar sete ou oito horas por dia, para receber 4,73 euros e estes senhores em quatro horas, podem receber doze euros, reduzindo agora para oito euros?”, reforça Auditon Moniz, desalentado por ainda não ver luz ao fundo do túnel.
Instado a comentar as diferenças que auferem os árbitros do futebol das outras
Associações dos Açores, e que são maiores dos que os micaelenses, “são realidades completamente diferentes: que vão desde as distâncias que pagamos aos árbitros, à quantidade de jogos e de equipas. São despesas que temos e eles não”, sustenta Auditon Moniz.
Perante todo este imbróglio, que parece não ter fim, e que o Conselho de Disciplina vai ouvir todos e analisar o processo nos dias 11 e 12 do corrente mês, a Associação de Futebol de Ponta delgada, teve de recorrer entre outras a uma solução para remediar o mal que tudo isto está a causar ao futebol e aos clubes e atletas, “estamos tentados a fazer um curso de árbitros estagiários para ver se solucionamos esta questão, mas esperamos não precisar chegar a esse ponto, esperamos sim, contar com o seu apoio, tal como têm feito até aqui e da qual os reconhecemos quanto importante é a sua colaboração, bem como o seu vasto conhecimento que muito tem valorizado a arbitragem micaelense, quer nos regionais quer nos nacionais”.
Recorde-se que a Associação na sua última proposta foi até aos seis euros, para o subsidio de alimentação para os árbitros fazerem três ou mais jogos, proposta esta que não foi aceite pelos juízes de campo.
Autor: João Patrício
Fonte: Correio dos Açores

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