segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Comissão de Arbitragem da AFPD demite-se

10 Outubro 2011 [Desporto]

Entretanto, toda esta polémica levou ao pedido de demissão do Comissão de Arbitragem da AFPD, sob a liderança do antigo árbitro dos quadros da AFPD, Adriano Cabral, através de um esclarecimento público na passada sexta-feira.
No dia 12 de Setembro a direcção da A.F.P.D marcou uma reunião com o C.A. e informou-nos que seria agendada uma outra reunião com todos os árbitros, com o objectivo de comunicar que lhes seria retirado o subsídio de alimentação. De salientar que esta situação ocorreu a um dia de começarem as provas oficiais em São Miguel.
Após esta imposição por parte da A.F.P.D, os árbitros reuniram-se e entregaram um abaixo-assinado, afirmando que se encontravam indisponíveis para arbitrar jogos de futebol nestas condições, levando à abertura de um processo disciplinar pela referida associação, que mais tarde foi retirado a pedido do C.A..
Na terceira reunião efectuada, no dia 20 do mesmo mês, a A.F.P.D. decidiu atribuir um subsídio no valor de 4.73€. Apesar de não aceitarem esta medida da A.F.P.D., os árbitros prontamente se disponibilizaram para arbitrar os jogos com as seguintes condições: 1 jogo por dia (sábado e domingo) e nunca a partir das 19 horas, o que foi recusado pela A.F.P.D.
O C.A., neste braço de ferro entre árbitros e A.F.P.D, tentou sempre, e por diversas vezes, ser o mediador entre as partes, efectuando várias reuniões.
É de realçar que os árbitros propuseram uma descida do subsídio de 12€ para 8€, continuando a A.F.P.D. a recusar o pagamento deste valor. Mais tarde, após outra conversação, a Associação propôs 6€ como subsídio, mas apenas quando fossem arbitrados 3 ou mais jogos, sendo esta proposta de inegável prejuízo para os árbitros.
Após todos estes episódios a direcção da A.F.P.D. suspendeu as negociações, tendo mais uma vez o C.A. apelado ao diálogo para que as duas partes se entendessem, porque no final, é a imagem do futebol que está em causa.
Acrescente-se ainda que o C.A. estava a realizar o curso de árbitros estagiários, com 13 candidatos, e o mesmo teve que ser suspenso devido ao facto de os monitores, que eram árbitros dos Nacionais desta Associação e que ministravam as aulas gratuitamente, se terem sentido lesados pela atitude da direcção da A.F.P.D., mostrando-se, assim, indisponíveis para continuarem com o curso.
Posteriormente, no dia 29 de Setembro o Presidente do C.A. recebeu um telefonema do seu homólogo de Angra de Heroísmo, comunicando-lhe que lhe tinha sido solicitado pelo presidente da A.F.P.D monitores (da associação de Angra) para ministrarem o curso referido. Como seria de esperar, esta tomada de posição da A.F.P.D. gerou alguma revolta e insatisfação nos árbitros e no próprio C.A. da ilha de São Miguel.
Perante toda esta situação não resta outra alternativa ao C.A. desta Associação senão renunciar ao mandato para o qual estava indigitado.

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