sexta-feira, 11 de julho de 2014

Caças mais caros da história em terra há uma semana

Caças mais caros da história em terra há uma semana

A frota norte-americana de caças F-35, projeto orçado em 400 mil milhões de dólares, não levanta voo desde que as autoridades decidiram inspecionar todos os aparelhos na sequência de um incêndio num deles.

Os técnicos ainda não conseguiram determinar as causas do incêndio que, a 23 de junho, deflagrou num dos F-35 no momento da descolagem. No entanto, tudo leva a crer que o incidente terá sido um caso isolado e não problema maior que afete todo o programa, cujo desenvolvimento teve um orçamento que disparou para os 400 mil milhões de dólares.

"Há um conjunto de indícios que sugerem cada vez tratar-se de um problema isolado e não geral. Mas, de momento, ainda não temos a certeza", afirmou hoje o secretário adjunto da Defesa dos Estados Unidos, Frank Kendall, perante a Comissão das Forças Armadas.

A verificação de toda a frota levou a que todos os aparelhos estejam em terra há uma semana, inviabilizando a primeira aparição internacional de um deles, prevista para este fim de semana num festival aéreo, em Fairford, Inglaterra.

O secretário de Estado da Defesa, Chuck Hagel, que apoiou o programa dos F-35, esteve ontem na Florida, da base de Eglin, onde se deu o incêndio, onde conversou com os pilotos.

"Disseram-me que era a melhor aeronave em que já voaram e alguns disseram-me que o aparelho mais fácil e mais simples para voar", disse, realçando que continua a acreditar que "este dispositivo é o futuro" para a aviação de combate das Forças armadas norte-americanas.

Chuck Hagel reconheceu problemas com este caça, mas salientou que qualquer novo programa enfrenta obstáculos técnicos.

Segundo o fabricante, Lockheed Martin, o F-35 escapa aos radares e voa a uma velocidade supersónica.

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