segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Acredita que o nosso universo possa ser uma realidade virtual?

Acredita que o nosso universo possa ser uma realidade virtual?

O realismo físico e a visão de que o mundo físico que vemos é real e existe por si só. A maioria das pessoas pensa que isso é óbvio, mas o realismo físico tem lutado com os factos da Física já há algum tempo. Os paradoxos que desafiavam físicos no século passado continuam a desafiar os de hoje e as grandes esperanças depositadas na teoria das cordas e na supersimetria não estão a chegar a nenhum lugar.

Contrastando com tudo isso, a teoria quântica funciona, mas as ondas quânticas que embaraçam, sobrepõem e depois entram em colapso até um ponto são fisicamente impossíveis – devem ser «imaginárias». Pela primeira vez na história, uma teoria do que não existe está a prever correctamente o que existe – mas como pode o irreal prever o real?

O realismo quântico é a visão oposta – que o mundo quântico é real e está a criar o mundo físico como uma realidade virtual. Os mecanismos quânticos conseguiriam prever os mecanismos físicos por serem os seus geradores, os seus “pais”. Os físicos dizerem que os estados quânticos não existem são como o «Feiticeiro de Oz» a dizer a Dorothy: «Não prestes atenção àquele homem atrás das cortinas.»

O realismo quântico não é a Matrix, onde o outro mundo que cria o nosso também é físico. Nem é uma ideia de um cientista maluco ou um pensamento isolado, já que a virtualidade estava em jogo muito antes dos seres humanos aparecerem. Também não é como se um fantasma de outro mundo modificasse as coisas por aqui – o nosso mundo físico é o fantasma. No realismo físico, o mundo quântico é impossível, mas no realismo quântico o mundo físico é impossível – a menos que seja uma realidade virtual – como mostram esses exemplos.

Realismo físico: Einstein deduziu que nada viaja mais rápido do que a luz no vácuo e isso foi, posteriormente, considerado uma constante universal, mas não está claro o motivo. Actualmente, «a velocidade da luz é uma constante apenas porque é, e porque a luz não é feita de nada mais simples.»

Realismo quântico: Se o mundo físico é uma realidade virtual, é o produto do processamento de informações. A informação é definida como uma escolha de um conjunto finito, então o processo de mudança também deve ser finito e, dessa forma, o nosso mundo actualiza-se a um ritmo finito. Um processador de um supercomputador actualiza-se 10 quatrilhões de vezes por segundo e o nosso universo atualiza-se um trilhão de vezes mais rápido do que isso, mas o princípio é o mesmo. Como uma imagem na tela contém pixels e uma taxa de actualização, o nosso mundo tem a Distância de Planck e o Tempo de Planck.

Nesse cenário, a velocidade da luz é a maior possível porque a rede não consegue transmitir nada mais rapidamente do que um pixel por ciclo – ou seja, a Distância de Planck dividida pelo Tempo de Planck, ou cerca de 300 mil km/s. A velocidade da luz deveria, na verdade, ser chamada de velocidade do espaço.


Fonte: DD

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