terça-feira, 4 de junho de 2019

Forças Armadas testam comunicações e sistema geoespacial em exercício de proteção civil


'CASCADE'19' é o maior exercício de proteção civil realizado em Portugal e conta com a participação de cerca de 150 operacionais.

As Forças Armadas encontraram no exercício europeu de proteção civil 'CASCADE'19' "uma janela de oportunidades" para testar as comunicações através de satélite e um sistema geoespacial que antecipa cenários de acidentes graves e catástrofe. 

O 'CASCADE'19', que se realiza nos distritos de Lisboa, Aveiro, Setúbal e Évora desde terça-feira e termina no sábado, é o maior exercício de proteção civil realizado em Portugal e conta com a participação de cerca de 150 operacionais de Espanha, Bélgica, Alemanha, Croácia e França, além de mais 20 entidades portuguesas. As Forças Armadas estão presentes no exercício com 230 militares e 72 viaturas do Exército, Marinha e Força Aérea.

Em Sintra, onde funciona o posto de comando nacional do exercício, o comandante da Força de Reação Imediata (FRI) das Forças Armadas, coronel Sobreira, contou aos jornalistas que o exercício é "uma janela de oportunidades" para demonstrar uma das missões desta força no âmbito de catástrofe e acidente grave. 

"Estamos a testar a articulação entre a Força de Reação Imediata e os meios que temos à disposição para dar resposta aquilo que for solicitado pela Proteção Civil", disse.

No exercício, a FRI está a testar vários sistemas que podem ser colocados à disposição da Proteção Civil, como comunicações táticas e de satélite, bem como "uma célula geoespacial", que, segundo o comandante da força, permite antecipar cenários para depois saber como se vai atuar. 

"Estamos a ver um cenário que é um sismo, houve um alerta de tsunami, e nós perguntamos à nossa célula para simular o que vai acontecer em Lisboa. Temos isso em simulação, está disponível para a Proteção Civil, mas também para as Forças Armadas. Ficamos a saber que estradas e pontes ficam inoperacionais, para saber o que é preciso fazer em caso de necessidade", disse. 

No caso das intempéries, como o que está a ser testado no distrito de Aveiro, está a ser simulado quais as barragens que têm de fazer descargas e quais as populações que podem ficar inundadas, as pontes e estradas inutilizadas. 

"É este o cenário com que estamos a trabalhar", disse.

Mais de 3.600 operacionais, 150 dos quais de cinco países europeus, e 2.200 figurantes participam neste exercício, que é organizado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), com a colaboração da Direção-Geral da Autoridade Marítima e cofinanciado em 80% pela União Europeia.

Com um custo de 1,3 milhões de euros, o exercício envolve 22 municípios com 60 cenários diferentes para testar a capacidade das respostas local, nacional e internacional.

Em causa está um ciclone que afeta as zonas costeiras da região de Aveiro e um sismo de grande dimensão nos distritos de Lisboa, Setúbal e Évora.

O 'CASCADE'19' visa treinar a resposta internacional na sequência do acionamento do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia e, simultaneamente, a resposta interna a emergências de elevada complexidade.

Fonte: CM

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